quinta-feira, 16 de julho de 2009

Nuvens Negras

Há uns dias surgiram umas nuvens muito negras nos nossos horizontes, e eu dou por mim a ter medo como nunca tive na vida. Tanto, mas tanto medo. Dou por mim a não querer o amanhã porque com ele o futuro pode ser impossível de suportar com tamanha dor. Ando meio que perdida sem saber o que fazer, o que dizer, o que demonstrar, apenas sei o que sinto. E esse é um medo tão grande, muito maior que os meus ombros conseguem suportar.
E respiro fundo, e rezo não sei bem a quê, nem a quem, porque as pessoas que mais amamos não deviam ficar doentes, deviam ser imortais e não sei se quero acreditar num deus que a deixou ficar assim. Mas dou por mim a rezar, a ter fé que tudo vai correr bem, porque apenas a fé me permite pensar que o sol vai voltar a brilhar e vai empurrar estas nuvens para muito longe.
E é com a maior esperança, com o maior medo do mundo mas também com a maior fé que olho para ela, consigo sorrir e dizer-lhe num abraço, vai tudo correr bem, porque ela é a mulher mais forte, mais bem disposta, mais positiva que eu conheço. E é a melhor Mãe do Mundo. É a minha, e eu amo-a tanto e quero-a aqui comigo.
A minha mãe está doente. Espera-nos a prova mais dificil que já tivemos que enfrentar como família. E sei que ela vai enfrenta-la com a força furacão que só ela sabe ter, e que vamos ouvir muitas vezes aquela gargalhada que enche uma sala. E sei que vai ter sempre junto a si os amigos, a familia, os colegas, porque é impossivel não gostar dela, porque é impossível não a admirar.
E neste momento, em que eu sou filha ponho a minha mãe no meu regaço, faço-lhe festinhas no cabelo como só ela me podia ter ensinado e digo-lhe que não tarda nada já passou. Mas tenho medo. Tanto.
Obrigada aos meus amigos que são os melhores do mundo e que disseram palavras que me serenaram o coração e fizeram com que a pior semana da minha vida chegasse ao fim comigo ainda inteira, ao meu pai que ainda me consegue pegar ao colo num abraço chamar-me de princesa e dizer que tudo vai ficar bem, e à minha melhor metade. Simplesmente não existem adjectivos para o classificar. Ele é mais.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Quando tudo vale a pena*

Não é quando sorris que acontece. Não é quando me abraças sem razão aparente. Não é quando me dás um beijo, nem mesmo quando dizes que me amas. Não é quando nos sentimos únicos no mundo, não é quando fazemos amor, não é quando olhas para mim e me fazes sentir tua.
Acontece nos intervalos das coisas boas. É quando desesperamos um com o outro, é quando berramos para sermos ouvidos, em que explodimos e mostramos o pior que temos em nós, é quando dizemos o que queremos, e deixamos fugir o que não queremos.
É quando por momentos damos tudo como perdido, em que não conseguimos sequer olhar-nos nos olhos, é quando se batem portas e se magoa de propósito o outro porque isso nos faz sentir um bocadinho menos perdidos.
E é aí que acontece, quando de repente, no meio daquelas palavras duras, no meio de berros e de mil pensamentos que nos cruzam a mente, nos apercebemos que temos algo por que vale a pena lutar, por que vale a pena ficar e tentar que dê certo. Porque é nestes entretantos que nos lembramos o que estamos ali a fazer e o que nos faz querer estar juntos.
É aí que acontece, quando temos a certeza que apesar das discussões, dos defeitos e feitios, do que foi feito e dito que isto vai dar certo. Porque apesar de tudo, sabemos que no fim, sairemos de tudo muito mais unidos e fortalecidos. E cada vez com mais certezas que vale a pena.
*Inspirado em conversa com a cunhadita....

domingo, 14 de junho de 2009

Overwhelming*

Quando nos voltamos a reencontrar disseste-me algo que ainda me faz sorrir sempre que me lembro. Viraste-te, e com toda a segurança que tens em ti e disseste-me: "O que tem que acontecer, acontece, seja mais cedo ou mais tarde." E é mesmo. Às vezes esqueço-me daquele tempo, mas a verdade é que nos conhecemos desde sempre, eramos uns miúdos acabados de entrar para a primária. E tu sempre atrás de mim, sempre a dizeres que gostavas de mim e que querias ser meu namorado.. E eu sempre a dar-te para trás... E depois nunca mais nos vimos... E passados 11 anos não sei o que foi que me levou naquele dia a ir ao hi5, não sei o que me levou a procurar-te. Depois encontrei-te e a minha vida ficou de pernas para o ar. E mudaste tudo, levaste os meus medos e trouxeste-me certezas. Trouxeste o amor e deste-me metade de ti. 3 anos. Parece que foi ontem, parece que é sempre. Parece que brincamos com o destino e tanto andamos que no fim foi ele quem nos pregou uma partida. Amo-te. Hoje três anos depois, no mesmo sitio onde me deste a mão pela primeira vez, onde me olhaste nos olhos e me deste um beijo cuja força ainda hoje permanece, pediste-me em casamento, com direito a anel e a uma sensação arrebatadora que ainda não me largou. Amo-te, e mil vezes sim. És único, és meu, és tudo.
A nossa história, contada de forma rápida até parece tirada de um conto de fadas. Não o é, mas mesmo assim não a trocava por nenhum principe num cavalo branco. Amo-te. Obrigada pelos primeiros três anos do resto da minha vida.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Senhor todo poderoso dos euros...

Eu devia estar louca quando aceitei tal proposta. Trabalhar durante esta semana das 7.30 (SETE E MEIA DA MANHÃ, PORRA!) até às 21 (NOVE DA NOITE, CARACINHAS!!), para cobrir as férias da minha colega... Ela merece as fériazinhas e o sossego dela, mas fogo que me CUSTA HORRORES!!! É que vendo por este prisma... quando a maioria do pessoal entra ao trabalho, já eu tou farta de trabalhar... e quando o pessoal sai eu ainda tenho que aqui ficar umas quantas horinhas... raistafoda Filipa mais as tuas ideias.... Eu ontem cheguei a casa, tomei banho e oupas prá cama, nem sequei o cabelo... Por isso senhor todo poderoso dos euros, aka patrãozinho... É bom que no fim do mês compense e que a minha conta bata palminhas de contente!! Eu nem sou de dizer asneiras masahhhfodasse no que eu me vim meter!!!

sábado, 30 de maio de 2009

Recordar é bom... I

Faz hoje 3 anos que eu ganhei coragem e enviei aquela mensagem via hi5. O destinatário era um colega da escola primária que não via desde o último dia da 4ª classe.
E foi assim que (re)começou.