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terça-feira, 5 de abril de 2016

Maria Inês

05.04.2016 - O dia em que o meu coração ganhou mais uma assoalhada.
Chegaste hoje minha princesa. Já demonstras uma tenacidade e alguma teimosia que de certo te irão dar muito jeito na tua vida que a tia quer que seja longa e muito, muito feliz. Chegaste a uma família um bocadinho doida. Falamos alto, depressa, berramos um bocadinho mas gostamos muito uns dos outros. Nasceste já cheia de sorte. Tens uma mana que te desejou tanto!!! E uma mãe com a qual podes sempre contar e com a qual vais ter que ser muito paciente. E calma para ela se habituar ao facto de ter um bebé no colo e um amor tão grande no coração. E um pai que tenho a certeza que nem vai saber o que fazer com tanto amor por ti. Tens esta tia que vibrou e se emocionou quando te pegou ao colo pela primeira vez. Tens um tio que não podia estar mais babado por teres nascido no mês dele e cujos olhos brilharam assim que lhe mostrei as tuas primeiras fotografias e que quase literalmente correu para te pegar primeiro que eu ao colo. E tens duas primas que andaram à luta para ser a tua prima mais velha para tomar conta de ti e que mesmo sem perceberem muito bem onde estavas, como estavas e como chegaste só te querem em casa delas para te dar miminhos e brincarem contigo....

Estávamos todos à tua espera meu amor. Sê bem-vinda Inês. Que a vida te sorria sempre. Nós cá estaremos para te ajudar, sempre! Esta tia já te ama muito!!! 

domingo, 20 de março de 2016

Madrinha *

Hoje é Domingo de Ramos e eu tenho a melhor Madrinha do Mundo!!! É sem dúvida a melhor segunda mãe que eu podia ter. Cresci com a segurança que está lá sempre para me ouvir, ajudar, guiar e ralhar quando saio do meu caminho. Deu-me dois primos que amo como se fossem meus irmãos e sou uma prima muito babada (e cheia de saudades) por os ter na minha vida. Morei 5 anos com eles e tenho muitas saudades daqueles tempos. Talvez por isso agora me custe tanto estar longe e não a poder estrafegar de beijos quando quero!!! Titit Madrinha, amo-te muito e obrigada por tudo!!! 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Outubro Mês da prevenção. Porque não acontece só aos outros.

Sei exactamente onde me foi dada a notícia. Sei o que ia fazer,  para onde ia e o que vestia. Lembro-me sobretudo do silêncio do telefone mudo dos dois lados.  E do frio do medo. Afinal não acontece só aos outros. Merda. Tinha acabado de nos acontecer a nós. Lembro-me da calma dela a dar a notícia. E do furacão da minha irmã quando chegou a vez dela de saber.  Merda. E agora?
Todo o processo foi levado com a força que eu sempre soube que ela tinha. E com uma coragem que só lhe conseguia imaginar. O corte de cabelo.  Curto. A queda do cabelo. Lenços. Quimioterapia e um sorriso nos lábios. Sei que teve muito medo, que se sentiu derrotada, que chorou atraiçoada pela vida, mas também sei que nunca o demonstrou. Por nós. Porque nós estivemos sempre em primeiro lugar.
O único impacto que tive foi numa manhã que apareci de surpresa e a vi a acordar. O ar pesado, os ombros curvados, a cabeça careca e um olhar triste. E ali enquanto me sentia como se tivesse acabado de levar uma tareia, admirei-a mais. A minha mãe era uma lutadora. Todos os dias contrariava a doença e maquilhava-se, arranjava-se e não se entregava à sua condição de doente oncológica. Por nós,  para não lhe sentirmos a dor, pelo meu pai, para não lhe ver a preocupação estampada no rosto e por ela para lutar com todas as suas armas contra o filho da puta do cancro de mama. Não acontece só aos outros. Nem vem em carta registada com aviso de recepção. Aparece. Instala-se. Mata. A minha mãe tem vindo a lutar. Tem-lhe ganho todas as batalhas, com um sorriso nos lábios e determinação na alma. Eu ganhei o vício de a abraçar mais e de lhe dizer que gosto dela. Porque não acontece só aos outros. Aconteceu-nos q nós.

domingo, 13 de outubro de 2013

O dia em que o mundo parou.

