Há dias em que é diferente. Em que olho para ti como se fosse a primeira vez que te vejo. Em que te olho demoradamente e me apaixono por ti, outra vez. Há dias em que a correria do quotidiano dá espaço ao tempo para estarmos entregue a nós. Há dias em que o mundo se resume a nós, em que mais nada existe, mais nada ousa respirar. Há dias em que nos permitimos demorar a acordar, em que ficamos ali naquele refugio só nosso, a brincar com o corpo do outro, a partilhar sorrisos, gestos e gargalhadas. Em que a única coisa que nos importa é estarmos juntos, os lábios juntos, o corpo junto, de mãos, pés, corpos entrelaçados um no outro. Há dias em que só a conversar contigo é que me apercebo do quanto te amo. Há dias em que as promessas, os planos a dois, em que as declarações de amor não se perdem na correria das horas e são ditas ao ouvido, durante um beijo, um abraço, uma partilha. Há dias em que te olho e penso que não te poderia amar mais. E depois há dias em que é diferente. E o amor renova-se, aumenta, parece que não cabe em mim. E eu olho para ti como se fosse a primeira vez que te vejo. E amo-te mais. Sempre mais.
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