Acho que é comum. Todos nós temos aquela música que não sabemos bem porquê nem porque não, nos desperta a molécula mais adormecida lá na parte mais recôndida do nosso ser. E é assim, não há muito a fazer, simplesmente é.
Eu tenho uma musica assim. Daquelas que quando passa na rádio e eu vou sozinha no meu mundinho ao volante é ver-me a fechar a janela, a pôr o volume no máximo e a cantar alegremente como se não houvesse voz que faltasse nem amanhã que tardasse. E é assim. Naqueles 5-7 minutos, versão lusco-fusco, que eu sou eu comigo mesma, em comunhão com o meu bom humor, a exalar a adrenalina que os meus ouvidos me proporcionam. E depois no fim da mesma, ainda com aquela sensação de "ai que máximo", é que caio em mim. E olho de mansinho para a velhinha do carro ao lado parado no transito a olhar para mim como se eu fosse a versão feminina do senhor Lucifer. É ver-me a pôr os oculinhos escuros, abrir a janela e dizer-lhe "Ora então uma boa tarde sim?". E rir às bandeiras despregadas até ao emprego.
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