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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Invencíveis

Às vezes no sofá a meio do barulho da televisão espreito-te pelo canto do olho. Vejo-te absorto e atento ao que se passa na TV. E nesse exacto momento em que te olho vejo-te na tua plenitude de toda a nossa vida juntos. Estás em casa naquele pedaço de sofá, comigo encostada em ti, encaixados como se todo o mundo se resumisse a nós. E às vezes resmungas porque está calor ou porque tenho os pés frios. Às vezes dás-me um beijo rápido para não ser interrompido por corpos pequeninos que nos saltam para cima. Às vezes quando te olho pelo canto do olho estás a brincar com elas ou a conversar com elas. E eu vejo-te como o miúdo por quem me apaixonei e pensei num dia como pai dos meus filhos. Quando olho para ti pelo canto do olho vejo-te a preocupação a baixar-te os ombros, a respiração acelerada e um brilho triste no olhar. Dou-te sempre um abraço ou um beijo demorado para que saibas que tudo vai ficar bem. Estamos juntos, temos a certeza de um amor maior dentro de nós que nos torna capaz de resistir a qualquer obstáculo. Às vezes rio-me contigo dos obstáculos que temos que ultrapassar, desafiando a sua gravidade não os deixando ganhar terreno no peso das tuas costas, somos invencíveis, tenho a certeza absoluta disso. E enquanto te tiver e te conseguir olhar pelo canto do olho enquanto te ris para a TV no canto do nosso sofá seremos sempre invencíveis.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Doce mês de Junho

Se alguma vez naquele dia 14 de Junho me dissessem que ia encontrar o amor da minha vida numa Fnac cheia de gente eu ria-me. Se o destino me tivesse avisado que 10 anos depois teríamos duas filhas e que ainda estaríamos juntos e felizes eu corria para o internar. A verdade é que é verdade. Naquele dia, há 10 anos, a minha vida mudou para sempre. Já lho disse mil vezes, e ele sabe-o, naquela noite quando me deu a mão para atravessar a rua e no fim me espetou um beijo e me pediu em namoro disse-lhe que sim por impulso. Estava sozinha, agarrada a uma relação já há muito terminada e farta de não ter ninguém. Disse que sim e a minha vida nunca mais foi a mesma. Tinha um rapaz que de fininho foi conquistando espaço no meu coração. Passava o dia a rir, passava o dia a sentir que estava em casa, passava o dia a achar que se calhar o impulso tinha sido bom, mas que estava a ser intenso demais. Depois a vida meteu-se pelo meio e acabamos. E acho que foi nesse espaço de tempo que me bateu. Estava ali a minha pessoa. Simplesmente não dava sem ele... E a ele também lhe deve ter dado uma epifania do género que mal decidimos pôr a vida para trás das costas só existíamos nós. E os dias foram passando... E decidimos morar juntos, e comprar uma casa, e casar, e ter filhos e aqui estamos. Juntos, mais velhos, mais completos, mais felizes por termos dado uma segunda oportunidade ao que somos um ao outro.
A vida está sempre a pôr-nos à prova, sempre a meter-se pelo meio, sempre a dar-nos obstáculos maiores e mais complicados. Mas naquele dia em que nos voltamos a ver e a verbalizar que juntos éramos mais, decidimos não lhe dar parte fraca. Tenho ao meu lado o melhor marinheiro para as nossas tormentas. Conhece-me com o silêncio de um olhar, resolve-me com a precisão de um abraço e faz-me conhecer o local mais seguro do mundo dentro dos seus braços. Estamos juntos há 10 anos. Construímos uma base segura neste inicio de caminhada a dois, e sinto que mesmo que a vida dê muita volta, que dá, consegui o feito único de na vida ter encontrado a minha alma gémea. São 10 anos de namoro, e 6 de casamento, duas filhas, e uma quantidade de alegrias que não são contabilizáveis. E uma certeza, temos dentro de nós uma força e um amor únicos e especiais. Obviamente que discutimos (muito), que nos pegamos (muito), que temos (muitos) problemas e (muitas) dores de cabeça. Somos teimosos, orgulhosos e cheios de outros defeitos, mas sei que temos a inabalável certeza do amor que nos une, do som único das gargalhadas que partilhamos, do conforto das conversas tidas noites fora, da sensação única de estarmos mais apaixonados do que no primeiro dia. A vida tem-se metido ao meio, o quotidiano tem deixado algumas mossas, a rotina tem dado algum trabalho. Mas esta viagem com ele, que ainda mal começou, tem tido para mim uma sensação de plenitude.
Tenho para tatuar no corpo a frase que ele me deixou aqui no blog em Maio de 2006 quando o encontrei no hi5 e o resgatei ao tempo: "O que tem que acontecer, acontece, mais cedo ou mais tarde." - "e falando por mim acontecerá de certeza", disse ele confiante e assertivo.

