segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Chuva
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Não é....
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Outubro Mês da prevenção. Porque não acontece só aos outros.
Todo o processo foi levado com a força que eu sempre soube que ela tinha. E com uma coragem que só lhe conseguia imaginar. O corte de cabelo. Curto. A queda do cabelo. Lenços. Quimioterapia e um sorriso nos lábios. Sei que teve muito medo, que se sentiu derrotada, que chorou atraiçoada pela vida, mas também sei que nunca o demonstrou. Por nós. Porque nós estivemos sempre em primeiro lugar.
O único impacto que tive foi numa manhã que apareci de surpresa e a vi a acordar. O ar pesado, os ombros curvados, a cabeça careca e um olhar triste. E ali enquanto me sentia como se tivesse acabado de levar uma tareia, admirei-a mais. A minha mãe era uma lutadora. Todos os dias contrariava a doença e maquilhava-se, arranjava-se e não se entregava à sua condição de doente oncológica. Por nós, para não lhe sentirmos a dor, pelo meu pai, para não lhe ver a preocupação estampada no rosto e por ela para lutar com todas as suas armas contra o filho da puta do cancro de mama. Não acontece só aos outros. Nem vem em carta registada com aviso de recepção. Aparece. Instala-se. Mata. A minha mãe tem vindo a lutar. Tem-lhe ganho todas as batalhas, com um sorriso nos lábios e determinação na alma. Eu ganhei o vício de a abraçar mais e de lhe dizer que gosto dela. Porque não acontece só aos outros. Aconteceu-nos q nós.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Dores de crescimento
Hoje foi o teu primeiro dia de escola. Numa escola a sério, cheia de meninos e meninas e tu ias tão contente! Sabes, crescer dói. É muito bom, sabem bem as conquistas que vamos tendo, mas custa e é penoso. E para mim é uma sensação agridoce ver-te a conquistar o teu lugar no mundo. Já não sou a única a sentir-te na minha barriga, já não me cabes só num braço. Pego em ti e apesar de o meu colo esticar sempre que for preciso acolher-te a verdade é que sobram braços e pernas quando te levo adormecida para a cama. Não és minha, és do mundo. E a mim custa-me um bocadinho ver-te crescer. Entraste na sala toda confiante, pousaste a mochila, foste logo brincar, mas choraste quando me vim embora. Sosseguei-te a dizer que te vinha buscar, venho sempre meu amor. Depois voltei lá horas mais tarde para escondida ver como estavas, e filha que orgulho, brincavas e rias com os meninos e o meu coração de mãe de uma eterna bebé rebentou de orgulho. És do mundo e és feliz. À noite na cama, naquele momento só nosso contaste tudo. O que comeste ("melancia mãe!") com quem brincaste, ("a Sara é minha amiga!") e o que fizeste e perguntaste se amanhã ias outra vez. Vais filha, a escola é importante para crescer, para te ensinar, para te fazer ver que o mundo é um sitio às vezes nada fácil de estar mas que vale a pena. Hoje voaste um bocadinho sozinha. E voaste tão bem meu amor!
quarta-feira, 19 de março de 2014
Feliz dia do Pai.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Do não querer esquecer
Com a rapidez dos dias e a pressa que o quotidiano tem em acontecer há pequenos pormenores que não quero nunca deixar cair em esquecimento. Vocês crescem a uma velocidade estonteante e muitas vezes dou por mim a olhar para cada uma e a pensar quando é que vocês se tornaram assim, cada vez mais meninas, mas sempre as minhas bebés.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Amorinha
Escuto-te a respiração ofegante. Beijo-te o cabelo. Cheiro-te o pescoço. (Reconheceria o teu cheiro no meio de mil) Amo-te mais. Dolorosamente mais todos os dias. Um amor sufocante que me tira o ar por ser tão grande. Por ser maior. Aconchego-te no meu colo e protejo-te o sono. Mesmo doente és um doce de menina. Em ponto de rebuçado derreto-me só de olhar para a tua calma mesmo no meio da confusão. Digo muitas vezes que és o nosso açúcar e que trouxeste doçura à nossa vida. Melhora rápido meu amor. E vamos para casa encher o ar com cheiro a bolos...
