quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Ao homem da minha vida

Bastaram cinco minutos e acalmaste a tempestade em mim. Um abraço forte, as minhas lágrimas,  as palavras entorpecidas e desconectas a sair e a calma chegou. É por momentos destes como o que atravessamos agora e como tantos outros que já ultrapassamos que eu sei que tenho ao meu lado o amor da minha vida. Sempre disse com toda a certeza que um grande amor só se reconhece no fim. Nem que fosse no fim da vida.  Mas hoje eu sei. Não há fim para o que tenho contigo,  és o meu princípio,  o meu meio e o meu fim. A minha introdução,  o meu desenvolvimento e a minha conclusão.  És o meu tudo. E obrigada amor da minha vida por seres este pilar. Que me entende nos silêncios, me desvenda num olhar, me protege com a vida. Por pores o teu sofrimento de parte para olhares por mim. Por apenas com um abraço me conseguires acalmar a tempestade que tinha em mim. Amo-te.

domingo, 13 de outubro de 2013

O dia em que o mundo parou.

Faz hoje dois anos que o mundo parou. Quem me lê, muito naturalmente não reparou, mas a verdade é que no dia 13 de Outubro de 2011 o mundo deixou de ser o que era. Pelo menos o meu, o nosso. Faz hoje dois anos e o dia amanheceu embrulhado em dor e em desespero. A palavra que eu mais repetia para mim mesma, era pesadelo. Eu só pedia com todo o meu ser que tudo não passasse de um sonho mau e que me fosse permitido acordar. Mas não foi. E naquela noite quente de Outubro o mundo parou. Desabou por completo. E a minha avó deixou-nos perdidos. É um pesadelo que volta e meia ainda me assombra, toda aquela noite foi surreal, dura, difícil. Tive o desespero preso nas mãos por não conseguir fazer nada, adormecida pela dor e pelo sentimento de incompreensão, senti o coração a desaparecer quando me apercebi que nada havia a fazer, tive no peito a dor que surge quando a certeza se faz permanente. Faz hoje dois anos que com o dia amanheceu uma certeza. Nada dali para a frente seria igual. O mundo mudou, o meu, o nosso. 
Hoje sei que estamos todos repletos de um vazio enorme que não se preenche mais, sei que estamos todos a agarrar-nos à memória do quanto ela nos queria bem. Rezamos todos para que ela esteja em paz, e a tomar conta de nós. Tenho umas saudades enormes dela, e penso tantas vezes nas saudades que tenho de a ouvir a rir. Faz-me muita falta e não há um dia em que o coração não se contraía um bocadinho com saudades dela. Do olhar crítico, da voz de comando, do pulso forte e do mau-feitio geral. A minha avó era a matriarca numa família de mulheres, berrava muito, (berramos todas!) resmungava imenso, (resmungamos todas!)  mas era dona do maior coração do mundo. Raramente dizia que não a quem lhe fizesse um pedido e de cada vez que a visitava conseguia (sempre!) dar-me umas notinhas sem ninguém reparar. Foi com ela que aprendi a gostar de moelas (são línguas de veado mágicas!) e foi ela que fez queixa à minha mãe com instruções para não me bater no meu primeiro e último furto confesso (100 escudos de uma gaveta do quarto do meu padrinho). O mundo nunca mais vai ser o mesmo mas sei que esta sensação de perda vai dar lugar às recordações boas que fui guardando nos 25 anos como neta dela.

Guardo a tua gargalhada junto ao coração e um orgulho imenso por teres sido a mulher que foste. 

Amo-te muito Avó. Tenho saudades. Muitas. Toma conta de nós

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Doçura pura

Leio a Catarina desde que me lembro de ler blogs. Ainda no tempo em que tinha apenas uns pezinhos pequenos junto aos dela no template do blog. O coração dela ainda só tinha um dono mas já era dona de uma doçura onde se via nos caracteres que escrevia que lhe cabia o mundo no peito. Depois veio o A. e a Leonor crescia-me na barriga ao sabor dos posts dela de comida. Penei tanto com fotos que ela colocava, apetecia-me tudo. Depois chegaram as redes sociais. E o instagram. E as nossas vidas cruzaram-se. E constatei que a Catarina é uma princesa no nome e nas acções. E estar-lhe-ei eternamente grata, ela sabe.
A Catarina é uma menina mulher, um furacão quando leva alguma coisa a cabo, uma tempestade quando quebra, o amor puro quando fala nos seus amores e é dona de um coração tal e qual como as fotos de comida que continua a publicar. Puro doce. E eu gosto muito dela.

