quinta-feira, 19 de abril de 2007

Sinto-te a falta.

E doi-me. É uma dor quase física. Estou triste, em baixo, com uma enorme vontade de mandar tudo ao ar e voltar para aí. Aparecer-te à porta, ver-te sorrir, sentir o teu abraço, o calor dos teus beijos. Dói tanto. Não me consigo habituar. Duas semanas só nossas. E agora o vazio juntamente com recordações dos dias felizes. Dói tanto. Na viagem chorei, baixinho em silêncio, mas com um aperto tão grande por não te saber comigo. Ainda só passaram 2 dias. Há duas noites que não te sinto os beijos ao entrar em casa. Há 48 horas que não vejo o brilho do teu olhar. Fazes-me tanta falta. Os momentos que são só nossos fazem-me tanta falta. Fecho os olhos e vejo o meu quarto. Estás deitado na cama a fazer zapping como só tu sabes. Atiro-me para os teus braços, roubo-te a almofada enquanto te dou um beijo. Abraças-me como só tu sabes. Quero fazer amor contigo. Uma e outra vez. O meu corpo deseja o teu, como se lhe faltasse uma parte. A parte vital. Gosto quando somos só um. Detesto sermos dois a maior parte do tempo. Gosto de todos os momentos em que partilhamos um bocadinho de nós, as brincadeiras, as correrias, as zangas e as teimosias. Detesto que esse tempo passe sempre tão rápido e depois apenas fica a dor. De estarmos mais uma vez longe um do outro.

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