Ainda bem que acontecemos meu amor. Obrigada por seres meu. Parabéns a nós!

sábado, 19 de março de 2016

Dia do Pai

Agradeço todas as noites quando me enrosco a ti o facto do destino nos ter posto na vida um do outro. Se não foi o destino foi Deus, se não foi Deus foi algo maior. Tão grande como o amor que te tenho e que sei que me tens de volta. Essa segurança é a rede onde hoje crescem duas miúdas lindas, felizes, seguras. Porque sabem que no fim de contas o que importa é estarmos os quatro (que pela Leonor já éramos cinco!). A família que ela tanto diz que ama. Amar assim é muito fácil. Tem a leveza dos dias, a caducidade das noites, e a promessa de que no amanhã podemos sempre melhorar o que correu mal. Há discussões, há berros, há cabeças perdidas, mas há certezas. E amor. E eu fico inundada de amor quando te vejo. Quando me lembro do rapaz que eras e no pai que te tornaste. O pai que fica inundado a cada abraço, o pai que as faz rir às gargalhadas com as brincadeiras, o pai que sabes que queres ser e te esforças todos os dias. Nem sempre é fácil, nem sempre elas são fáceis, nem sempre eu sou fácil. Mas é tão fácil gostar de ti, tão fácil ser amada por ti. Obrigada por me teres escolhido para mãe dos teus filhos. Obrigada por seres exactamente o super-pai que eu achei que ias ser. Estás tão pro na coisa que no próximo até já te vejo a mudar umas fraldas!! grin emoticon Feliz Dia do Pai meu Amor.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Vôo

Os dias estão diferentes. Correm a uma velocidade estonteante. Raramente nos é permitido parar. E olhar o que nos rodeia, quem se senta ao nosso lado na mesa do café, a nova música na rádio no meio do trânsito. E corremos porque temos pressa. E corremos porque temos algo a fazer. E corremos porque estamos em falta de algo. No fim do dia se der, respiramos. No fim do dia logo se vê se temos tempo de pensar no que hoje se viveu. Nunca temos. E o dia passa. E a semana avança, mudam os meses, as estações, muda-se a roupa fresca para o cachecol ao peito. Mudam-se os anos e os aniversários acrescentam-nos números. E o tempo voou. 
E eu que me agarro às memórias de forma a contrariar o voo aproveito o silêncio para respirar e guardar as nossas pequenas memórias na caixa empoeirada que chamo nossa. E guardo todos os beijos, todos os bons dias e boas noites, todos os abraços, todas as conversas em silêncio. E guardo cada gargalhada delas. Cada conquista. Cada aprendizagem. E de repente num dia como tantos outros, olho para ti e vejo. O tempo voou, tenho tanto para guardar. 
Não és o miúdo pelo qual me apaixonei. És o pai das minhas filhas. Sou mãe. E nós quase sem parar. És um homem, sou uma mulher. O tempo voou. Temos uma história. Já nos deixamos  de discutir em biquinhos de pés para não arriscar tudo. Dane-se, o tempo passou, e arrisca-se tudo com a certeza da certeza. Temos uma história. E continuamos a conversar até de manhã como se nos tivéssemos conhecido ontem.Temos uma história e damos gargalhadas a meio da noite mas já em surdina para não acordar as crianças. 

O tempo não pára. Os dias estão diferentes. Mas mesmo a uma velocidade estonteante tenho de tentar parar para guardar. Nos guardar.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Better-half

Para mim és esta foto.

A calma de uns olhos fechados num dia de sol, a força de vontade numas ondas do mar. A imensidão do céu e o aconchego bom que só se encontra no frio. O silêncio cómodo. A minha paz. O meu colo. A minha casa. É infantil dizer isto, mas morro de saudades quando não estás comigo. E há vezes em que sem saber como, olho para ti e apaixono-me mais um bocadinho.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Não é....

