domingo, 24 de janeiro de 2010

Manhãs Perfeitas

Como hoje. É acordar de manhã, com tempo, e devagar olhar para ele e vê-lo também a abrir os olhos, é aconchegar-me nele e ele encaixar-se em mim e ficarmos ali a dormitar mais uns minutos, é dar e receber mimos, beijos pequeninos na ponta das orelhas. É ficar ali a despertar para um novo dia, é fazermos confidências e declarações, é dizermos disparates e ficarmos ali a rir que nem perdidos. É escolhermos as nossas músicas para o nosso casamento e desatarmos os dois a cantar aos berros. É uma espreguiçadela em conjunto. É um olhar cumplice e mais um beijo mesmo antes de sairmos da cama... =)

Guilty pleasures

Modo Cinderela ON.
Ontem ele fez-me uma surpresa. Não era nenhum dia especial e ele decidiu levar-me a jantar aquele restaurante mesmo em cima da praia, e depois, com a chuva lá fora a fustigar as paredes envidraçadas, a sala (ainda) toda só para nós, a luz da vela a dançar enquanto falavamos do nosso passado e do nosso futuro enquanto saboreavamos uma refeição do outro mundo, eu desculpei-o pelos beijos fugidos, pelas horas corridas, pelo quotidiano apressado. Ali, e no caminho de regresso ao carro, abraçados um no outro, eu soube. Ele não se esquece. Não era um dia especial, mas ele tornou-o num.
Modo Cinderela OFF.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

2010

O tempo corre e nós nem damos pela sequência dos dias. Ainda ontem tinhamos um ano novinho para estrear e de repente damos conta e já se passou quase um mês. Na passagem do ano não houve pedidos, desejos, alegrias. Houve um olhar em frente expectante de saber o que aí vem. Depois de tudo o que aconteceu, e que ainda permanece aberto nos nossos corações, não há muito a pedir, não há muito a desejar. Chegou-se a um estado de quietude que não nos deixa espaço para sonhos ou desvarios. E de repente os dias seguem-se uns a seguir aos outros e não deixam marca, não deixam lembranças. E é uma rotina que no corrói, que nos magoa, que nos desgasta.
Daí que uma destas manhãs, o simples facto de ele ter acordado, me ter pedido para o abraçar e me ter dito "Amo-te" bem baixinho, mesmo no ouvido, ou o facto de uma noite destas ao chegar do trabalho ele me ter pedido para ficar ali no sofá bem agarradinha a ele e me ter dito "Tive saudades tuas" quando esteve comigo à hora de almoço, bastou para eu achar que é hora de acordar. De fazer memórias novas neste ano novo, que não é, de todo, um ano igual aos outros. É o nosso ano. É único.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sem Sentido

O ser humano é um queixinhas inato. Queixamo-nos porque está frio, queixamo-nos porque está quente, queixamo-nos porque não temos tempo para nada, queixamo-nos porque não temos nada para fazer. Queixamo-nos que não temos dinheiro, que estamos gordos, que a gasolina está cara, que não temos férias, que não avançamos. A vida passa-se a sim, nós a queixarmo-nos e o tempo a passar. E depois atinge-nos.
Acontece uma tragédia e deixamos de fazer sentido, fazer queixa já não tem qualquer impacto, percebemos ali naquele exacto que tudo o que nos queixamos é secundário, tem solução, tem uma saída. E o mundo pára. A morte que nos caiu em cima não nos deixa espaço para saídas, não existem.
E depois é uma dor que nos cerca como um nevoeiro e não nos deixa respirar, faltam-nos as forças nas pernas e apesar de estarmos a repetir pela milionésima vez "isto é um pesadelo", na milionésima primeira vez ainda não nos soa a verdadeiro. Aconteceu. E revivemos os momentos antecedentes até à exaustão, e os momentos em que as coisas que ainda faziam sentido e estávamo todos, e a inevitabilidade de que nunca mais vamos ouvir, ver, sentir aquela pessoa cai-nos nas costas e esmaga-nos o peito. E dói. Parece irreal.
E vemos que o mundo continua, imune ao que se passou, nada mudou, nada se alterou, as pessoas continuam nas suas vidas, e nós com aquela tragédia que não nos cabe no coração e sem respostas que nos confortem um bocadinho a alma. E depois é o futuro que nos chega inevitavelmente mais cedo com as coisas que vão agora acontecer sem ele do nosso lado. E é o passado a fazer doer mais um bocadinho pelas lembranças que nos vão sobressaltando o corpo.
O meu sogro faleceu, assim de repente, sem que nada fizesse prever este desfecho. E de todas as mortes com que já tive que lidar, em nenhuma me foi tão dificil aceitar o facto de que nunca mais o vou ver. É um pesadelo. Os sonhos ficam de lado, as queixas de sempre perdem o sentido. A minha melhor metade estilhaçou-se no chão e nunca mais vai ser o mesmo. Perdeu o pilar dele, a pessoa que para o bem e para o mal estava do lado dele incondicionalmente, a pessoa que mais o amava neste mundo, ganhou uma estrela guia. E eu entendendo a dor que lhe trespassa ainda o coração só espero saber acompanha-lo e dar-lhe todo o apoio que ele necessitar, hoje e sempre. Quando achamos que a vida já não nos pode negar mais nada, vem o destino e deixa-nos sem chão.

sábado, 14 de novembro de 2009

Sabemos que andamos a jogar demasiado FarmVille quando...

... passamos de carro por um limoeiro carregadinho e procuramos o triangulo cor de rosa em cima... E depois como se não bastasse ainda pensamos, aquele já estava bom para apanhar... No comments.