Perdi-me na noite… Entreguei-me ao silêncio que fazia lá fora e voei…Fui fantasma numa cidade feita de luz, mesmo durante a noite. A luz cega, é fria, queima. Fere os olhos que se fecham porque não querem ver. Esta noite, fui eu, apenas eu. Somente.
Entreguei-me à escuridão que fazia lá fora e escondi-me… Fui invisível num mundo feito de ilusões. A noite, perdi-me na noite. Aquela que nos remete ao nosso estado mais puro, onde nos revela quem somos… Fui o que sempre quis ser, sem máscaras, sem disfarces, sem fingimentos. Fui eu, só eu. Sozinha, perdida, à procura de perguntas para as quais não quero encontrar respostas, ao encontro de respostas para as quais não tenho perguntas.
Entreguei-me à noite, deixei o meu espírito voar, deixei-o libertar-se de todas as correntes que o prendem durante o dia, deixei-o ir ao encontro da noite. Ao teu encontro.
Perdi-me na noite… Entreguei-me a ela e fui delírio, insignificante.
Fui ilusão, fui nada. Fui eu.
Perdi-me na noite… E tu não me vieste procurar.
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