Não é sempre fácil. O dia a dia, a pressa de chegar, de fazer, de estar. Não é sempre fácil. Os problemas, as dificuldades, os obstáculos. Não é sempre fácil. Os feitios, os amuos, as cedências. Não é sempre fácil, na verdade, raramente é fácil. Mas a certeza é uma. Vale a pena, compensa. E a pressa é precisa para que se dê valor à paz. Para que se possa apreciar em plenitude a quietude do dia. E os problemas são ultrapassados em sprint de maratonista, porque de nada nos serve o baixar de ombros e a perda do sorriso. E os feitios e os amuos são vistos como o nascimento de uma nova paixão e um “espera lá que afinal gosto tanto de ti.” 
E às vezes, quase sempre, tu esqueces-te de dizeres que me amas, mas continuas a fazer-me festas quando pensas que já durmo depois de discutirmos. E quase sempre me dás beijos de fugida e quase sempre cobrados, mas ainda fechas os olhos quando mos dás, numa entrega só nossa. E muitas vezes eu cobro, peço, exijo mimos, mas no fundo os teus mimos estão em tudo o que fazes para que o dia ande para a frente e no fim da noite consigamos estar os dois abraçados num momento só nosso. 

Não é sempre fácil. Mas contigo é sempre perfeito, na nossa doce imperfeição.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Feliz dia do Pai.

Dizem que está na bioquímica do ser humano.  Feromonas e coisas que tal. Dizem que por toda a biologia há provas que é assim mesmo que funciona.  A fêmea escolhe o seu macho mediante a sua capacidade de se reproduzir.  De romântico isto não tem nada. Não sei porque foi que o escolhi mas se assim foi agradeço à bioquímica que me fez nota-lo e que o fez retribuir. A verdade é que o escolhi. Se calhar a bioquímica até nem é para aqui chamada e foi o destino. Talvez a única coisa onde o destino me foi favorável. Não sei. A verdade é que aquele miúdo foi primeiro namorado, depois marido e agora é pai. E apesar de torcer o nariz quando é para dar sopas é o único que lhes consegue dar a volta nos dias dos "não quero!", apesar de revirar os olhos se é para ajudar nos banhos, a verdade é que transforma aquela hora num rol de brincadeiras em que há sempre vontade para "só mais um megulho!". Na verdade não trocou fraldas (ou contam-se pelos dedos de UMA mão as vezes que o fez), mas tem uma paciência desmedida para acalmar choros a meio da noite. Na verdade nunca fez uma sopa (e acho que as filhas lhe agradecem tal) mas transporta-as às cavalitas e transforma um simples atravessar de rua numa aventura. Nem sempre tem paciência ao fim do dia para brincar às casinhas ou às cozinhas com elas mas para sessões de mimo é sempre o primeiro a chegar. Não sei porque o escolhi. Continuo a dizer que foi porque me faz(ia) rir como ninguém e por ter o coração gigante que tem. Agradeço todos os dias ter o meu espaço nesse coração gigante dele. E que ele ame como ninguém as duas metades que nasceram de um amor maior.
(Feliz dia do Pai meu amor. E um beijo enorme apesar de seres pai e de vibrares com elas, ser um dia triste para ti.)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Ao homem da minha vida

Bastaram cinco minutos e acalmaste a tempestade em mim. Um abraço forte, as minhas lágrimas,  as palavras entorpecidas e desconectas a sair e a calma chegou. É por momentos destes como o que atravessamos agora e como tantos outros que já ultrapassamos que eu sei que tenho ao meu lado o amor da minha vida. Sempre disse com toda a certeza que um grande amor só se reconhece no fim. Nem que fosse no fim da vida.  Mas hoje eu sei. Não há fim para o que tenho contigo,  és o meu princípio,  o meu meio e o meu fim. A minha introdução,  o meu desenvolvimento e a minha conclusão.  És o meu tudo. E obrigada amor da minha vida por seres este pilar. Que me entende nos silêncios, me desvenda num olhar, me protege com a vida. Por pores o teu sofrimento de parte para olhares por mim. Por apenas com um abraço me conseguires acalmar a tempestade que tinha em mim. Amo-te.

sábado, 31 de agosto de 2013

Rituais

É ali que encontro o meu lugar no mundo. Em que deito a cabeça e sou eu. Só eu. Sem pressas, sem corridas, sem responsabilidades ou afazeres. Sem problemas,  sem pensamentos.  É o único sítio onde me consigo esvaziar de tudo o que tenho e no entanto sentir-me inundada de tudo. É ali. Depois de um dia cheio de estímulos que faço reset e me preparo para a azáfama do dia seguinte. Suspiro pela sensação de estar em casa. É ali que moro. No abraço dele. No espaço estratégico entre dois grandes braços e um corpo feito à medida do meu. Um encaixe perfeito. Cabeça, tronco e membros. Ele entrelaça as pernas nas minhas, os pés cumprimentam-se e o coração suspira. Estamos em casa. Moramos um no outro.