Faz hoje dois anos que o mundo parou. Quem me lê, muito naturalmente não reparou, mas a verdade é que no dia 13 de Outubro de 2011 o mundo deixou de ser o que era. Pelo menos o meu, o nosso. Faz hoje dois anos e o dia amanheceu embrulhado em dor e em desespero. A palavra que eu mais repetia para mim mesma, era pesadelo. Eu só pedia com todo o meu ser que tudo não passasse de um sonho mau e que me fosse permitido acordar. Mas não foi. E naquela noite quente de Outubro o mundo parou. Desabou por completo. E a minha avó deixou-nos perdidos. É um pesadelo que volta e meia ainda me assombra, toda aquela noite foi surreal, dura, difícil. Tive o desespero preso nas mãos por não conseguir fazer nada, adormecida pela dor e pelo sentimento de incompreensão, senti o coração a desaparecer quando me apercebi que nada havia a fazer, tive no peito a dor que surge quando a certeza se faz permanente. Faz hoje dois anos que com o dia amanheceu uma certeza. Nada dali para a frente seria igual. O mundo mudou, o meu, o nosso. 
Hoje sei que estamos todos repletos de um vazio enorme que não se preenche mais, sei que estamos todos a agarrar-nos à memória do quanto ela nos queria bem. Rezamos todos para que ela esteja em paz, e a tomar conta de nós. Tenho umas saudades enormes dela, e penso tantas vezes nas saudades que tenho de a ouvir a rir. Faz-me muita falta e não há um dia em que o coração não se contraía um bocadinho com saudades dela. Do olhar crítico, da voz de comando, do pulso forte e do mau-feitio geral. A minha avó era a matriarca numa família de mulheres, berrava muito, (berramos todas!) resmungava imenso, (resmungamos todas!)  mas era dona do maior coração do mundo. Raramente dizia que não a quem lhe fizesse um pedido e de cada vez que a visitava conseguia (sempre!) dar-me umas notinhas sem ninguém reparar. Foi com ela que aprendi a gostar de moelas (são línguas de veado mágicas!) e foi ela que fez queixa à minha mãe com instruções para não me bater no meu primeiro e último furto confesso (100 escudos de uma gaveta do quarto do meu padrinho). O mundo nunca mais vai ser o mesmo mas sei que esta sensação de perda vai dar lugar às recordações boas que fui guardando nos 25 anos como neta dela.

Guardo a tua gargalhada junto ao coração e um orgulho imenso por teres sido a mulher que foste. 

Amo-te muito Avó. Tenho saudades. Muitas. Toma conta de nós

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Avó

Fazia hoje anos uma das mulheres da minha vida. A matriarca da familia. A mulher de armas que tão depressa nos punha a todos na ordem como a seguir nos mimava muito. Que berrava (muito!), que resmungava (imenso!), mas que tinha um dos maiores corações que já conheci. A mulher que nunca conseguia dizer que não a um pedido meu. A mulher de quem todos os dias tenho um bocadinho mais de saudades, dela, das gargalhadas dela e dos resmungos dela! As saudades não passam com o tempo. Conformam-se com a ausência forçada. Parabéns Avó Maria!! Morro de saudades tuas!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A minha Super-Mãe

Eu tenho uma Mãe que pode seguramente concorrer para a melhor mãe do Mundo. Claro que tem defeitos, claro que tem o seu temperamento e o seu mau-feitio, claro que comete erros e falha. Mas basta dizer que é a mãe que eu gostava de ser um dia para os meus filhos para se perceber que aquela mulher é a minha heroína.
Há um ano atrás foi diagnosticado à minha mãe um Cancro de Mama. Prova que não acontece só aos outros e mais uma vez, fomos postos à prova. Era algo descoberto por acaso, mas já um bocadinho grave para uma mãe que nunca fica doente. E apesar de nunca deixar de ter a certeza que ela ia conseguir, vi-a a atravessar cheia de força e coragem todas as fases inerentes ao processo. As cirurgias, a recuperação, os tratamentos de quimioterapia, a queda do cabelo, os tratamentos posteriores à quimioterapia. E a minha mãe nunca baixou os braços, nunca se lamentou, nunca deixou de nos pôr em primeiro lugar.
Quando lhe disse que ia ser avó a minha mãe abraçou-me como se abraça o mundo e quando mais tarde foi comigo ao hospital e ouviu a médica a dizer que tinha perdido o bebé, limpou-me as lagrimas num silêncio que tudo disse. Porque não precisava, porque nunca precisou de falar para me dizer o que quer que fosse, o amor espelha-se nos olhos, e os dela brilham para nós.

