sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ser mãe

Desde sempre que soube que a única coisa certa que queria na vida era ser mãe. Brinquei até tarde com nenucos que eram tratados como verdadeiros bebés, sou a prima mais velha e sempre gostei de andar no meio das fraldas e biberões. Sempre gostei de crianças e de estar no meio delas. O meu maior receio e sofrimento era não saber se podia ter filhos. Quando a minha primeira gravidez correu mal achei que era um prenuncio de um longo e torturoso caminho até ter o meu filho nos braços. Não o foi. Felizmente.
O dia em que me soube de novo gravida foi o mais agridoce da minha vida. Por um lado queria pular de alegria por outro o meu coração contraiu-se de dor. Toda a gravidez foi assim. Uma felicidade imensa por a ter comigo, um pesadelo de cada vez que ia às consultas à espera que me deitassem os sonhos pela janela fora..
O dia em que peguei nela ao colo senti uma sensação arrebatadora. Ela estava ali. Era minha. Para sempre. O amor que se sente pelos filhos é inqualificável e hoje sei que ela estará sempre em primeiro lugar. Depois de mim. E não digo isto desconsiderando-me, mas sim valorizando-a a ela. Eu hoje existo por ela e para ela, e não deixando de ser mulher, esposa, hoje sou mãe. E é uma responsabilidade enorme e eterna. Hoje sou completa. Conheço o amor em todas as suas dimensões. Acredito que tenho ao meu lado o amor da minha vida, amo-o e sou amada da forma mais cimentada que julguei possivel. E sou mãe. Mãe dela. Amo-a como parte de mim, dele, nossa. E não podia ser mais feliz.


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