Não é quando sorris que acontece. Não é quando me abraças sem razão aparente. Não é quando me dás um beijo, nem mesmo quando dizes que me amas. Não é quando nos sentimos únicos no mundo, não é quando fazemos amor, não é quando olhas para mim e me fazes sentir tua.
Acontece nos intervalos das coisas boas. É quando desesperamos um com o outro, é quando berramos para sermos ouvidos, em que explodimos e mostramos o pior que temos em nós, é quando dizemos o que queremos, e deixamos fugir o que não queremos.
É quando por momentos damos tudo como perdido, em que não conseguimos sequer olhar-nos nos olhos, é quando se batem portas e se magoa de propósito o outro porque isso nos faz sentir um bocadinho menos perdidos.
E é aí que acontece, quando de repente, no meio daquelas palavras duras, no meio de berros e de mil pensamentos que nos cruzam a mente, nos apercebemos que temos algo por que vale a pena lutar, por que vale a pena ficar e tentar que dê certo. Porque é nestes entretantos que nos lembramos o que estamos ali a fazer e o que nos faz querer estar juntos.
É aí que acontece, quando temos a certeza que apesar das discussões, dos defeitos e feitios, do que foi feito e dito que isto vai dar certo. Porque apesar de tudo, sabemos que no fim, sairemos de tudo muito mais unidos e fortalecidos. E cada vez com mais certezas que vale a pena.
*Inspirado em conversa com a cunhadita....
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