quinta-feira, 12 de julho de 2007

Note to self

Claro que a tua vida pode mudar. Não tens que ser sempre a mesma, nem fazer sempre as mesmas coisas. Aliás deves mudar. Renovar-te. Reinventar o que és e o queres ser. Porque a tua vida só é em pleno se tu te moldares ao que a tua alma quer ser. Se tu te permitires fechar os olhos e deixar-te voar. E seres o que quiseres.
Não te deves prender a ninguém se não a ti mesma, deves contar apenas contigo, porque no fim, apesar de estares rodeada de pessoas que te querem bem, és apenas tu quem vai sentir a plenitude das mudanças, és apenas tu que à noite, na tua cama, vais poder reflectir com acuidade tudo o que aquilo realmente significou para ti. És apenas tu quem vai sofrer as tristezas de algo que não correu bem, ou saborear a doce alegria da vitória conquistada.
Claro que a tua vida pode mudar. O que fazes hoje não tem que ser o mesmo que farás nos próximos 30 anos. O que sonhas hoje não tem que ser aquilo que verás ser concretizado. E não te deves sentir fracassada se o que obteres não for aquilo que sempre idealizaste. Deves moldar os teus sonhos à medida dos teus feitos, deves sonhar à medida que vais vivendo.
Não deves viver a vida com demasiada rapidez. Deves parar, olhar, sentir, respirar tudo o que te rodeia. Ao viveres tudo muito rápido corres o risco de daqui a poucos anos te sentires vazia. E aí pode já ser tarde. Apesar de nunca ser tarde para viver, há coisas que marcam, e com a rapidez com que corres para os teus objectivos actuais, há o sério risco de te magoares. De daqui a uns anos não saberes quem és. Nem porquê que te esforçaste tanto para chegar a um sitio onde simplesmente não és feliz.
Claro que a tua vida pode mudar. Apenas tens tu que começar a mudar também. Porque tu és a tua vida. Tu fazes dela quem és. Como és. E podes ser o que quiseres. Basta quereres.