sábado, 20 de janeiro de 2007

Facto(s)

Conduzir de vidros abertos, a aproveitar os restinhos de sol do dia, a sentir o vento na cara e com a música certa é do melhor, a vida parece sempre valer a pena, por muito curta que seja a distância a percorrer, sentimo-nos sempre capazes de assim dar a volta ao mundo e voltar.

Conduzir de vidros abertos, a aproveitar os restinhos de sol do dia, a sentir o vento na cara e com a música errada é do pior, porque aí as lágrimas caem sem que nada se possa fazer contra elas, o vento torna-se frio, o sol desconfortável.

Conduzir a saber que mais cedo ou mais tarde, na chegada ao destino, se têm decisões difíceis a tomar, se têm escolhas a fazer que vão com certeza deixar marcas é difícil, o aperto que mora no coração não nos deixa ver com nitidez a estrada, o caminho, o rumo que queremos tomar. Tolda-nos a capacidade de discernir o que é melhor para nós a longo prazo, incapacita-nos de agir, prende-nos os sentidos e inutiliza-nos.

Às vezes conduzir é uma merda.

Gimme your heart,
make it real,
or else forget about it...

P.s: Este conduzir, não tem que forçosamente que se referir aos carros... Pode (deve) também aludir à vida (à minha vida)...

1 comentário:

  1. Apesar de como tu dizes este teu post não se referir exclusivamente á condução devo-te dizer que me fez ter vontade de retomar a carta de condução...
    bom fim de semana
    beijocas
    hanna

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