(Depois ele adormece e ressona, e eu viro-me e babo-me enquanto durmo, mas naquele momento, o amor acontece)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Amor em tempos de crise

Hoje deu-me uma crise hormonal. Deprimida só me apetecia estar na cama e chorar todos os infortúnios, todos os obstáculos que nos assaltam de cada vez que achamos que não pode piorar... E é nestas fases, raras felizmente, em que só me apetece fugir, desaparecer do mundo que sei que tenho do meu lado o amor da minha vida. Que fica triste por não saber o que me fazer para me tirar as lágrimas dos olhos, que me puxa os cobertores e aparvalha só para me fazer rir, que sugere coisas de gaja como ir comigo à depilação e comprar uma roupinha só para me animar... Não fizemos nada disso, em vez disso vesti-me, limpei as lágrimas e fui com ele comprar material. Nada romântico, nada mais normal e quotidiano possível, mas tudo serve para não o preocupar. Porque ele diz em tom de brincadeira mas aqui posso confessar: a minha sorte esgotou quando ele entrou para a minha vida. E as coisas podem estar de pernas para o ar que o mais importante está aqui. Nós. Juntos. Os quatro.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

<3 cheio

Soube a céu o sorriso dele. O abraço. A certeza de que juntos somos mais. Completos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Amor(es)

Deitadas as duas, ela adormece agarrada a mim. Uma maozinha pequena afaga-me a cara e outra agarra-me o braço. O respirar lento dela dá-me conta da sua serenidade. A sua cara pacifica transmite-me felicidade. Enrosco-me nela, ele enrosca-se a mim. Sorrio. Respiro fundo. Ouço um amo-te traduzido num beijo. E apercebo-me. No final de contas é assim tão simples. Pode-se passar muita coisa, podem sobrar problemas e faltarem soluções. Mas no fim do dia uma certeza temos. Estamos juntos. Temo-la cá. Somos mais. Juntos, os três.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Amar(te)

Noite dentro. Um bebé a dormir no berço numa tranquilidade que só a sua inocência e felicidade permite. Na cama dois corpos conversam abraçados. Riem, relembram o passado e o que os levou a serem um só. Trocam beijos e confidências, sorrisos, cócegas e historias passadas, sonham o futuro a três e dão-se conta que apesar dos tropecções, a vida deu-lhes algo único. Encontraram-se, reconheceram no outro a sua melhor metade. Ele agarra-a, puxa-a para si com força. Não há melhor paraiso que este. Eu, ele, ela. Nós. Um só

O meu passado. O meu presente. O meu futuro. Tudo. Amar(te) é a minha essência e o que me completa mais do que tudo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ser mãe

Desde sempre que soube que a única coisa certa que queria na vida era ser mãe. Brinquei até tarde com nenucos que eram tratados como verdadeiros bebés, sou a prima mais velha e sempre gostei de andar no meio das fraldas e biberões. Sempre gostei de crianças e de estar no meio delas. O meu maior receio e sofrimento era não saber se podia ter filhos. Quando a minha primeira gravidez correu mal achei que era um prenuncio de um longo e torturoso caminho até ter o meu filho nos braços. Não o foi. Felizmente.
O dia em que me soube de novo gravida foi o mais agridoce da minha vida. Por um lado queria pular de alegria por outro o meu coração contraiu-se de dor. Toda a gravidez foi assim. Uma felicidade imensa por a ter comigo, um pesadelo de cada vez que ia às consultas à espera que me deitassem os sonhos pela janela fora..
O dia em que peguei nela ao colo senti uma sensação arrebatadora. Ela estava ali. Era minha. Para sempre. O amor que se sente pelos filhos é inqualificável e hoje sei que ela estará sempre em primeiro lugar. Depois de mim. E não digo isto desconsiderando-me, mas sim valorizando-a a ela. Eu hoje existo por ela e para ela, e não deixando de ser mulher, esposa, hoje sou mãe. E é uma responsabilidade enorme e eterna. Hoje sou completa. Conheço o amor em todas as suas dimensões. Acredito que tenho ao meu lado o amor da minha vida, amo-o e sou amada da forma mais cimentada que julguei possivel. E sou mãe. Mãe dela. Amo-a como parte de mim, dele, nossa. E não podia ser mais feliz.


