quarta-feira, 25 de abril de 2007

Apetites.

Apeteces-me, como me apetecem os sumos frescos no pico do Verão. Apeteces-me, apetece-me o teu olhar pousado em mim, as tuas mãos a percorrer o meu corpo, o teu cheiro a embrenhar-se no meu. Apetece-me ter-te bem encostado em mim, sem distinção onde começo eu e acabas tu. Apetece-me sair contigo para uma noite sem fim, em que só importamos nós. Apetece-me percorrer a cidade contigo pelo lado, com uma segurança que só tu me dás. Apetece-me comer um gelado e ter que fugir para que não mo comas todo. Apetece-me aquelas brincadeiras parvas e infantis que só nós temos e que me sabem tão bem. Apetece-me fugir dos teus beijos para ver a tua cara de desafiado. Apetece-me que me abraçes com tanta força que me tires o ar. Que me prendas o lábio só para me teres mais um bocadinho junto a ti. Apetece-me amar-te. Uma e outra vez. E mais ainda se possivel. Apetece-me deitar no teu colo e sentir as tuas festas no meu cabelo. Apetece-me ouvir-te falar-me ao ouvido, baixinho, directamente ao coração. Apeteces-me.

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