Hoje a minha Super-Mãe está de Parabéns. Acabou mais uma etapa no caminho à recuperação. Com distinção. E eu estou muito orgulhosa e agradecida, por ter o privilégio de a conhecer, de ter na minha vida e de ter a sorte inequívoca de a chamar de Mãe.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sem Sentido

O ser humano é um queixinhas inato. Queixamo-nos porque está frio, queixamo-nos porque está quente, queixamo-nos porque não temos tempo para nada, queixamo-nos porque não temos nada para fazer. Queixamo-nos que não temos dinheiro, que estamos gordos, que a gasolina está cara, que não temos férias, que não avançamos. A vida passa-se a sim, nós a queixarmo-nos e o tempo a passar. E depois atinge-nos.
Acontece uma tragédia e deixamos de fazer sentido, fazer queixa já não tem qualquer impacto, percebemos ali naquele exacto que tudo o que nos queixamos é secundário, tem solução, tem uma saída. E o mundo pára. A morte que nos caiu em cima não nos deixa espaço para saídas, não existem.
E depois é uma dor que nos cerca como um nevoeiro e não nos deixa respirar, faltam-nos as forças nas pernas e apesar de estarmos a repetir pela milionésima vez "isto é um pesadelo", na milionésima primeira vez ainda não nos soa a verdadeiro. Aconteceu. E revivemos os momentos antecedentes até à exaustão, e os momentos em que as coisas que ainda faziam sentido e estávamo todos, e a inevitabilidade de que nunca mais vamos ouvir, ver, sentir aquela pessoa cai-nos nas costas e esmaga-nos o peito. E dói. Parece irreal.
E vemos que o mundo continua, imune ao que se passou, nada mudou, nada se alterou, as pessoas continuam nas suas vidas, e nós com aquela tragédia que não nos cabe no coração e sem respostas que nos confortem um bocadinho a alma. E depois é o futuro que nos chega inevitavelmente mais cedo com as coisas que vão agora acontecer sem ele do nosso lado. E é o passado a fazer doer mais um bocadinho pelas lembranças que nos vão sobressaltando o corpo.
O meu sogro faleceu, assim de repente, sem que nada fizesse prever este desfecho. E de todas as mortes com que já tive que lidar, em nenhuma me foi tão dificil aceitar o facto de que nunca mais o vou ver. É um pesadelo. Os sonhos ficam de lado, as queixas de sempre perdem o sentido. A minha melhor metade estilhaçou-se no chão e nunca mais vai ser o mesmo. Perdeu o pilar dele, a pessoa que para o bem e para o mal estava do lado dele incondicionalmente, a pessoa que mais o amava neste mundo, ganhou uma estrela guia. E eu entendendo a dor que lhe trespassa ainda o coração só espero saber acompanha-lo e dar-lhe todo o apoio que ele necessitar, hoje e sempre. Quando achamos que a vida já não nos pode negar mais nada, vem o destino e deixa-nos sem chão.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Há fases da vida tremendamente... lixadas.