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

1 de Agosto de 2011

Vieste no inicio de um novo mês como uma promessa de recomeço. A ansiedade de te ter nos braços era muita. A expectativa de te reconhecer o rosto enchia-nos o coração. Eu e o pai estávamos extasiados. Finalmente chegava a hora, o culminar de 37 semanas a sentir-te tão nossa sem nunca te poder tocar. E chegaste... pela tardinha. Trazias na voz a força de um leão. Choraste e depois nos meus braços senti-te tão minha. Sentimo-nos inundados por uma sensação única. Eras nossa, Estavas cá. No colo do teu pai via-lhe o orgulho a bailar nos olhos. Sentia-lhe o amor na voz. Leonor. Tão nossa. Tão amada.

És uma bebé muito calma. Perco-me nos dias só a olhar para ti. És tão linda. Perfeita, desenhada por um amor que te fez tão única e tão nossa. Choras para comer. E mesmo assim dás uns gritinhos fantásticos antes para me avisar... Tens um sorriso capaz de me iluminar nos dias mais negros. Tens um cheirinho tão teu que me faz viajar ao paraíso. Amo-te tanto Leonor.

E o teu pai é um doce contigo. Aqui há dias encheram-me os olhos de água só de o ver contigo... Ele não reparou que tinha entrado no quarto e que o estava a ver... E filha os olhos dele transbordavam de amor. Um amor único, um amor que nasceu no dia em que olhou para mim e me disse que estávamos à tua espera mesmo sem sequer feito um teste. Um olhar e uma doçura que me engrandeceram o coração e me fizeram mais uma vez ter a certeza que ele é a minha pessoa. E que é o melhor pai do mundo.

sábado, 30 de julho de 2011

Um amor maior...

Tenho todo o espaço do mundo para escrever sobre a sensação de estar à tua espera, mas as palavras não me saem dos dedos apesar do meu coração saber tudo o que tenho para te dizer. Não há palavras que consigam descrever a sensação de arrebatamento que experencio sempre que te sinto cá dentro. Está quase, e estes 9 meses contigo cá dentro foram a fase mais doce que vivi até hoje. Aguardo com ansiedade o momento em que decides vir conhecer-nos, não vejo a hora de te pegar no colo e dizer-te ao ouvido o quanto te amo.
Sei que vou ter saudades de te sentir na minha barriga a espreguiçar de manhã ao acordar, ou depois do lanche a dar pontapés, de te ver a tentar fugir das minhas cocegas na barriga, de te tentar apanhar distraída a filmar as tuas reviravoltas. Mas estou pronta para te ter aqui ao nosso lado, para te pegar ao colo no dia do teu nascimento, e nunca mais te largar a mão, para amparar os voos e limpar as feridas, para te dar confiança e incutir-te valores, para te mostrar que o mundo nem sempre é um lugar feliz, mas que com força de vontade tudo parece menos mau e apesar de todos os obstáculos que encontres, e do que te digam nada é impossível, apenas tens que acreditar em ti e em nós que estaremos para sempre do teu lado.
O pai já não se aguenta com tanto desejo de te conhecer, e Leonor, vais ver que ele é louco por ti. Tem manhãs em que o primeiro beijo e o primeiro bom dia são para ti. Encosta-se à barriga e diz-te num namoro pegado "Leonor, bom dia!!" e enche-nos de beijos.. Tens (temos) a sorte de ter alguém que com todos os seus defeitos consegue ser dono de um coração gigantesco e de uma doçura e dedicação que não encontro em mais ninguém. Amo-o com tudo o que tenho, e só tu, tão nossa, vieste fazer com que conheça outra dimensão do mesmo amor. Não sei o futuro, não sei se nos vais ver juntos para sempre, mas com uma certeza quero que cresças: Nasceste de um amor maior. És o nosso amor maior.
Estamos à tua espera! (Bem, o pai já desespera!)

Amo-te.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A quem aqui anda...

