Por mim tens todo o tempo para pensar. É uma decisão só tua, se precisares de um tempo, de um mês, dois, meio ano, eu dou-to, é uma decisão só tua. E eu só tenho que a aceitar.
Do outro lado só o silêncio.
Ele continuava. Olha para mim, pedia-lhe. Posso-te parecer frio. Deves estar a pensar que tanto me faz estar ou não estar contigo.
Ele lia-lhe sempre o pensamento e ela detestava isso.
Ela em silêncio. Ele continuava. Mas sabes, não é nada disso. É uma decisão que só pode vir de ti. Tu é que sabes se queres ou não continuar, se achas que vale ou não a pena. Estou-te a dizer que te dou tempo, mas no fundo quero mais é que me ligues amanhã para estares comigo. Estou-te a dizer para pensares e que eu aceito a tua decisão e sei que o que te quero dizer é que quero que as coisas fiquem como estão. Não quero pensar sequer que possas decidir que não nos podemos ver mais.
E ela viu. Os actos associados às palavras. As palavras escondidas que ela tanto queria ouvir. O brilho no olhar triste por remotamente as coisas poderem terminar.
O olhar. O brilho, algo que não se finge. As palavras até podiam ser inventadas, serem só mentiras, falsas e não sentidas. Mas o olhar estava lá, davam-lhe segurança, imprimiam-lhe veracidade. Ela soube que ele falava com o coração. Que realmente ele estaria ali para ela. Mas continuou em silêncio, nada lhe disse. Apenas o olhou nos olhos, viu-lhe a alma, amou-o com todas as suas forças, deu-lhe um abraço e beijou-o com todo o seu ser.
E ali, juntos, nos braços um do outro, qualquer resto de dúvidas que ela tivesse em relação à distância morreram.
Ele estaria ali. Agora ela sabia, ele tinha-lhe dito, mas mais importante, ela tinha-lhe lido no olhar.
Do outro lado só o silêncio.
Ele continuava. Olha para mim, pedia-lhe. Posso-te parecer frio. Deves estar a pensar que tanto me faz estar ou não estar contigo.
Ele lia-lhe sempre o pensamento e ela detestava isso.
Ela em silêncio. Ele continuava. Mas sabes, não é nada disso. É uma decisão que só pode vir de ti. Tu é que sabes se queres ou não continuar, se achas que vale ou não a pena. Estou-te a dizer que te dou tempo, mas no fundo quero mais é que me ligues amanhã para estares comigo. Estou-te a dizer para pensares e que eu aceito a tua decisão e sei que o que te quero dizer é que quero que as coisas fiquem como estão. Não quero pensar sequer que possas decidir que não nos podemos ver mais.
E ela viu. Os actos associados às palavras. As palavras escondidas que ela tanto queria ouvir. O brilho no olhar triste por remotamente as coisas poderem terminar.
O olhar. O brilho, algo que não se finge. As palavras até podiam ser inventadas, serem só mentiras, falsas e não sentidas. Mas o olhar estava lá, davam-lhe segurança, imprimiam-lhe veracidade. Ela soube que ele falava com o coração. Que realmente ele estaria ali para ela. Mas continuou em silêncio, nada lhe disse. Apenas o olhou nos olhos, viu-lhe a alma, amou-o com todas as suas forças, deu-lhe um abraço e beijou-o com todo o seu ser.
E ali, juntos, nos braços um do outro, qualquer resto de dúvidas que ela tivesse em relação à distância morreram.
Ele estaria ali. Agora ela sabia, ele tinha-lhe dito, mas mais importante, ela tinha-lhe lido no olhar.
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