Há fases na vida em que eu gostava de ser caracol, ou tartaruga... Assim ao minimo problema enfiava-me carapaça dentro e nada do que vinha de fora me podia atingir...
Nos últimos tempos tenho desejado cada vez mais enfiar-me dentro da minha carapaça, os problemas são mais que muitos, as preocupações demasiadas, o nivel de saturação anda lá no alto.
A minha Super-Mãe felizmente está bem, o primeiro nível desta dificil escalada até à recuperação está completo, a operação correu bem, não houve complicações e ela foi super mimada pelos colegas, pelos amigos, e pela familia. Agora estamos no segundo nivel que é a angustiante espera dos resultados para iniciar tratamentos, mas tenho a certeza que com a nossa ajuda e a super vontade dela tudo se irá desenrolar com um enorme positivismo e olhos no futuro.
Não chegando já o negro problema que se abateu sobre nós, a minha rica irmã "decidiu" dois dias antes à operação da minha mãe partir um pé e também ela ter que "ir à faca". E eu vi a minha vida muito mal parada porque entre a minha casa, o trabalho, ajudar em casa dos meus pais estava a contar com a ajuda da minha irmã para segurar as pontas logisticamente lá de casa... Pois que agora era só eu e o meu pai...
Mas pronto, 5 dias depois da operação da minha mãe entra a minha irmã para o bloco e as coisas têm corrido benzito. Falta agora o tempo dos tratamentos para a minha mãe, e da recuperação para a minha irmã, mas devagarinho as coisas lá vão indo. O meu pai tem ajudado imenso, já fez mais nestas semanas que em 26 anos de casamento e o meu amor maior tem sido o meu pilar, dando-me uma ajuda enorme em nossa casa e na dos meus pais.
Quero férias.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Nuvens Negras

Há uns dias surgiram umas nuvens muito negras nos nossos horizontes, e eu dou por mim a ter medo como nunca tive na vida. Tanto, mas tanto medo. Dou por mim a não querer o amanhã porque com ele o futuro pode ser impossível de suportar com tamanha dor. Ando meio que perdida sem saber o que fazer, o que dizer, o que demonstrar, apenas sei o que sinto. E esse é um medo tão grande, muito maior que os meus ombros conseguem suportar.
E respiro fundo, e rezo não sei bem a quê, nem a quem, porque as pessoas que mais amamos não deviam ficar doentes, deviam ser imortais e não sei se quero acreditar num deus que a deixou ficar assim. Mas dou por mim a rezar, a ter fé que tudo vai correr bem, porque apenas a fé me permite pensar que o sol vai voltar a brilhar e vai empurrar estas nuvens para muito longe.
E é com a maior esperança, com o maior medo do mundo mas também com a maior fé que olho para ela, consigo sorrir e dizer-lhe num abraço, vai tudo correr bem, porque ela é a mulher mais forte, mais bem disposta, mais positiva que eu conheço. E é a melhor Mãe do Mundo. É a minha, e eu amo-a tanto e quero-a aqui comigo.
A minha mãe está doente. Espera-nos a prova mais dificil que já tivemos que enfrentar como família. E sei que ela vai enfrenta-la com a força furacão que só ela sabe ter, e que vamos ouvir muitas vezes aquela gargalhada que enche uma sala. E sei que vai ter sempre junto a si os amigos, a familia, os colegas, porque é impossivel não gostar dela, porque é impossível não a admirar.
E neste momento, em que eu sou filha ponho a minha mãe no meu regaço, faço-lhe festinhas no cabelo como só ela me podia ter ensinado e digo-lhe que não tarda nada já passou. Mas tenho medo. Tanto.
Obrigada aos meus amigos que são os melhores do mundo e que disseram palavras que me serenaram o coração e fizeram com que a pior semana da minha vida chegasse ao fim comigo ainda inteira, ao meu pai que ainda me consegue pegar ao colo num abraço chamar-me de princesa e dizer que tudo vai ficar bem, e à minha melhor metade. Simplesmente não existem adjectivos para o classificar. Ele é mais.

sexta-feira, 20 de março de 2009

A fragilidade da vida.

Têm sido uns dias complicados. De repente um telefonema muda tudo, o dia pára e já nada faz sentido na nossa cabeça. Parece irreal, não pode ser verdade, não é possível. Ontem foi um dia assim. Tudo parecia normal, até que o telefone toca. Era o meu namorado com a noticia que a avó dele tinha falecido. O meu mundo ficou abalado. Sei a importância que a avó tinha na vida dele, sei o amor desmedido que ele lhe tinha, sei o carinho que ele exprimia de cada vez que lhe chamava "a minha velhinha". E custa-me saber que ele está a sofrer, que se faz de forte, que se mostra capaz, mas que no fundo só lhe apetece deixar desabar o mundo e chorar. Dói muito, eu sei porque já o passei, e não há muito que os outros possam fazer para atenuar a dor que estamos a passar. Nestes momentos basta estar lá, dar um abraço, um olhar de quem entende. Espero que ele saiba que lá estive com ele e para ele.
Ela está lá em cima, a olhar directamente para vocês os dois, agora têm quem olhe por vós. E ela não há-de deixar que nada de mal vos* aconteça.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Falhei...