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Ao homem da minha vida
Bastaram cinco minutos e acalmaste a tempestade em mim. Um abraço forte, as minhas lágrimas, as palavras entorpecidas e desconectas a sair e a calma chegou. É por momentos destes como o que atravessamos agora e como tantos outros que já ultrapassamos que eu sei que tenho ao meu lado o amor da minha vida. Sempre disse com toda a certeza que um grande amor só se reconhece no fim. Nem que fosse no fim da vida. Mas hoje eu sei. Não há fim para o que tenho contigo, és o meu princípio, o meu meio e o meu fim. A minha introdução, o meu desenvolvimento e a minha conclusão. És o meu tudo. E obrigada amor da minha vida por seres este pilar. Que me entende nos silêncios, me desvenda num olhar, me protege com a vida. Por pores o teu sofrimento de parte para olhares por mim. Por apenas com um abraço me conseguires acalmar a tempestade que tinha em mim. Amo-te.
domingo, 13 de outubro de 2013
O dia em que o mundo parou.
Faz hoje dois anos que o mundo parou. Quem me lê, muito naturalmente não reparou, mas a verdade é que no dia 13 de Outubro de 2011 o mundo deixou de ser o que era. Pelo menos o meu, o nosso. Faz hoje dois anos e o dia amanheceu embrulhado em dor e em desespero. A palavra que eu mais repetia para mim mesma, era pesadelo. Eu só pedia com todo o meu ser que tudo não passasse de um sonho mau e que me fosse permitido acordar. Mas não foi. E naquela noite quente de Outubro o mundo parou. Desabou por completo. E a minha avó deixou-nos perdidos. É um pesadelo que volta e meia ainda me assombra, toda aquela noite foi surreal, dura, difícil. Tive o desespero preso nas mãos por não conseguir fazer nada, adormecida pela dor e pelo sentimento de incompreensão, senti o coração a desaparecer quando me apercebi que nada havia a fazer, tive no peito a dor que surge quando a certeza se faz permanente. Faz hoje dois anos que com o dia amanheceu uma certeza. Nada dali para a frente seria igual. O mundo mudou, o meu, o nosso. terça-feira, 8 de outubro de 2013
Doçura pura
A Catarina é uma menina mulher, um furacão quando leva alguma coisa a cabo, uma tempestade quando quebra, o amor puro quando fala nos seus amores e é dona de um coração tal e qual como as fotos de comida que continua a publicar. Puro doce. E eu gosto muito dela.
Do livro só tenho uma coisa: 2 horas. Foi o tempo que demorei a ler de tanto que fiquei agarrada, entre duas sestas antes do jantar naquele domingo onde meio a correr lhe fui dar um beijinho e pedir um autógrafo. Beijinho esse que soube a pouco. Faltou o lanche que lhe prometi em Maio. Para a próxima não a deixo escapar!
sábado, 31 de agosto de 2013
Rituais
É ali que encontro o meu lugar no mundo. Em que deito a cabeça e sou eu. Só eu. Sem pressas, sem corridas, sem responsabilidades ou afazeres. Sem problemas, sem pensamentos. É o único sítio onde me consigo esvaziar de tudo o que tenho e no entanto sentir-me inundada de tudo. É ali. Depois de um dia cheio de estímulos que faço reset e me preparo para a azáfama do dia seguinte. Suspiro pela sensação de estar em casa. É ali que moro. No abraço dele. No espaço estratégico entre dois grandes braços e um corpo feito à medida do meu. Um encaixe perfeito. Cabeça, tronco e membros. Ele entrelaça as pernas nas minhas, os pés cumprimentam-se e o coração suspira. Estamos em casa. Moramos um no outro.
