quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Angel*

Ontem foi assim, eu de rastos, tu perdido por me veres assim. Eu a não conseguir aguentar a dor de cabeça nem as lágrimas e tu a ficares mal por eu estar assim. E depois começou a passar. Largaste o que estavas a fazer, deitaste-te ao meu lado na cama e ali ficaste, a fazer-me festas na cabeça e massagens nas têmporas para atenuar a minha dor. E eu queixei-me, que mais uma vez dei tudo de mim, fiz favores, sacrificios e chega ao fim e sou prejudicada, pisada e não sou reconhecida. E tu, a puxares-me para ti, a encostares-me bem junto ao teu corpo, um abraço sem fim, apertado. E eu sosseguei, ali estava em segurança e o sono tomou conta do meu cansaço e desanimo e deixou-me adormecer na força dos teus braços.

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