segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Magnetismo

Encontram-se os dois. Sorriem e olham-se nos olhos. Ele sabe exactamente o que ela lhe pede, ela sabe exactamente que ele lhe compreendeu o olhar. Aproximam-se. Tudo o que os rodeia deixa de existir naquele momento em que se encontram a menos de um metro um do outro. Qualquer que seja o cenário, qualquer que seja o contexto… Ele não vê para além dela. Ela não olha para mais ninguém que não ele.

O corpo dela chama por ele. O abraço que o rodeia dá-lhe as certezas que restavam do olhar. O corpo dele é dela. As mãos que agora a agarram não o deixam mentir. O desejo é comum. O amor também. Pertencem um ao outro…

Ela fecha os olhos e deixa-se levar por ele. Confia que é nele que o seu corpo encontra a paz. É nele que o corpo dela descansa de um quotidiano acelerado. É nele que repõe as energias que lhe vão faltando. E naquele momento em que nada existe para além dos seus corpos nus juntos, ela sabe que o ama.

Ele percorre todo o corpo dela com as suas mãos. Sabe que aquele corpo também é dele, reconhece cada centímetro de tantas vezes que o admirou. Contempla-a pelo canto do olho de cada vez que fazem amor. Ele finge que não sabe que ela o vê. E naquele momento em que só os seus corpos juntos existem no mundo, ele olha-a e sabe que a ama.

É uma entrega. Um momento especial. Algo do qual não querem nem conseguem fugir. Porque pertencem um ao outro. E de cada vez que estão juntos os corpos unem-se. Como um íman. Estão magnetizados um para o outro. É o amor. E eles amam fazer amor um com o outro. Amam-se um ao outro, como se de si próprios se tratasse.