(Depois ele adormece e ressona, e eu viro-me e babo-me enquanto durmo, mas naquele momento, o amor acontece)
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Do co-sleeping
Quando Miss leonor nasceu cá em casa só se dormia durante o dia. À noite a cachopa abria aqueles faróis azuis e nada de pregar olho. Palrava, ria, não chorava mas a minha recente condição de mãe não me deixava adormecer com ela ali desperta. Até que no meio de uma mamada noturna a pus a dormir no nosso meio. Eu adormeci e a miúda também! E repeti a proeza na noite seguinte e pronto foi remédio santo, ela mal despertava punha-a na mama e ela comia a dormir, eu dormia e estávamos todos felizes. Tenho a convicção que foi por isso que com ela nunca soube o que era uma noite má. Claro que vozes críticas se levantaram: "ai que ela nunca mais vos sai da cama!" "Ai que ela nunca vai dormir sozinha...." "ai que vocês se vão separar porque não têm a vossa intimidade" e eu impelida por um sentimento de culpa aproveitei a mudança para casa dos meus sogros fiz a transição da miúda, na altura com 9 meses, para um quarto só dela. Pois que não. Ela chorava horas a fio e nenhuma teoria funcionava e eu recusava-me a criar-lhe uma angústia de separação e a pô-la num estado de ansiedade tal só para não ouvir as bocas... Continuámos a fazer ouvidos moucos e continuámos a dormir muito bem a três. Eu já estava grávida outra vez (e supostamente sem intimidade com o meu gajo!) e decidi que quando a pisca pequena nascesse passava as duas ao mesmo tempo. E assim foi. Miss Lara nasceu e enquanto mamou de 3 em 3 horas dormiu conosco. Sempre foi mais independente (e esta sim em bebezinha deu noites más!) e pouco dada a apertos e encostos dormia sozinha. Até que a Leonor fez 2 anos e com a Lara já nos 8 meses e a mamar apenas uma vez por noite fizemos a transição. Não podia ter corrido melhor. A Lara acorda só para comer e a Leonor depois de a adormecer (mãeiiiii dêta Nônô) dorme a noite toda na sua cama de crescidos! Eu estou com uma certa pena e de manhã confesso que a adoro trazer para o nosso meio para mais uma horinha de preguiça mas ao fim de 2 anos provo o que sempre disse e a máxima que adopto na educação das minhas filhas. "Ela quando estiver preparada faz!"
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
1de Agosto de 2011
Foi há dois anos que a nossa vida mudou completamente. Num momento éramos só nós os dois e depois já não éramos. Nunca mais seríamos. Tive medo... Muito medo. De não saber cuidar de ti. De não te saber decifrar. De não gostar de ti. E depois tu nasceste. E nesse dia, Leonor, o meu coração aumentou mais um bocadinho e eu sentia-me inundada com o meu amor por ti. Daquele dia recordo o amor nos olhos do teu pai a pegar-te pela primeira vez, quando a enfermeira te trouxe de volta. Ali ao vê-lo completamente embevecido por ti soube que não podia ter escolhido outro pai para a nossa família. Tive a certeza de que juntos podemos fazer a maior travessia no deserto que ele vai lá estar para nós e nunca vai deixar de lutar para e por nós. Mesmo que as forças lhe faltem. Recordo também a nossa primeira noite juntas, sozinhas. De te pegar ao colo, susurrar ao ouvido que te amava para sempre e de te fazer festinhas no nariz. As mesmas festinhas que te faço ainda hoje enquanto adormeces ao meu colo. Passaram dois anos e se é verdade que parece que foi ontem,tenho também a sensação que estás cá desde sempre. E é tão bom filha! A nossa vida está de pernas para o ar e muitas vezes é nas tuas gargalhadas, nos teus beijos e no teu miminho que vamos buscar forças para mais um dia. Muitas vezes a minha única alegria e que me deixa este coração de mãe sossegado é saber que és uma menina feliz. Muito feliz. Que ris muito, que dá beijos a toda a hora e que nos mimas a todo o momento. Parabéns Leonor. Muitos parabéns meu amor!
sexta-feira, 26 de julho de 2013
A menina!
"Filipa, desce daí que vais cair!"
"Deixa a menina!"
Era quase sempre assim em casa da avó Céu. Neta mais velha, única durante uns bons anos, tinha direito a fazer tudo. A minha avó tinha uma paciência de santa e fazia de uma semana de férias em casa deles um teatro de brincadeiras. A minha avó não sabia ler nem escrever mas tão depressa era dona de uma mercearia " ó dona miquinhas quero um quilo de arroz se faz favor ", como era médica de um grande hospital " ó senhora doutora tenho aqui uma dor de ouvidos". E a semana passava entre mercearias, hospitais, escolas e farmácias... O meu avô, mais antigo e recatado deixava-me fazer o impensável aos olhos dos filhos e enchia-me de bolachas quando lá íamos! Eram a minha avó Céu e o meu avô Mundo. E fazem-me uma falta desgraçada.
