Assusta-me a facilidade com que nos esquecemos…
Das feições do rosto, dos tiques e maneirismos, do cheiro, da electricidade que o toque provoca, do sabor dos beijos, do brilho do olhar, das expressões do sorriso, da temperatura do abraço…
Após algum tempo de separação a ilusão toma-nos conta da consciência e é-lhe permitido ver as coisas como se calhar elas não eram na realidade.
E a mim, assusta-me que um dia me queira lembrar de tudo isto das pessoas que me são chegadas e não conseguir, ou então vê-las como se calhar nunca foram...
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