Sentou-se na esplanada e olhou à volta. Fechou os olhos, respirou fundo e sorriu. Tentou lembrar-se a todo o custo quando tinha começado a ser assim. A sentir-se acompanhada mesmo quando estava sozinha. E sem qualquer esforço os olhos dele surgiram-lhe no pensamento.
Não sabia quando é que ele se tornara parte dela, não conseguia precisar o momento em que toda a sua existência ganhara sentido só porque ele existia, para ela. Não é que ela vivesse em função dele, só para ele. Mas o facto de ele estar ali dava-lhe toda a segurança do mundo para ser ela. Sabia que todas as conquistas dela seriam festejadas por ele como se fossem suas, sabia que se algo corresse mal ele estaria lá para a deixar aninhar nos seus braços até que tudo lhe parecesse melhor. Sabia que com ele o mundo parecia muito mais feliz. Ela pelo menos era-o.
Mas não conseguia precisar o momento em que tudo começou a ser desta forma. Não tinha sido com o primeiro beijo, nem com a primeira discussão, nem quando fizeram as pazes uma e outra vez, nem quando cantaram alto no meio da rua agarrados sem medo que alguém os julgasse malucos, não fora quando ele lhe disse ao ouvido que a amava, nem quando a pedira que passasse a vida toda junto dele. Não foi quando ele lhe disse que ela era a mulher da vida dele, nem mesmo quando ela teve a certeza de que era capaz de ficar com ele para sempre. Foi no entretanto do decorrer dos dias. Nas pausas para os beijos rápidos, nas mensagens com simples “Amo-te”, nos telefonemas só para saber “Como estás?”, na intensidade dos olhares que trocavam sempre que estavam sozinhos no meio dos outros, na força do toque sempre que faziam amor. E era assim, naquela esplanada, em que ele não estava sequer perto dela, sentia-o na pele como aos raios de sol que lhe beijavam o corpo. Sabia-o sempre ali, perto, nela.
Não sabia quando é que ele se tornara parte dela, não conseguia precisar o momento em que toda a sua existência ganhara sentido só porque ele existia, para ela. Não é que ela vivesse em função dele, só para ele. Mas o facto de ele estar ali dava-lhe toda a segurança do mundo para ser ela. Sabia que todas as conquistas dela seriam festejadas por ele como se fossem suas, sabia que se algo corresse mal ele estaria lá para a deixar aninhar nos seus braços até que tudo lhe parecesse melhor. Sabia que com ele o mundo parecia muito mais feliz. Ela pelo menos era-o.
Mas não conseguia precisar o momento em que tudo começou a ser desta forma. Não tinha sido com o primeiro beijo, nem com a primeira discussão, nem quando fizeram as pazes uma e outra vez, nem quando cantaram alto no meio da rua agarrados sem medo que alguém os julgasse malucos, não fora quando ele lhe disse ao ouvido que a amava, nem quando a pedira que passasse a vida toda junto dele. Não foi quando ele lhe disse que ela era a mulher da vida dele, nem mesmo quando ela teve a certeza de que era capaz de ficar com ele para sempre. Foi no entretanto do decorrer dos dias. Nas pausas para os beijos rápidos, nas mensagens com simples “Amo-te”, nos telefonemas só para saber “Como estás?”, na intensidade dos olhares que trocavam sempre que estavam sozinhos no meio dos outros, na força do toque sempre que faziam amor. E era assim, naquela esplanada, em que ele não estava sequer perto dela, sentia-o na pele como aos raios de sol que lhe beijavam o corpo. Sabia-o sempre ali, perto, nela.
“Porquê que gostas tanto de mim como dizes?”
“Porque contigo posso ser eu. Só eu.”
“Porque contigo posso ser eu. Só eu.”
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