Falar na minha avó Maria (que nunca teve Maria no nome e se chzmava Joaquina) é faltar-me o ar enquanto escrevo. A minha avó Maria era a chefe de todos nós. Comandava os filhos e os netos com um capitão comanda o seu navio. De pulso firme mas de um amor desmedido. Da minha avó sinto falta de tudo. Do berro mais alto a pôr-nos na linha, do dinheiro dado às escondidas como um segredo só nosso, da gargalhada ruidosa que enchia uma sala, das batatas "à inglesa" cortadas finamente sem compara com quaisquer outras, da aletria e das rabanadas no Natal. Dos rissóis, da cabidela. Do amor transformado em comida. "Come filha, ainda não comeste nada!" e enchia pela 3a vez o prato... Da minha avó Maria não consigo quantificar as saudades. Há pessoas que deviam ser eternas. A minha avó Maria era uma delas. ♡
(Ao meu avô Álvaro já lhe dei os beijos todos que tinha a dar e os mimos todos qur tinha para lhe dizer. Quando eles estão cá é tudo tão mais fácil e nós nem damos conta! )
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Caos ♥
Ontem naquele lusco-fusco antes de adormecer e na ressaca do stress do fim do dia lembrei-me da calmaria que era a nossa vida A.D (Antes Delas). O acordar com tempo. Os banhos demorados. O sair de casa em 5 minutos. A impulsividade das saídas. As horas (horas!) sentados no sofá ao Domingo a ver séries ou filmes. O silêncio! O momento zen do xixi... Tudo utopias nesta fase em que literalmente nem tempo para me coçar tenho! Acordar em fast-foward, vestir-me à pressão, acordar uma, dar-lhe a mama, fralda nova, creme, roupa (separada na noite anterior), pô-la na coque, acordar a outra, dar-lhe o leite ("num queio"), tirar fralda ("num queio") vestir e levantar "(NUM QUEIO!"). Pôe a maior no carro, voltar para buscar a mais pequena. Carteira, saco delas, lancheira, e o puto do biberão da água que me esqueço sempre de encher! E depois, chora uma, dorme a outra. Por fim adormece também e penso "rico descanso!" Pois sim, acorda a outra. Enfim, muda tanta coisa! E no entanto o coração bate com sentido. O cansaço é sempre posto de lado a cada gargalhada delas. As brincadeiras são o momento alto dos nossos dias. E aquele momento em que nos abraçam é mágico. Juro que o tempo pára. Muda tudo. Nada do que conhecíamos fica igual. São um pequeno furacão que nos irrompe pelo peito e não deixam nada no sitio!
♡♡♡
terça-feira, 18 de junho de 2013
Silêncio
Hoje custou. Não sei o que me deu para hoje lá passar. Não sei que designios me fizeram lá ir hoje. A desculpa foi a de sempre. O correio. Tenho que me deslocar 30km para ir a minha casa receber as minhas cartas. Nem o simples fato de receber cartas em meu nome e poder dar-me ao luxo de ir busca-las de chinelo eu posso. Entrei e aquele click excêntrico que o portão faz transportou-me. O silêncio cercou-me (gosto tanto deste silêncio). De repente nada tinha mudado. De repente ouvi o correr seco das patas da minha laika a baterem apressadas no chão em ânsias de nos ver. (Saudades da minha laika) e os olhos humedeceram-se. Imaginei as minhas filhas a correr neste jardim agora repleto de mato. Os escorregas na primavera, a piscina de encher com água gelada no Verão. A subir ao marmeleiro para roubar marmelos no outono e a olhar por aquelas grandes janelas (iam ser) no Inverno. Planeio sempre o quarto delas. Rosa forte, rosa claro. Colchões no chão, muitas almofadas e os brinquedos todos espalhados. Vejo-nos sempre aos dois enroscados no nosso sofá (o mesmo onde hoje em dia dormimos todos agarrados à memória do que significa, do que já fomos). Dói-me olhar e ter saudades da minha casa de bonecas. (Gosto tanto deste silêncio). Venho num ritual mensal buscar o correio. Normalmente nunca passo do portão. Custa-me muito. Não entrava aqui desde que fiz a reportagem para o Diário de Notícias. Não sei o que me deu para hoje lá passar. Hoje custou.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Sete anos vividos. Uma vida para viver.
