sexta-feira, 21 de outubro de 2011

1 de Agosto de 2011

Vieste no inicio de um novo mês como uma promessa de recomeço. A ansiedade de te ter nos braços era muita. A expectativa de te reconhecer o rosto enchia-nos o coração. Eu e o pai estávamos extasiados. Finalmente chegava a hora, o culminar de 37 semanas a sentir-te tão nossa sem nunca te poder tocar. E chegaste... pela tardinha. Trazias na voz a força de um leão. Choraste e depois nos meus braços senti-te tão minha. Sentimo-nos inundados por uma sensação única. Eras nossa, Estavas cá. No colo do teu pai via-lhe o orgulho a bailar nos olhos. Sentia-lhe o amor na voz. Leonor. Tão nossa. Tão amada.

És uma bebé muito calma. Perco-me nos dias só a olhar para ti. És tão linda. Perfeita, desenhada por um amor que te fez tão única e tão nossa. Choras para comer. E mesmo assim dás uns gritinhos fantásticos antes para me avisar... Tens um sorriso capaz de me iluminar nos dias mais negros. Tens um cheirinho tão teu que me faz viajar ao paraíso. Amo-te tanto Leonor.

E o teu pai é um doce contigo. Aqui há dias encheram-me os olhos de água só de o ver contigo... Ele não reparou que tinha entrado no quarto e que o estava a ver... E filha os olhos dele transbordavam de amor. Um amor único, um amor que nasceu no dia em que olhou para mim e me disse que estávamos à tua espera mesmo sem sequer feito um teste. Um olhar e uma doçura que me engrandeceram o coração e me fizeram mais uma vez ter a certeza que ele é a minha pessoa. E que é o melhor pai do mundo.

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