Hoje vou sair do trabalho, vou chegar a casa, jantar e vou-me deitar no peito dele e matar saudades. De estar só eu e ele ali enroscados um no outro a ver um filme ou um programa na tv. De não ter casa para arrumar, nada para limpar. Só eu e ele. Ali juntos. A namorar, a pegar um com o outro, a rir e a conversar. Depois de 9 dias a trabalhar a tempo inteiro, depois de outros tantos a preocupar-me com trabalho, pais, casas limpas. Eu vou descansar. Chegar a casa, vestir aquela roupa confortável de andar por casa, descalçar os sapatos. E vou estar com ele. Simplesmente eu e ele.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Há fases da vida tremendamente... lixadas.
Há fases na vida em que eu gostava de ser caracol, ou tartaruga... Assim ao minimo problema enfiava-me carapaça dentro e nada do que vinha de fora me podia atingir...
Nos últimos tempos tenho desejado cada vez mais enfiar-me dentro da minha carapaça, os problemas são mais que muitos, as preocupações demasiadas, o nivel de saturação anda lá no alto.
A minha Super-Mãe felizmente está bem, o primeiro nível desta dificil escalada até à recuperação está completo, a operação correu bem, não houve complicações e ela foi super mimada pelos colegas, pelos amigos, e pela familia. Agora estamos no segundo nivel que é a angustiante espera dos resultados para iniciar tratamentos, mas tenho a certeza que com a nossa ajuda e a super vontade dela tudo se irá desenrolar com um enorme positivismo e olhos no futuro.
Não chegando já o negro problema que se abateu sobre nós, a minha rica irmã "decidiu" dois dias antes à operação da minha mãe partir um pé e também ela ter que "ir à faca". E eu vi a minha vida muito mal parada porque entre a minha casa, o trabalho, ajudar em casa dos meus pais estava a contar com a ajuda da minha irmã para segurar as pontas logisticamente lá de casa... Pois que agora era só eu e o meu pai...
Mas pronto, 5 dias depois da operação da minha mãe entra a minha irmã para o bloco e as coisas têm corrido benzito. Falta agora o tempo dos tratamentos para a minha mãe, e da recuperação para a minha irmã, mas devagarinho as coisas lá vão indo. O meu pai tem ajudado imenso, já fez mais nestas semanas que em 26 anos de casamento e o meu amor maior tem sido o meu pilar, dando-me uma ajuda enorme em nossa casa e na dos meus pais.
Quero férias.
sábado, 1 de agosto de 2009
Ele*
Eu de vez em quando volto a apaixonar-me por ele. Há qualquer coisa que activa aquele click e que me faz perceber que apesar de tudo, ele que me completa mais e mais.
Ele é do tipo de pessoa que quando está com o modo discussão ON berra muito, berra alto, diz tudo o que lhe vem à cabeça e mais alguma coisa. Muitas vezes é duro e diz coisas da boca para fora só para magoar. (Como a maior parte de nós eu acho).
Mas depois também é o tipo de pessoa que depois de uma discussão em que eu me meti na cama porque estava exausta e não me apetecia lutar mais contra o mundo nem resolver nada, me faz festas na cara, miminhos no cabelo, dá-me beijinhos nas orelhas, diz-me ao ouvido muito baixinho que me ama, enquanto pensa que já durmo.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Nuvens Negras
Há uns dias surgiram umas nuvens muito negras nos nossos horizontes, e eu dou por mim a ter medo como nunca tive na vida. Tanto, mas tanto medo. Dou por mim a não querer o amanhã porque com ele o futuro pode ser impossível de suportar com tamanha dor. Ando meio que perdida sem saber o que fazer, o que dizer, o que demonstrar, apenas sei o que sinto. E esse é um medo tão grande, muito maior que os meus ombros conseguem suportar.
E respiro fundo, e rezo não sei bem a quê, nem a quem, porque as pessoas que mais amamos não deviam ficar doentes, deviam ser imortais e não sei se quero acreditar num deus que a deixou ficar assim. Mas dou por mim a rezar, a ter fé que tudo vai correr bem, porque apenas a fé me permite pensar que o sol vai voltar a brilhar e vai empurrar estas nuvens para muito longe.
E é com a maior esperança, com o maior medo do mundo mas também com a maior fé que olho para ela, consigo sorrir e dizer-lhe num abraço, vai tudo correr bem, porque ela é a mulher mais forte, mais bem disposta, mais positiva que eu conheço. E é a melhor Mãe do Mundo. É a minha, e eu amo-a tanto e quero-a aqui comigo.
A minha mãe está doente. Espera-nos a prova mais dificil que já tivemos que enfrentar como família. E sei que ela vai enfrenta-la com a força furacão que só ela sabe ter, e que vamos ouvir muitas vezes aquela gargalhada que enche uma sala. E sei que vai ter sempre junto a si os amigos, a familia, os colegas, porque é impossivel não gostar dela, porque é impossível não a admirar.
E neste momento, em que eu sou filha ponho a minha mãe no meu regaço, faço-lhe festinhas no cabelo como só ela me podia ter ensinado e digo-lhe que não tarda nada já passou. Mas tenho medo. Tanto.
Obrigada aos meus amigos que são os melhores do mundo e que disseram palavras que me serenaram o coração e fizeram com que a pior semana da minha vida chegasse ao fim comigo ainda inteira, ao meu pai que ainda me consegue pegar ao colo num abraço chamar-me de princesa e dizer que tudo vai ficar bem, e à minha melhor metade. Simplesmente não existem adjectivos para o classificar. Ele é mais.
Arrumado em:
Recantos de Família,
Recantos de Mim
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Quando tudo vale a pena*
Não é quando sorris que acontece. Não é quando me abraças sem razão aparente. Não é quando me dás um beijo, nem mesmo quando dizes que me amas. Não é quando nos sentimos únicos no mundo, não é quando fazemos amor, não é quando olhas para mim e me fazes sentir tua.
Acontece nos intervalos das coisas boas. É quando desesperamos um com o outro, é quando berramos para sermos ouvidos, em que explodimos e mostramos o pior que temos em nós, é quando dizemos o que queremos, e deixamos fugir o que não queremos.
É quando por momentos damos tudo como perdido, em que não conseguimos sequer olhar-nos nos olhos, é quando se batem portas e se magoa de propósito o outro porque isso nos faz sentir um bocadinho menos perdidos.
E é aí que acontece, quando de repente, no meio daquelas palavras duras, no meio de berros e de mil pensamentos que nos cruzam a mente, nos apercebemos que temos algo por que vale a pena lutar, por que vale a pena ficar e tentar que dê certo. Porque é nestes entretantos que nos lembramos o que estamos ali a fazer e o que nos faz querer estar juntos.
É aí que acontece, quando temos a certeza que apesar das discussões, dos defeitos e feitios, do que foi feito e dito que isto vai dar certo. Porque apesar de tudo, sabemos que no fim, sairemos de tudo muito mais unidos e fortalecidos. E cada vez com mais certezas que vale a pena.
*Inspirado em conversa com a cunhadita....
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