quinta-feira, 14 de junho de 2007

Despedidas...

O tempo passa mas não o sinto. O escurecer de fim de tarde é o único índice que o dia já está a acabar. Sinto-me aérea. Queria tanto fugir. Não sei para onde, mas sei com quem. Contigo poderia encostar a cabeça no teu peito e descansar, sossegar a alma, acalmar os medos, recuperar energias. E com a cabeça no teu peito, o meu corpo bem junto ao teu, eu sei que estaria em paz comigo mesma. Que as angustias rapidamente desapareceriam.
Mas não há como fugir contigo, a única maneira que agora encontro é fugir de ti. Fazer de conta que não existes. Fazer de conta que nada se passou. Aproxima-se a hora sabes? Passou um ano desde aquela noite. O encontro, o abraço, o passeio na praia, os beijos que trocamos, o pedido, tudo me parece tão presente... Saudades de um tempo que não volta mais... Hoje choveu como chovia no nosso primeiro beijo. Deste-me a mão enquanto atravessavamos a rua. Paraste no meio do jardim e olhaste-me nos olhos. Leste-me a alma. E é assim que eu consigo precisar o momento: Apaixonei-me por ti naquele instante. Lembro-me como se fosse ontem, porque o tempo passou mas eu não dei por ele de tão embrenhada que estava em nós. Perdi-me nos entretantos da sucessão de fins de tarde, à espera de um dia melhor, perdi-me no meio da passagem das estações à espera que tudo melhorasse e não dei conta que um ano se tinha volvido desde que te encontrei, desde que me agarraste a mão, desde que te vi, e me apaixonei por ti.


Um ano depois e fica a vontade da despedida. Com a certeza de que foi até agora a melhor época da minha vida. Rica em momentos que nunca vou esquecer, repleta de estados de felicidade absoluta. Mas acho que chegou a hora de mudar a folha e começar a escrever uma nova página. Sem ti, sem o nós que tanto amo. Talvez seja altura de dizer adeus, e deixar-te seguir.

Um ano depois. E é um dia como outro qualquer...