A vida anda tão apressada que eu, ao tentar correr para lhe acompanhar o passo não vim cá desejar um Feliz Natal a quem ainda aqui estoicamente vai passando. Venho agora, ainda a dia 25 com os votos sinceros que esta quadra tenha passado para vocês com grande significado, seja ele qual for que lhe dão, sejam as prendas, a familia, os amigos, os filmes da treta na tv... =)
O meu Natal foi, como dizer. Indescritível. Foi o primeiro em que estive completa, em que tive a minha melhor metade, sempre ao meu lado. Não houve jantares separados, reuniões breves e separações a seguir. Este Natal foi nosso. Com as nossas familias, com risos à mesa, doces na boca, amor nos olhos. E no fim, como me disseste, foi único não termos que nos separar. Foi único voltarmos os dois para o nosso cantinho. Foi único adormecermos agarrados com a certeza de que foi apenas o primeiro. Temos a vida toda. E que apesar de nem tudo correr bem, apesar de haver momentos em que temos apenas um ao outro para nos apoiarmos, teremos sempre isto. A possibilidade de ao adormecer, falarmos um com o outro e podermos dizer que nos amamos. A minha melhor prenda foste tu. Somo nós.

Festas Felizes. E um óptimo 2009.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A saga do 6.

600 meses. 6000 Euros. São as únicas coisas que recordo daquele dia 16 de Outubro de 2008. Por volta das 10 da manhã, eu e o meu gajo assinamos um papel normalíssimo que nos levou 6000 (SEIS MIL EUROS) de impostos e que nos vai levar 600 (SEISCENTOS) meses a pagar. O baque ainda não passou. Levaram-me 6 mil euros para imposto. Não os comi, não os bebi, não lhes senti o cheiro, nem os usei para uma plástica. Foram embora, assim como chegaram do banco, de fininho. Agora já estou mais calminha, mas durante uns dias visualizava-me a esmagar com um barrote de ferro a cabeça daquele que se abeira-se de mim a falar da crise em que o Estado está. Crise a rameira que os pariu, que levaram-me 6 MIL EUROS, só porque sim.
E os 600 meses? Que confusão me fizeram ver lá 600 meses... Nã0 podiam ter lá escrito 50 anos? É que parece muito menos tempo do que os 600 meses que ainda me faltam para pagar a casa!!! Eu não duro 600 meses! Mas como a minha amiga Teresa falou, para o mês que vem já só faltam 599.
Mas lá está, 6 mil euros depois, 6 idas ao IKEA buscar as mobilias, 3 discussões com o meu gajo pela disposição dos móveis mais 3 por eu não ter força para pegar no pénis das caixas, e a faltar 600 meses para lhe poder dizer de livre direito que é nossa. Temos casa.
E é óptima a sensação de chegar a casa ao fim do dia e me aninhar nos braços dele. E de adormecer sempre com os pés quentinhos, porque ele tolera aquecer-me os meus pés de gelo. E o beijo de boa noite. E de poder dizer que o amo todos os dias.
Obrigada a TI meu amor.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

20 dias depois

E eu juro que me queria sentar aqui a contar as novidades, a imortalizar todos os momentos que tenho passado, todas as desavenças e conquistas que se tem feito. Mas hoje que me parecia um bom dia como outro qualquer para me sentar ao computador e contar as minhas aventuras e desventuras no mundo dos crescidos, de repente os dedos prendem e não sai nada coerente. Melhores dias virão, quero acreditar.
A escritura está (finalmente) marcada, foi um parto dificil mas estamos a um passo pequenino de nos endividarmos para o resto da vida e de fazermos de tudo para sermos felizes a maior parte do tempo.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Este é o mês...

