domingo, 26 de setembro de 2010

Do vazio.

Ainda me é muito dificil assimilar o que se passou conosco... Passo de um momento em que pareço convencida que aconteceu, resignada até, e em que me convenço que agora é preciso seguir em frente e tantar uma e outra vez.. Digo para mim repetidas vezes até à exaustão que temos a vida toda à nossa frente e que oportunidades não faltarão para termos um miudo a berrar por nós em plena noite... Como no momento a seguir passo para o enorme vazio que tenho dentro de mim e me dói o facto de já não o ter em mim.
Eu quero um bébé, mas também queria aquele bébé. Com ele senti o meu corpo a mudar, a barriga a crescer, com ele falei horas a fio a dizer-lhe quem tinha à espera e o quão amado já era... Foi para o receber que começamos as obras em casa, foram os nomes que começamos a escolher, os sonhos que começamos a construir. Foram poucas as semanas em que o soube comigo, mas senti-me tão mãe... Era tudo em função deste bébé que já não é meu...
Eu sei que um próximo vai vir, que nos vai dar muitas alegrias e dores de cabeça, que vamos construir muitos sonhos e ter muitos receios sobre o futuro dele. Sei que desta vez talvez não aprecie tanto a gravidez, aterrada de medo que estou que algo corra mal, mas sei que vai ser igualmente compensador estar outra vez grávida.
Mas agora eu gostava que tivesse sido este o meu bébé, a nossa alegria, acho que não merecíamos mais uma dor tão grande, estávamos tão radiantes, tão felizes mesmo e o mundo desaba outra vez desta forma nas nossas vidas. Tenho muita pena, mas hoje em dia custa-me ver grávidas e bébes pequeninos, porque agora era a minha vez.. Custa-me pensar em tentar outra vez porque tudo pode correr mal outra vez.. Nestes dias tem-me custado tudo. Principalmente acordar e tentar viver a vida com os olhos postos no futuro.

sábado, 18 de setembro de 2010

Ficar sem chão...

Às vezes acho que não estamos destinados a ser felizes. Que mal ousamos sonhar um bocadinho logo vem o destino e corta-nos os sonhos. Às vezes acho que acabamos por esgotar toda a sorte que tínhamos quando nos reencontramos e tivemos a certeza de que juntos éramos mais. O amor que sentimos um pelo outro, a união que temos é posta à prova constantemente. E agora, depois de tanto azar, de tanta dor, de tantas e muitas tragédias achei mesmo que tinha chegado a nossa vez de sermos felizes. Achei mesmo que agora nos tínhamos tornado invencíveis e que nada conseguiria abalar a nossa felicidade. Enganei-me, mais uma vez. Estamos de novo a ser postos à prova. Quando achei que agora iríamos recuperar um pouco do céu e da paz que merecíamos volta esse destino para nos destruir os sonhos que havíamos vindo a construir a três. Sei que não é o fim do mundo, sei que teremos muitas mais oportunidades de virmos a ter um bebe forte e saudável... Mas hoje dói. Porque acreditei mesmo que mais nada de mal nos iria acontecer... E afinal foi mais um puro engano...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Das histórias de amor....

Há histórias de amor que não tendo bem príncipes e princesas como protagonistas acabam por imitar o que todos os poetas e escritores tentam retratar em todos os seus livros e romances. Não falo do foram felizes para sempre, visto que este é sempre relativo, mas sim do facto de conseguirem alcançar por breves momentos a felicidade completa. E é assim que hoje eu me sinto.
As coisas nem sempre foram fáceis. Lembro-me que nos tempos de namoro houve tempos em que eu quis desistir, em que não vi outra solução que não virar costas e deixar tudo para trás. Mas depois, olhava bem para o que nós tínhamos, pensava tanto no destino que nos tinha desafiado e voltado a pôr no mesmo caminho depois de 11 anos sem sabermos um do outro. De um amor de infância, inocente que tinha agora asas para voar, crescer e ser muito mais...
A nossa vida a dois foi pautada por momentos que de tão trágicos e de tanta dor que traziam nos foram aproximando ainda mais, e nos fizeram fortalecer o amor que sentíamos um pelo outro, e a cimentar a certeza de que juntos somos mais e que um faz parte do outro.
Hoje, 4 anos depois do início, 2 de vida em conjunto, 3 meses depois da festa de celebração do nosso amor e união temos a certeza de que juntos somos mais.
Agora mais que nunca. Juntos somos 3 mas ao todo somos apenas 1.
Amo-te a ti e a este bebé que lentamente nos vai aproximando e apaixonando ainda mais

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Como o tempo passa...

Muitas vezes esqueço-me da história que temos em comum, conhecemo-nos à 20 anos, ainda eramos uns meninos como a foto comprova. Um amor inocente e dedicado da parte dele, um tormento ao qual tentava fugir pela minha parte, mas a verdade, é que ele sempre gostou de mim. E ainda hoje, em brincadeiras me atira um "Eu gosto de ti há mais tempo" E eu calo-me e rio e fico com o coração cheio. Também diz que toda esta nossa relação de hoje não passa de uma vingança pelos maus tratos que eu lhe dava naquela altura. E eu calo-me e rio e fico de coração cheio porque sei que eu bem merecia. Nesta foto estamos umas 30 pessoas na foto, onde é que o rapaz está? Mesmo à minha frente, segundo ele tentava sempre aparecer e fazer-se mostrar a mim e eu nunca lhe ligava nenhum. Até agora.

Fez 4 anos e depois do primeiro beijo naquela noite de Junho de 2006, casamos numa manhã quente de Junho deste ano. Hoje sei que não podia ter sido com mais ninguém. Tudo o que passamos, toda aquela dor de estarmos separados, todas as certezas que depois fomos construindo, todo aquele descobrimento de mim nele e dele em mim. Hoje sei que aconteça o que acontecer somos um do outro. Ele completa-me de uma forma tão especial e única que às vezes ponho-me a pensar se não foi mesmo o destino que nos pôs à prova e nos porporcionou aquele primeiro encontro tão pequeninos. Não lhe digo tantas vezes quanto ele merecia ouvir que o amo, muito. Hoje não posso passar sem que lhe dizer.


domingo, 25 de julho de 2010

Start all over again...

Às vezes veto este blog ao abandono, por preguiça, porque o momento passou, porque agora o FB está sempre mais à mão. Mas sabe bem voltar a este canto tão meu, tão eu. Tenho pena de não ter aqui nada escrito nos ultimos tempos, mas a maior parte são memórias únicas, umas óptimas, outras boas e as menos boas que pairam sempre, mas todas permanecem dentro de mim. Gostava tanto de voltar com a vontade de outros tempos, conseguir vir cá e conseguir escrever tudo o que faz parte de mim. Sei que não vou  conseguir, mas vou tentar. Prometo.