terça-feira, 27 de outubro de 2009

Private Post*

Há dias que são uma merda. Em que damos espaço ao cansaço, deixamo-nos quebrar, e de repente tudo nos parece tão mau, sem ponta de fuga que não o abismo. É nesses dias em que nos esquecemos que apesar do outro estar sempre lá, pode às vezes não entender pelo que estamos a passar, e é aí, exactamente por ele estar sempre lá que nos sentimos à vontade de descarregar nele o mal que nos sentimos.
Mas é também nesses dias que eu acredito mais em nós. É nesses dias em que eu prefiro pensar no que temos, no que somos os dois juntos e no que vamos ainda construir.
E depois de tudo, depois de tanto problema, de tanto desespero, de discussões e acusações, eu acredito que nós somos um só, porque depois de um mau momento, aquele movimento, em que na cama me puxas para ti, me aninhas nos teus braços, e em que pedimos desculpa um ao outro, não há sentimento maior do que aquele de segurança que me inunda devagarinho cada pedaço do meu corpo. Não há certeza maior que abale a minha convicção de que juntos somos mais e que os problemas que existem são exteriores a nós e são muito pequeninos perante o amor que me une a ti. E não há amor maior do que aquele que te sai disparado dos olhos, e se traduz num beijo com sabor a paraíso.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Together*

Dizem que estar sempre junto incomoda, dizem que passa com o tempo esta vontade de ter o outro sempre por perto, dizem que com o passar dos anos vai diminuindo esta necessidade de ouvir o outro.
Eu não acho, e é por causa de dias como o de hoje. Hoje, depois de ontem, do dia anterior, e do dia anterior a esse ter estado com ele sempre à distância de um beijo, eu tenho umas saudades que não me cabem no peito. Dei-lhe um beijo de boa noite, acordei-o com um beijo de bom dia. Fui leva-lo ao emprego e fiquei assim, com os braços vazios. Já me ligou a meio da manhã e à hora de almoço como faz sempre que não está comigo, já lhe liguei a seguir 2 vezes e é tão bom ver que há sempre qualquer coisa para dizer, nem que sejam completas patetices só nossas. Já me queixei que estou pior da garganta, já lhe falei com voz de mimo, e ele já me disse para não ir trabalhar para quando ele chegasse a casa estarmos juntos.
E há pessoas que não compreendem, que olham para nós e vêm duas pessoas tão diferentes, uma relação tão fora do normal, tão disparatada às vezes e nunca chegam a perceber porquê que ainda estamos juntos. E é em dias como este, em que as saudades não me cabem no peito apesar de ainda de manhã ter-lhe dado um beijo, que eu sei. Fazemos um parte do outro, e já não é a mesma coisa quando estamos separados. E agora enquanto escrevo só desejo arduamente a minha hora de saída, chegar a casa, jantar e deitar-me no sofá, pôr-me debaixo daquele edredon e ali ficar só com ele, completa outra vez.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Rituals

Eu tenho um hábito (mau? nem sei lol), mas adiante... eu quando chego ao trabalho, tenho o hábito de assim que sento o meu real rabinho já estou a ligar o msn. E as pessoas estão habituadas a isto. Tanto que no outro dia, não o fiz e passado meia hora da minha hora de entrada tinha o namorado a ligar a perguntar se eu já tinha chegado, se tinha acontecido alguma coisa. E hoje a minha cunhada ligou-me porque, ao saber que ontem eu ia ter uma important talk with the boss, e como hoje eu não entrei no msn, ela achou que eu tinha sido D-E-S-P-E-D-I-D-A. loool Eu faço falta eu sei, dou colorido aos vossos dias ligados à rede. :)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Angel*

Ontem foi assim, eu de rastos, tu perdido por me veres assim. Eu a não conseguir aguentar a dor de cabeça nem as lágrimas e tu a ficares mal por eu estar assim. E depois começou a passar. Largaste o que estavas a fazer, deitaste-te ao meu lado na cama e ali ficaste, a fazer-me festas na cabeça e massagens nas têmporas para atenuar a minha dor. E eu queixei-me, que mais uma vez dei tudo de mim, fiz favores, sacrificios e chega ao fim e sou prejudicada, pisada e não sou reconhecida. E tu, a puxares-me para ti, a encostares-me bem junto ao teu corpo, um abraço sem fim, apertado. E eu sosseguei, ali estava em segurança e o sono tomou conta do meu cansaço e desanimo e deixou-me adormecer na força dos teus braços.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Message 4U

A ti, que agora enfrentas uma fase tão complicada e como me custa tanto ver-te assim perdida deixo-te aqui o que é para mim amar alguém e os limites para o fazer. Não serve de nada, nem pretende ser uma lição de moral para ninguém, tu melhor que ninguém tomas as decisões que julgas ser as mais acertadas para a tua vida, mas aqui fica.
O amor, para ser em pleno tem que nos deixar com uma total sensação de quietude e o único aperto no peito que devemos sentir são a saudades de uma ausência mais prolongada, o único mau estar que nos deve provocar é uma impressão ligeira na barriga que se deve a uma ansiedade de querer o outro bem junto a nós.
O amor, para ser pleno tem que nos dar a certeza que o outro vê em nós exactamente o que nós vemos nele, que o brilho no olhar é o mesmo, que cada beijo tem o mesmo sabor, que o caminho é feito por ambos, lado a lado lutando para um lugar comum. O amor, em toda a sua plenitude tem que nos permitir fechar os olhos e ter a certeza que apesar de cada zanga, de cada discussão, no fim vai valer a pena, porque é mais um passo que foi dado para se formar um nós.
E é preciso tornar o outro uma prioridade, é preciso pôr a felicidade do outro acima de qualquer coisa, torna-la o nosso principal objectivo, porque o outro torna-se uma metade de nós, completa-nos, deixa-nos seguras que aconteça o que acontecer, estejamos nós no buraco mais negro há sempre alguém que se preocupa, alguém que vai atrás de nós de lanterna em punho, se for preciso, percorrendo muitas vezes um dificil caminho até nós, onde nos sentimos as piores pessoas do mundo, e com um simples toque ilumina o nosso rosto e faz-nos sorrir.
Porque o amor é uma gargalhada conseguida a dois no fim de um dia dificil. É um aninhar nos braços do outro e sentir o mundo parar porque somos o mundo de alguém e nada mais lhe interessa a não sermos nós. É ter uma pessoa que nos entende nos silêncios, é ter alguém que nos rouba os pensamentos. É um beijo roubado, é um apanhar o outro a olhar para nós com uns olhar que nos leva à lua e nos inunda o coração..
É sobretudo ter segurança e certezas, que somos o que somos porque mudamos, porque nos transformamos em pessoas melhores só pelo facto de o outro estar na nossa vida e por isso lutamos com unhas e dentes, para um futuro melhor, para uma vida em comum com uma meta que temos que ser os dois a atravessar, porque apesar do problemas do dia-a-dia, amanhã só pode ser um dia melhor porque vamos estar juntos mais uma vez, porque podemos brincar, rir, contar segredos e parvoices, porque fizermos o que fizermos não vamos estar sozinhos, porque o outro vai lá estar. Sem medos, sem dúvidas, sem ses.
E só assim, a meu ver, vale a pena amar alguém, porque apesar de não estarmos completas sem aquela pessoa, não deve haver nada maior que o amor próprio, o amor que nos impede de continuar a dar mesmo sem receber, de mudarmos por alguém que não muda por nós, mas que principalmente alguém que não olha na mesma direcção que nós.