quarta-feira, 19 de março de 2014

Feliz dia do Pai.

Dizem que está na bioquímica do ser humano.  Feromonas e coisas que tal. Dizem que por toda a biologia há provas que é assim mesmo que funciona.  A fêmea escolhe o seu macho mediante a sua capacidade de se reproduzir.  De romântico isto não tem nada. Não sei porque foi que o escolhi mas se assim foi agradeço à bioquímica que me fez nota-lo e que o fez retribuir. A verdade é que o escolhi. Se calhar a bioquímica até nem é para aqui chamada e foi o destino. Talvez a única coisa onde o destino me foi favorável. Não sei. A verdade é que aquele miúdo foi primeiro namorado, depois marido e agora é pai. E apesar de torcer o nariz quando é para dar sopas é o único que lhes consegue dar a volta nos dias dos "não quero!", apesar de revirar os olhos se é para ajudar nos banhos, a verdade é que transforma aquela hora num rol de brincadeiras em que há sempre vontade para "só mais um megulho!". Na verdade não trocou fraldas (ou contam-se pelos dedos de UMA mão as vezes que o fez), mas tem uma paciência desmedida para acalmar choros a meio da noite. Na verdade nunca fez uma sopa (e acho que as filhas lhe agradecem tal) mas transporta-as às cavalitas e transforma um simples atravessar de rua numa aventura. Nem sempre tem paciência ao fim do dia para brincar às casinhas ou às cozinhas com elas mas para sessões de mimo é sempre o primeiro a chegar. Não sei porque o escolhi. Continuo a dizer que foi porque me faz(ia) rir como ninguém e por ter o coração gigante que tem. Agradeço todos os dias ter o meu espaço nesse coração gigante dele. E que ele ame como ninguém as duas metades que nasceram de um amor maior.
(Feliz dia do Pai meu amor. E um beijo enorme apesar de seres pai e de vibrares com elas, ser um dia triste para ti.)

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