Do livro só tenho uma coisa: 2 horas. Foi o tempo que demorei a ler de tanto que fiquei agarrada, entre duas sestas antes do jantar naquele domingo onde meio a correr lhe fui dar um beijinho e pedir um autógrafo. Beijinho esse que soube a pouco. Faltou o lanche que lhe prometi em Maio. Para a próxima não a deixo escapar!

sábado, 31 de agosto de 2013

Rituais

É ali que encontro o meu lugar no mundo. Em que deito a cabeça e sou eu. Só eu. Sem pressas, sem corridas, sem responsabilidades ou afazeres. Sem problemas,  sem pensamentos.  É o único sítio onde me consigo esvaziar de tudo o que tenho e no entanto sentir-me inundada de tudo. É ali. Depois de um dia cheio de estímulos que faço reset e me preparo para a azáfama do dia seguinte. Suspiro pela sensação de estar em casa. É ali que moro. No abraço dele. No espaço estratégico entre dois grandes braços e um corpo feito à medida do meu. Um encaixe perfeito. Cabeça, tronco e membros. Ele entrelaça as pernas nas minhas, os pés cumprimentam-se e o coração suspira. Estamos em casa. Moramos um no outro.

(Depois ele adormece e ressona, e eu viro-me e babo-me enquanto durmo, mas naquele momento, o amor acontece)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Do co-sleeping

Quando Miss leonor nasceu cá em casa só se dormia durante o dia. À noite a cachopa abria aqueles faróis azuis e nada de pregar olho. Palrava, ria,  não chorava mas a minha recente condição de mãe não me deixava adormecer com ela ali desperta. Até que no meio de uma mamada noturna a pus a dormir no nosso meio. Eu adormeci e a miúda também! E repeti a proeza na noite seguinte e pronto foi remédio santo, ela mal despertava punha-a na mama e ela comia a dormir, eu dormia e estávamos todos felizes. Tenho a convicção que foi por isso que com ela nunca soube o que era uma noite má. Claro que vozes críticas se levantaram: "ai que ela nunca mais vos sai da cama!" "Ai que ela nunca vai dormir sozinha...." "ai que vocês se vão separar porque não têm a vossa intimidade" e eu impelida por um sentimento de culpa aproveitei a mudança para casa dos meus sogros fiz a transição da miúda, na altura com 9 meses,  para um quarto só dela. Pois que não.  Ela chorava horas a fio e nenhuma teoria funcionava e eu recusava-me a criar-lhe uma angústia de separação e a pô-la num estado de ansiedade tal só para não ouvir as bocas... Continuámos a fazer ouvidos moucos e continuámos a dormir muito bem a três.  Eu já estava grávida outra vez (e supostamente sem intimidade com o meu gajo!) e decidi que quando a pisca pequena nascesse passava as duas ao mesmo tempo. E assim foi. Miss Lara nasceu e enquanto mamou de 3 em 3 horas dormiu conosco. Sempre foi mais independente (e esta sim em bebezinha deu noites más!) e pouco dada a apertos e encostos dormia sozinha. Até que a Leonor fez 2 anos e com a Lara já nos 8 meses e a mamar apenas uma vez por noite fizemos a transição. Não podia ter corrido melhor. A Lara acorda só para comer e a Leonor depois de a adormecer (mãeiiiii dêta Nônô) dorme a noite toda na sua cama de crescidos! Eu estou com uma certa pena e de manhã confesso que a adoro trazer para o nosso meio para mais uma horinha de preguiça mas ao fim de 2 anos provo o que sempre disse e a máxima que adopto na educação das minhas filhas. "Ela quando estiver preparada faz!"