As minhas maiores desculpas, mas o Facebook rouba o protagonismo todo aqui a este cantinho e raro é o dia em que me lembro de cá vir postar alguma coisa.

A quem quiser, pode-me adicionar... Deixem nos comentários que eu envio-vos um mail com o meu sitio por lá...
Serve este post para informar às tias cibernéticas que aqui ainda vêm, que estamos à espera de uma Leonor!! <3

Já só faltam 2 meses, já tem 1kg e 300 grms e tem as bochechas do pai!!! :) Estou duplamente apaixonada!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ausências...

No dia em que fiz seis meses de casada, deixei aqui um post, desliguei o computador e fui-me enroscar na minha melhor metade. Saímos para jantar fora e depois ele foi mais corajoso que eu e passou na farmácia. Estava com um atraso de 2 dias e ele tinha uma confiança inabalável que daria positivo. E deu.
Dia 12 de Dezembro descobri que estava de novo grávida.
Estamos de 13 semanas, e completamente rendidos a este bebé. O chamado periodo critico já passou, os fantasmas também, estou com muito medo, ainda cautelosa, mas com uma felicidade no coração impossível de quantificar em palavras.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Today, Tomorrow, Forever...

Faz hoje 6 meses. Em que acordamos juntos, demos um beijo e só nos voltariamos a ver na igreja. Ele no altar a olhar para mim como se o resto do mundo não existisse, eu a caminhar até ele com toda a certeza do mundo de que ele faz parte de mim. Foi há 6 meses, que assumimos perante todos o que já tinhamos assumido a dois. O compromisso de juntos sermos mais.
E tem sido assim desde que ha 4 anos e meio me deste a mão e paraste na rua para me dares aquele beijo debaixo de chuva. Tivemos momentos dificeis, desistimos uma vez, ganhamos certezas e construimos um caminho nosso. E hoje, são 6 meses que merecem ser comemorados. Porque foi um dia feliz, porque foi a nossa partilha com familia e amigos do que temos um com o outro. Porque por muito que as coisas sejam dificeis, por muito que a vida nos negue muita coisa, por muito que a luta pareça ser inglória, temo-nos um ao outro. E eu sei que aconteça o que acontecer, vais estar sempre lá para mim, que nos temos um ao outro venha o que vier. Que te tenho ao meu lado tanto para rir até doer a barriga e cairem lágrimas como para me limpares as lágrimas e me levantares a cabeça num dia mau.
E há noite, quando me enroscas a ti ou te entrelaças nas minhas pernas e temos aquelas conversas tão nossas, sei que não desejarias estar noutro lado que não ali, vejo que os teus olhos são um espelho do teu amor, e que os braços com que me envolves são o sinal de que sou o teu mundo. E tu és o meu.
Sei que são apenas 4 anos e meio, e sei que o futuro ninguém o sabe, mas sei que a minha vida é muito mais completa desde que fazes parte dela. E sei que o meu futuro só poderá ser repleto de amor se nela continuares. E sei que se um dia as coisas mudarem, se por alguma razão o que temos acabar, que tudo isto vai continuar a fazer parte de mim. Só se ama assim uma vez na vida. A mim aconteceste-me tu. E foi o melhor que me podia ter acontecido.

Parabéns a nós!

sábado, 18 de setembro de 2010

Ficar sem chão...

Às vezes acho que não estamos destinados a ser felizes. Que mal ousamos sonhar um bocadinho logo vem o destino e corta-nos os sonhos. Às vezes acho que acabamos por esgotar toda a sorte que tínhamos quando nos reencontramos e tivemos a certeza de que juntos éramos mais. O amor que sentimos um pelo outro, a união que temos é posta à prova constantemente. E agora, depois de tanto azar, de tanta dor, de tantas e muitas tragédias achei mesmo que tinha chegado a nossa vez de sermos felizes. Achei mesmo que agora nos tínhamos tornado invencíveis e que nada conseguiria abalar a nossa felicidade. Enganei-me, mais uma vez. Estamos de novo a ser postos à prova. Quando achei que agora iríamos recuperar um pouco do céu e da paz que merecíamos volta esse destino para nos destruir os sonhos que havíamos vindo a construir a três. Sei que não é o fim do mundo, sei que teremos muitas mais oportunidades de virmos a ter um bebe forte e saudável... Mas hoje dói. Porque acreditei mesmo que mais nada de mal nos iria acontecer... E afinal foi mais um puro engano...