domingo, 6 de janeiro de 2013

Lara

Anunciaste a tua chegada de madrugada, a vários km do hospital onde ias nascer e puseste-nos todos fora da cama às 6 da manhã. Nasceste rápido. Um parto rápido e fácil, pegaste logo na mama assim que a viste. Sempre soubeste o que querias. És a minha bebé rebelde. Impões a tua vontade com choros altos e cara zangada. Choras para comer, para dormir, para ter colo. És resmungona. Uma força da natureza. Em (quase) dois meses já me fizeste perder mais noites que a tua irmã em dezassete. É impossível não vos comparar e míuda, cheira-me que vais ser fresca! Tive medo em toda a gravidez de não gostar tanto de ti como dela. Mas.. No momento em que a enfermeira te pôs nos meus braços senti o coração parar para aumentar mais um bocadinho. És tão perfeitinha, linda, pequena e mimada. Sais a mim, és friorenta e gostas de estar no miminho. Suspiras de satisfação quando estás no colo quenginha e confortável. És a cara do teu pai! Tens mau feitio (desconfio que também herdaste isso dele) e a tua irmã não te pode tocar com mais uma forcinha que choras muito sentida (e fingida). Mas o primeiro sorriso foi para ela, adoras quando ela te dá a mão e de manhã quando te trago para a nossa cama dormes um soninho muito descansada ao lado dela. Ela é louca por ti. Enche-te de beijos, cobre-te, embala-te no baloiço. Diz Máã para te chamar e quando lhe perguntamos pelo bebé da Leonor vai logo ter contigo! Mas quando a acordas (filha nasceste numa família de dorminhocos) suspira de irritação e se choras mais do que a conta e não aceitas a chucha que pacientemente te dá levas uns belos sopapos...
Amo-te muito Lara. Vieste mostrar-me que o amor não se divide. Multiplica-se.

Sem comentários:

Enviar um comentário

...