Ainda é um bocadinho estranho, mas chegou a altura em que nos vamos (finalmente!) mudar. O meu quarto já foi desmontado, as minhas coisas já estão todas na casa nova encaixotadas à espera que sejam montados os móveis para encontrarem o seu sitio. Ainda não consigo dizer "a minha casa" e a "casa dos meus pais". Mas estou feliz. Aterrada de medo, mas feliz. Devo tudo ao meu gajo. Eu ando meia atarantada com tudo o que há para fazer, o meu gajo cada vez o acho mais um super-homem porque leva tudo de uma forma metódica que faz tudo parecer fácil. Ando às compras, ando de um lado para o outro. Sábado foi dia de andar de loja em loja de lista em riste a comprar tudo o que é preciso numa casa, desde pratos, tachos, talheres, tudo. Domingo foi dia de carregar grande parte da mobilia. Ontem foi noite para namorar. Hoje foi tarde de pintar. Tenho, graças ao meu amor maior, o escritório com uma parede verde alface linda! E cada vez tenho mais a certeza que não há outro como ele, só ele sabe (eu desconfio) como anda cansado e mesmo assim não pára sem deixar tudo direitinho. É graças a ele que vai ser tão bom fazer daquele cantinho o nosso refugio.
A nossa casa. Amanhã ficamos lá.
Para a semana assinamos os papéis e passamos a estar endividados até os nossos netos serem avós. Mas espero que sejamos felizes, ou que nos matemos a tentar.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Aborrece-me isto de estar à espera!

Os senhores do banco não sabem como estar à espera da avaliação da casa me desgasta os nervos. Como salto de cada vez que o meu gajo me liga porque acho sempre que ele me vai dizer que a casa não é nossa (e putamerda que é sempre para dizer que não há nada de novo.). Os senhores do banco não sabem que dizer só meia notícia me desespera o sistema... de que me vale saber que o crédito foi aprovado e que estarei(emos) endividada(dos) até aos olhos para o resto da minha (nossa) vida se não sei se o puto do avaliador me vai dizer que só podem emprestar x porque o meu cantinho à beira mar plantado não vale mais. Eu bato no homem, juro que se ele me vetar assim arbitáriamente o sonho, descubro quem foi e pimba arreio-lhe forte!
Ó deus acaba-me lá com este sufoco que eu já não aguento mais e já agora arranja-me um trabalho que começo a ficar desesperada. Não tarda nada inscrevo-me no mercado negro para vender orgãos. (Menos o coração que já está usado e tem dono e o figado que já tá morto e eu sou uma pessoa honesta que não gosta de enganar os fregueses...).
A sério senhores, andai lá com isso (e bem, se é que me entendem) que eu já nao vejo a hora de poder gritar aos 4 ventos que já temos casa, é nossa e de a começar a mostrar a toda a gente!!!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

É um bocado chato...

Mas de 5 em 5 minutos o meu coração bate de ansiedade. Começou no Sábado com a reunião. Finalmente encontrámos e fizemos a proposta para uma casa, a nossa casa, aquilo que queriamos, uma casa e um grande terreno com muitos m2. Já temos projecto, já imaginamos como vai ficar tudo, já imaginamos o nosso dia-a-dia, já a mostramos aos amigos, já combinamos churrascadas aos fins de semana, já nos imaginamos a apanhar limões e laranjas das árvores do nosso terreno. Já imaginamos as cadeiras para estarmos cá fora, já temos mobilia para o nosso telheirozinho junto ao barbecue. Fizemos a proposta. Sábado. O senhor da agência deu 2 a 3 dias para falar com o proprietário. E agora o meu coração dispara a cada toque de mensagem, a cada chamada que recebo. Estou sempre à espera de o ouvir. De ele me ligar a dizer que temos a nossa casa. Aquela que nos vai acolher e que vamos reconstruir e tornar o nosso lar. E o homem que não diz nada?? Entretanto afogamo-nos em panfletos da ocasião dos sofás, idas à mediamarkt ou à worten para estudar os melhores electrodomésticos. E o Ikea? Ai o ikea merecia só um post para ele do dinheirão que lá vamos deixar... É um processo complicado. É único. É nosso. A nossa fase a dois está prestes a começar. Amo-te.

terça-feira, 8 de abril de 2008

526 degraus depois...