Passaram sete anos desde que me encontraste numa fnac cheia de gente, 11 anos depois de me teres visto pela última vez. Passaram sete anos e é íncrivel a forma como ainda te consigo amar mais de dia para dia. Dizer que te amo parece-me ridiculo perante aquilo que sinto por ti. É indescritivel o sentimento que tenho quando o assunto és tu porque é indescritivel o sentimento que temos perante o realizar do maior sonho da nossa vida e tu és isso: o meu sonho tornado realidade. Sete anos se passaram desde que regressaste à minha vida e eu agradeço todos os dias o momento que nos fez reencontrar. Dizem uns que é o destino, outros que tinha que ser, outros que foi o acaso. Eu cá acho que foi uma sorte do caraças. E acho (mesmo!) que fomos feitos um para o outro. E que temos um pelo outro um amor único e raro. Passamos já por muito, estamos a passar por outro tanto ainda pior e no fundo, no fim (da maioria) dos dias o que interessa é estarmos juntos. E ter-mos a certeza que as forças podem falhar, a vontade pode quebrar, as discussões podem surgir, as palavras podem magoar mas no fim de contas estamos juntos. Tenho em ti o meu porto seguro. O meu pedaço de paraíso que me faz sentir bem aqui ou noutro lado qualquer. Desde que esteja contigo. Porque a vida pode estar de pernas para o ar com um flick flack à retaguarda pelo meio mas temo-nos um ao outro. Mesmo. Amo-te como se ama algo que sempre fez parte de nós. Amo-te com a alegria refletida pelas gargalhadas das nossas filhas. Amo-te com o calor do arrepio que percorre o meu corpo com o teu toque. Não gosto de dizer "para sempre". Mas amo-te para sempre. Mesmo!
E que o SIM que dissemos à três anos atrás se repita por muitos, muitos anos.
Parabéns a nós.♡♡♥♥
terça-feira, 28 de maio de 2013
O mês de Maio está a acabar
E não consigo que ele acabe sem me lembrar da minha estrela. Se tudo corresse como deveria o meu primeiro filho faria dois anos. Tenho a certeza de que era rapaz tanto como sempre tive que as irmãs seriam meninas. Tenho a certeza de que seria um mimadão, moreno e menino da mamã. Mas quis o destino que as coisas não corressem bem e tive um aborto espontâneo às 11 semanas.
Lembro-me do momento em que decidimos ter um filho. Morávamos juntos à dois anos, tinhamos acabado de casar e com o corre corre do casamento decidimos engravidar. Foi logo à primeira. Descobrimos dia 1 de Agosto, (ironia do destino, Miss Leonor nasceria exatamente 1ano depois), ele olhou para mim (como fez nas gravidezes seguintes e disse: "estás grávida"!) não acreditei...levantamo-nos cedo, fui colher sangue e partimos para Alfândega da Fé onde ele estava a remodelar uma clinica. Almoçamos expectantes à espera das 14 horas para ligar para o laboratório. Ligou ele, eu não tive coragem. E veio a noticia. Inchei de felicidade. Senti-me a mulher mais sortuda do mundo. Comparei o sentimento a ganhar o euromilhões. Fiz contas, era Agosto, nasceria em Maio, como a tia Raquel (a Leonor nasceu em Agosto como a tia Andreia). E senti-me importante, tinha o meu bebé em mim. Até ao dia 17 de Setembro. O pesadelo tornou-se realidade e perdi-o. Valeu-me o homem da minha vida ao meu lado. Que engoliu o sofrimento dele para não me deixar cair no abismo. Que todas as noites me deixava chorar no peito dele e com festas me garantia que logo logo teriamos um piolho a correr lá em casa. Se tudo tivesse corrido bem faria agora dois anos. Claro que não me posso queixar. A vida presenteou-me com duas filhas lindas, especiais, amorosas e de sonho. Mas nenhum filho substitui outro. E sinto falta daquele que nunca cheguei a conhecer.