quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Hoje...

Hoje o dia custou a passar. Hoje a saudade magoou mais que nos outros dias. Começa cada dia a custar mais, e de repente, sem qualquer aviso prévio, tenho o coração a ficar apertadinho de tantas saudades tuas com que fico. Não é preciso algo para despoletar estes ataques de saudades, pode ser uma palavra, um cheiro, um anúncio, uma música, e sem nenhum sinal que me prepare para o embate, vejo-me inundada em saudades. Daquelas que nos fecham a garganta, humedecem os olhos e nos fazem precisar de um abraço apertado.
Depois a tua mensagem, "... como está a minha menina?" e é tão isso. Sou tão tua, que não me reconheço sozinha. Vagueio pela cidade, vejo pessoas, infiltro-me na multidão, de phones nos ouvidos, mp3 no máximo, músicas para anestesiar, e mesmo assim, no centro da cidade, no centro da confusão da multidão, sinto a minha falta, porque tu me faltas. Fazes-me falta, faz-me falta quem sou quando estou contigo.
"... Beijos daqueles só nossos". É meu amor, o que eu dava agora por um beijo nosso.