Enquadramento: Dia de semana, 1.50 a.m.
Local: Entre o quarto e o escritório.
Intervenientes: Nós.
Diálogo que se seguiu:
Eu: Achas normal? Estou a morrer de sono mas faltam 20 minutos para poder apanhar os meus morangos.
Ele: Mais vale esperares...
Eu: Pois, antes que vão à vida.
Ele: É, passa também na minha quinta e apanha o que lá tiver.
Viciados nós?? Nahhh nada disso... =)
Sim sim, enquanto espero sempre escrevo um post.. Hurray
terça-feira, 13 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Going insane*
Acho que é comum. Todos nós temos aquela música que não sabemos bem porquê nem porque não, nos desperta a molécula mais adormecida lá na parte mais recôndida do nosso ser. E é assim, não há muito a fazer, simplesmente é.
Eu tenho uma musica assim. Daquelas que quando passa na rádio e eu vou sozinha no meu mundinho ao volante é ver-me a fechar a janela, a pôr o volume no máximo e a cantar alegremente como se não houvesse voz que faltasse nem amanhã que tardasse. E é assim. Naqueles 5-7 minutos, versão lusco-fusco, que eu sou eu comigo mesma, em comunhão com o meu bom humor, a exalar a adrenalina que os meus ouvidos me proporcionam. E depois no fim da mesma, ainda com aquela sensação de "ai que máximo", é que caio em mim. E olho de mansinho para a velhinha do carro ao lado parado no transito a olhar para mim como se eu fosse a versão feminina do senhor Lucifer. É ver-me a pôr os oculinhos escuros, abrir a janela e dizer-lhe "Ora então uma boa tarde sim?". E rir às bandeiras despregadas até ao emprego.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Baixar de braços.
Há dias assim, em que o peso do mundo se abate sobre mim e eu não me sinto aqui. Há dias que correm normalmente e depois com um simples click me refugio na minha alma, parto para parte incerta e fico distante. Há dias em que me apetece berrar por tudo e por nada. Há dias em que, por muito que não se queira admitir, tudo o que se precisa é de um abraço apertado, de um beijo e de ouvir dizer que tudo vai correr bem.
Tenho a minha vida virada do avesso e há dias em que não consigo lidar com isso. Que me dá vontade de baixar os braços, de não lutar mais, de entregar os pontos. Mas não posso, merecem que eu lute, que eu me faça forte. E há dias que a força falha. E para isso tenho-o a ele.
É ele que me percebe nos silêncios, me entende no olhar triste. Me pergunta uma e outra vez o que tenho. E que mesmo depois de mil nadas me abraça com força, me dá o ombro a chorar, me dá beijos enquanto me diz que tudo vai correr bem.
É ele que me deita no colo e me faz festas no cabelo como se com cada gesto meigo me lavasse a alma e me tirasse a tristeza do corpo cansado. É ele que diz que me ama com uma força no olhar que só nós é que sabemos, é ele que me diz que vai sempre estar aqui para mim e que com esse cimentar de certezas eu consigo sorrir um pouco.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Eu quero. Eu mereço.
Hoje vou sair do trabalho, vou chegar a casa, jantar e vou-me deitar no peito dele e matar saudades. De estar só eu e ele ali enroscados um no outro a ver um filme ou um programa na tv. De não ter casa para arrumar, nada para limpar. Só eu e ele. Ali juntos. A namorar, a pegar um com o outro, a rir e a conversar. Depois de 9 dias a trabalhar a tempo inteiro, depois de outros tantos a preocupar-me com trabalho, pais, casas limpas. Eu vou descansar. Chegar a casa, vestir aquela roupa confortável de andar por casa, descalçar os sapatos. E vou estar com ele. Simplesmente eu e ele.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Há fases da vida tremendamente... lixadas.
Há fases na vida em que eu gostava de ser caracol, ou tartaruga... Assim ao minimo problema enfiava-me carapaça dentro e nada do que vinha de fora me podia atingir...
Nos últimos tempos tenho desejado cada vez mais enfiar-me dentro da minha carapaça, os problemas são mais que muitos, as preocupações demasiadas, o nivel de saturação anda lá no alto.
A minha Super-Mãe felizmente está bem, o primeiro nível desta dificil escalada até à recuperação está completo, a operação correu bem, não houve complicações e ela foi super mimada pelos colegas, pelos amigos, e pela familia. Agora estamos no segundo nivel que é a angustiante espera dos resultados para iniciar tratamentos, mas tenho a certeza que com a nossa ajuda e a super vontade dela tudo se irá desenrolar com um enorme positivismo e olhos no futuro.
Não chegando já o negro problema que se abateu sobre nós, a minha rica irmã "decidiu" dois dias antes à operação da minha mãe partir um pé e também ela ter que "ir à faca". E eu vi a minha vida muito mal parada porque entre a minha casa, o trabalho, ajudar em casa dos meus pais estava a contar com a ajuda da minha irmã para segurar as pontas logisticamente lá de casa... Pois que agora era só eu e o meu pai...
Mas pronto, 5 dias depois da operação da minha mãe entra a minha irmã para o bloco e as coisas têm corrido benzito. Falta agora o tempo dos tratamentos para a minha mãe, e da recuperação para a minha irmã, mas devagarinho as coisas lá vão indo. O meu pai tem ajudado imenso, já fez mais nestas semanas que em 26 anos de casamento e o meu amor maior tem sido o meu pilar, dando-me uma ajuda enorme em nossa casa e na dos meus pais.
Quero férias.
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