Segunda-feira fui a Lisboa, precisava de ir à faculdade tratar de umas coisas, entrei no Intercidades e meti-me ao caminho. E de repente deram-me as saudades, fiquei nostálgica por um tempo que já passou, aconteceu, em que tanto as coisas boas como as más foram vividas em pleno.
Chegar a Lisboa e ser recebida por uma cidade de Inverno. O transito caótico de fim de tarde, o corre-corre para lado nenhum. O frio ao andar a pé naquelas ruas que já foram as minhas. Decidi deixar o 28 de parte e ir a pé desde Santa Apolónia até ao Cais do Sodré. Matar saudades das minhas ruas, dos meus cafés de sempre, das pessoas de todos os dias.
É estranho estar com saudades de alguma coisa da qual eu optei por largar, é estranho sentir-me bem numa cidade da qual quis fugir. Mas também é verdade que foram 5 anos. 5 anos de loucuras, de aventuras, de sorrisos e devaneios. O Panteão e as Serenatas, as Recepções aos Caloiros e as Semanas Académicas, o traçar da capa, as noites no Bairro, as manhãs no Cana Verde, os concertos, os táxis às 5 da manhã, o nascer do dia espelhado no Rio, os passeios pela Baixa, os Km percorridos entre a Rua Augusta e os Armazéns.
Dizem que quando estamos bem connosco só as coisas boas importam, as más são guardadas num fundo recôndito da nossa memória. Eu ainda não guardei todas as más memórias, o estar longe de casa, daquelas pessoas que sabem sempre dar um mimo nem que seja por estarem lá. A sensação de solidão que se abatia sobre mim em cada partida em Campanhã, o estar rodeada de tanta gente e sentir-me a pessoa mais desamparada à face da terra, a sensação de não pertencer a lado nenhum, o estar entre dois mundos. Ainda não esqueci.
Mas tenho saudades de sair da faculdade já com a noite avançada e ir jantar com o pessoal à tasquinha do Sr. Manel e partir em busca do reconhecer da noite, tenho saudades das maratonas de estudo e de trabalhos anuais sempre vividos ao máximo até à hora de entrega, e tenho saudades das horas intermináveis de conversa no Cana Verde, das viagens ao fim da tarde no comboio para casa com o mp3 a falar-me ao coração, tenho saudades do frio espelhado na luz mágica que só Lisboa emana no Outono suavemente misturado com odor das castanhas assadas do senhor do Cais do Sodré. E claro, tenho saudades da malta.
Continuo entre dois mundos. Lisboa estranha-se, mas entranha-se. Prende-nos, largando-nos no corre-corre frenético dos dias. Tenho saudades.
Chegar a Lisboa e ser recebida por uma cidade de Inverno. O transito caótico de fim de tarde, o corre-corre para lado nenhum. O frio ao andar a pé naquelas ruas que já foram as minhas. Decidi deixar o 28 de parte e ir a pé desde Santa Apolónia até ao Cais do Sodré. Matar saudades das minhas ruas, dos meus cafés de sempre, das pessoas de todos os dias.
É estranho estar com saudades de alguma coisa da qual eu optei por largar, é estranho sentir-me bem numa cidade da qual quis fugir. Mas também é verdade que foram 5 anos. 5 anos de loucuras, de aventuras, de sorrisos e devaneios. O Panteão e as Serenatas, as Recepções aos Caloiros e as Semanas Académicas, o traçar da capa, as noites no Bairro, as manhãs no Cana Verde, os concertos, os táxis às 5 da manhã, o nascer do dia espelhado no Rio, os passeios pela Baixa, os Km percorridos entre a Rua Augusta e os Armazéns.
Dizem que quando estamos bem connosco só as coisas boas importam, as más são guardadas num fundo recôndito da nossa memória. Eu ainda não guardei todas as más memórias, o estar longe de casa, daquelas pessoas que sabem sempre dar um mimo nem que seja por estarem lá. A sensação de solidão que se abatia sobre mim em cada partida em Campanhã, o estar rodeada de tanta gente e sentir-me a pessoa mais desamparada à face da terra, a sensação de não pertencer a lado nenhum, o estar entre dois mundos. Ainda não esqueci.
Mas tenho saudades de sair da faculdade já com a noite avançada e ir jantar com o pessoal à tasquinha do Sr. Manel e partir em busca do reconhecer da noite, tenho saudades das maratonas de estudo e de trabalhos anuais sempre vividos ao máximo até à hora de entrega, e tenho saudades das horas intermináveis de conversa no Cana Verde, das viagens ao fim da tarde no comboio para casa com o mp3 a falar-me ao coração, tenho saudades do frio espelhado na luz mágica que só Lisboa emana no Outono suavemente misturado com odor das castanhas assadas do senhor do Cais do Sodré. E claro, tenho saudades da malta.
Continuo entre dois mundos. Lisboa estranha-se, mas entranha-se. Prende-nos, largando-nos no corre-corre frenético dos dias. Tenho saudades.
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