quando o comboio atravessa aquela ponte e eu vejo a minha Cidade e sinto o coração a encher de felicidade. Quando vejo a quão bonita é, seja em que altura do dia for. Pelo orvalho da manhã, pelo solzinho reflectido nos monumentos ao inicio da tarde, pelas luzes que a iluminam ao anoitecer.É um orgulho enorme, e sei que é maior desde que fui morar para fora. A paixão, sempre cá esteve, o amor também, a perdição de me perder nas ruas da baixa, dos cafés na ribeira, de passear na Foz ao entardecer, de percorrer os jardins do Parque da Cidade sempre cá estiveram. Mas o orgulho de ter nascido aqui, de ter as minhas raízes nesta Cidade é algo que ganhei com o ir estudar para fora.
É o meu Porto seguro, aquele que me acolhe, aquele em que as pessoas param, e olham realmente para nós. Que me tratam por menina com uma melodia que não existe em mais lugar nenhum do mundo.
Sei que estou em casa quando atravesso aquela ponte de comboio e vejo a minha cidade, mas sei também o quanto me custa quando lhe viro costas e faço o caminho inverso. Fico sempre a pensar no que seria se nunca tivesse saído de lá.
Mas é bom porque assim sei que tenho sempre um lugar para onde voltar. Porque é importante pertencer a um lugar onde podemos ter as nossas raízes bem presas, porque assim (quase) nada nos abalará. E sim, é com orgulho que digo, eu sou uma mulher do Norte!
E o Porto é a minha casa. E eu estava com saudades de casa!
E o Porto é a minha casa. E eu estava com saudades de casa!
e o porto é uma cidade tão acolhedora...
ResponderEliminarbjnho