sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

2010

O tempo corre e nós nem damos pela sequência dos dias. Ainda ontem tinhamos um ano novinho para estrear e de repente damos conta e já se passou quase um mês. Na passagem do ano não houve pedidos, desejos, alegrias. Houve um olhar em frente expectante de saber o que aí vem. Depois de tudo o que aconteceu, e que ainda permanece aberto nos nossos corações, não há muito a pedir, não há muito a desejar. Chegou-se a um estado de quietude que não nos deixa espaço para sonhos ou desvarios. E de repente os dias seguem-se uns a seguir aos outros e não deixam marca, não deixam lembranças. E é uma rotina que no corrói, que nos magoa, que nos desgasta.
Daí que uma destas manhãs, o simples facto de ele ter acordado, me ter pedido para o abraçar e me ter dito "Amo-te" bem baixinho, mesmo no ouvido, ou o facto de uma noite destas ao chegar do trabalho ele me ter pedido para ficar ali no sofá bem agarradinha a ele e me ter dito "Tive saudades tuas" quando esteve comigo à hora de almoço, bastou para eu achar que é hora de acordar. De fazer memórias novas neste ano novo, que não é, de todo, um ano igual aos outros. É o nosso ano. É único.

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