segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Coragem

Às vezes o desalento chega. A vontade de viver é posta de parte em detrimento da rapidez de viver. Que vidas temos hoje, como saber que o que escolhemos agora é um reflexo, garantias de um futuro? E se no fundo não for nada disto? Se estivermos completamente errados, e o investimento de 5 anos der em tudo menos no que desejámos para nós? Se este tudo se transformar num nada que depois nos deixa vazios, desamparados, sem saber para onde e para quem fugir. Para o ano, se tudo correr bem, acabo o meu curso, e em momentos de desalento destes, de revoltas por tanto estudar, por me ser necessária tanta teoria para um nível de acção ainda tão baixo que eu só penso: “e se não for nada disto?” 5 anos de uma vida, da minha vida. E para o ano… 22 anos e já formada, e depois? O que fiz eu da minha vida? Vivi? Ou apenas corri desenfreadamente para o que a sociedade esperava de mim? O curso, já está e depois? Um emprego, uma casa, uma família, e tempo? Tempo para conhecer, para apreciar, para amar, para viver… Tempo… Falta um ano, terei 22 anos e no entanto a minha vida ainda agora começou e eu ainda quero fazer tanto… mas falta-me a coragem…

Às vezes, quando o desalento bate assim à minha porta, só me dá vontade de pegar numa mochila, em meia dúzia de peças de roupa, no mp3, nuns bons ténis e deixar tudo para trás, o curso, as pressões, as expectativas, as normas, o que é suposto fazer e partir para o mundo, porque é o que se deveria fazer aos 22 anos. Conhecer o mundo. E para o ano, eu irei ser parte integrante de um mundo que não conheço. Espero ter sorte, ou então coragem, para pegar na tal mochila e cair no mundo.

Coragem, precisa-se.

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