quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Depois...

Tens a capacidade de me levar ao extremo, de me irritares o que de mais profundo há em mim, de me deixares sem paciência e com vontade de berrar a tudo e a todos. Pedes-me o máximo, esforço-me, dou-te de mim o que mais ninguém teve e mesmo assim há dias em que se pudesse te gritava aos ouvidos tudo o que vai cá dentro. Tudo de mau que por aqui anda às vezes. Levas-me ao limite.
Depois apareces, com cara de menino traquina que sabe que fez asneiras, ou então ligas-me com voz melada e palavras bonitas, ou então uma mensagem antes de dormir com sentimentos só nossos. Depois é ver-nos, a ver quem cede, quem dá o primeiro passo, quem dá o braço a torcer desta vez. Depois é ver-te os olhos a brilhar, a voz a enrolar, os braços sem saber onde parar. Depois é sentir-me com o coração a aumentar, a voz a tremer, os braços a agarrarem-te e o corpo a pedir-te. Levas-me ao limite.
Depois fico assim, deitada na minha cama a desejar adormecer contigo ao lado, bem agarradinha a ti, com os teus braços a protegerem-me, com as tuas pernas entrelaçadas nas minhas. Estou com saudades de adormecer ao teu lado. De acordar a meio da noite e ter-te à distância de uma mão, de te sentir preocupado quando me cobres para não ter frio. Dos beijos que me dás quando pensas que ainda estou a dormir. De te olhar a dormir, de te amar em silêncio, de saber que estás ali, és meu e que estes momentos fazem de nós os dois mais.

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