...chegamos ao topo. Foi díficil mas subimos a Sé de Braga. Depois ainda andamos de barco, depois fomos até Guimarães, esqueceste por momentos o teu medo das alturas e andamos de teleférico. No caminho de casa aninhei-me nos teus braços e fechei os olhos. É impossivel pedir mais.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Um passeio em familia...

...até Foz Côa, com passagem no regresso na Régua. Uma tarde de passeios, sabores, músicas cantadas ao ouvido, sorriso na cara, coração iluminado, felicidade completa. Os meus pais, a minha irmã, eu e ele. Foi especial.
Sou muito mais feliz quando partilho os meus bocadinhos com ele. Quando o tenho ao pé e lhe posso dizer e demonstrar o quanto o amo.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Conquistas...

A parte má dos dias bons é que eles chegam muito depressa ao fim. Esta semana cá por casa soube-me a mel, os dias passados com os amigos, contigo, ao sabor do tempo que simplesmente andava a nosso gosto deu-me energias para a maratona de trabalho que está a vir por aí. Pelo meio decisões muito importantes tomadas: Os meus pais foram finalmente avisados que no fim do ano vamos morar juntos, demos mais um passo para a compra da nossa casa que pouco a pouco se vai materializando nas nossas conversas, nos nossos planos futuros, na nossa vida e finalmente a compra de um sonho que ambos acalentávamos mesmo sem nunca termos falado nisso. Tem 4 rodas, é pequenino e vamos busca-lo já no Sábado e estamos a dar pulinhos de contentes com a nossa primeira compra a dois, pela nossa primeira decisão conjunta, em que nos sentámos os dois, falamos, vimos possibilidades, estudamos situações... a dois, porque como o meu gajo me disse um dia destes: "Tudo o que faço agora quero que seja feito para os dois."

Pelo meio foram umas noites divertidas com campeonatos de SingStar na PS2 e de Buzz entre todos, e um Carnaval que passou meio despercebido...

Foram dias perfeitos, com um doce sabor que me fazem andar com um sorriso de orelha a orelha, que vão culminar no Sábado, quando formos buscar o carro e depois como os meus pais não vão estar no fds vimos festejar com os amigos cá para casa o nosso feito.
E cá ficares, e deixares-me adormecer contigo.
AMO-TE, cada conquista contigo ao lado tem o doce sabor da felicidade pura.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

#1 - Em busca de abrigo.

Inicia-se assim um novo recanto cá no sítio. Chama-se "Em busca de abrigo", e vai retratar a minha aventura (e do meu gajo pois 'tá claro) na saga de encontrarmos a nossa tão ansiada maison.

Sábado lá fomos nós para a nossa primeira visita, e meus amigos e enfim, não poderíamos almejar encontrar a casa dos nossos sonhos logo no 1º dia, pois não?

Depois outra coisa que me parece que me vá trazer algumas dificuldades no processo de selecção é mesmo o outro inquilino... Eu quando vejo um casa olho para o espaço que tenho para meter os móveis (ou não), pois que o outro utilizador da casa não, até deve ser defeito (ou feitio, ainda não percebi) profissional, mas aquele gajo olha-me para a casa e imagina-me como é que ela poderia ser para ser melhor... Não sei porquê, desconfio que compramos a casa e 3 meses depois estamos a morar numa tenda porque o meu gajo decidiu que consegue fazer bem melhor e toca a mandar abaixo para fazer consoante o projecto... dele. Por mim, desde que não seja roubadinha como no Sudoeste, all right..

Outra coisa, quando comuniquei a uns amigos meus na faculdade que ia morar com o meu namorado, decidi entrar no regabofe e apresentar como uma das principais razões a possibilidade de podermos fazer sexo à vontade sem estar a pensar se vai alguém chegar a casa quando a acção está no seu melhor e pareceu-me que eles ficaram chocados... Acho que tinha ficado melhor se eu falasse em maturidade de relação e pessoa certa e yada yada yada, mas eu confesso, à parte dessas coisas todas muito fófuchas, amorosas e melosas, não vejo a hora de me poder atirar a ele quando quero, onde quero, como quero. E se chegar alguém entretanto tem apenas que bater à porta, e ter o azar de esperar.