domingo, 28 de maio de 2006

Baú de Recordações #3: Quem me dera ser...

Quem me dera ser a estrela que tu vês, a lua que tanto amo e aprecias.
Quem me dera ser o sol que te aquece, o vento que te acaricia a pele e embala os cabelos.
Quem me dera ser o mar, que tanta força te dá.
Quem me dera ser a Primavera, que tanta alegria dá à tua vida, enchendo tudo de sorrisos, doçura e harmonia.
Quem me dera ser o Outono que tanta paz dá à tua vida, enchendo tudo de felicidade, tranquilidade, acalmia.
Quem me dera ser o amor, ser uma poeta que tua beleza transforma em palavras, palavras fortes, sentimentos tão belos que de uma força tão grande faz o coração tão feliz,

Quem me dera ser…
Mas não sou nada disto…

Sou o Inverno, triste e cinzento que enche tudo de cores melancólicas como a tristeza e solidão, que mascara o céu com nuvens escuras para esconder a beleza do sol, roubando as cores ao mundo e tornando tudo preto e branco…
Sou o Verão asfixiante que com o seu calor mata tudo o que o rodeia e onde o fogo consome tudo o que de vivo habita à minha volta, onde a única cor presente é o negro da solidão…

Em vez de poeta sou apenas uma pobre em palavras, mas repleta de sentimentos que não me deixam em paz.
Vivo o amor, sonho com a esperança, sofro na tristeza de solidão e morro na saudade do perdão.

Quem me dera ser…
Mas não sou…

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