Começou. Falta 1 mês para os meus anos, falta pouco menos para o Natal. Quem me conhece sabe que é a época que mais amo no ano. Fico em pulgas para que a noite de Natal chegue rápido rapidinho, e depois fico a contar os dias até aos meus anos, e depois já só penso na festa da passagem de Ano. Este ano não é diferente. É especial. Muito mais especial. Este é o primeiro ano de muitos que passamos o Natal juntos. E comprar a árvore, as luzes, os enfeites, o presépio para a nossa casa foi algo que adorei fazer contigo. E pôr tudo no seu sitio, contigo ao lado foi algo de mágico. E quando no fim, tudo pronto ligaste as luzes, não me poderias ter feito mais feliz. Hoje temos uma árvore como eu sempre sonhei, grande, com luzes, neve e uma estrelinha no cimo. A estrelinha que ainda vai ter muito que brilhar nas nossas vidas e que nos vai levar ao sitio certo.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Tu
Há dias em que não acredito. Em que olho incrédula para tudo o que hoje temos e não consigo perceber onde foi que tudo mudou. Onde tu passaste a fazer parte de mim, onde a partilha começou a ser tão intensa, onde se deu o clique que te transformaria em alguém tão especial para mim. Não sei o que é, não posso afirmar que é o teu olhar, o teu jeito, as tuas mãos, os teus sussurros ao ouvido, ou a força dos teus abraços, não sei o que é, mas há qualquer coisa em ti que me faz apaixonar por ti todos os dias de novo, como se fosse a primeira vez que te beijo, como se fosse o primeiro bom dia que ouço da tua boca, como se o abraço fosse o primeiro. Há qualquer coisa em ti, não sei bem o quê, que me faz amar-te mais e mais todos os dias. E ao adormecer ao teu lado, ao sentir a tua respiração bem perto de mim, sei que ao acordar te vou amar mais. E ao sentar-me no sofá ao teu lado, ao encontrar o encaixe perfeito no teu corpo sei que te vou amar mais. E ao olhar pelo fundinho do olho, ao tentar encontrar-te a alma, vejo um amor desmedido sair dos teus olhos na minha direcção. E não há momento melhor que esse. Em que em silêncio vens ao meu encontro, me abraças e me fazes sentir mais e mais amada.
Is there anybody out there?
Vim limpar o pó aos cantos da casa, já me deparei com umas teias de aranha entre dois posts, o ar está bafiento, mas as janelas estão abertas, os dedos prontos a teclar e prometo que vou tentar que da próxima vez a ausência não seja tão prolongada.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
A saga do 6.
600 meses. 6000 Euros. São as únicas coisas que recordo daquele dia 16 de Outubro de 2008. Por volta das 10 da manhã, eu e o meu gajo assinamos um papel normalíssimo que nos levou 6000 (SEIS MIL EUROS) de impostos e que nos vai levar 600 (SEISCENTOS) meses a pagar. O baque ainda não passou. Levaram-me 6 mil euros para imposto. Não os comi, não os bebi, não lhes senti o cheiro, nem os usei para uma plástica. Foram embora, assim como chegaram do banco, de fininho. Agora já estou mais calminha, mas durante uns dias visualizava-me a esmagar com um barrote de ferro a cabeça daquele que se abeira-se de mim a falar da crise em que o Estado está. Crise a rameira que os pariu, que levaram-me 6 MIL EUROS, só porque sim.
E os 600 meses? Que confusão me fizeram ver lá 600 meses... Nã0 podiam ter lá escrito 50 anos? É que parece muito menos tempo do que os 600 meses que ainda me faltam para pagar a casa!!! Eu não duro 600 meses! Mas como a minha amiga Teresa falou, para o mês que vem já só faltam 599.
Mas lá está, 6 mil euros depois, 6 idas ao IKEA buscar as mobilias, 3 discussões com o meu gajo pela disposição dos móveis mais 3 por eu não ter força para pegar no pénis das caixas, e a faltar 600 meses para lhe poder dizer de livre direito que é nossa. Temos casa.
E é óptima a sensação de chegar a casa ao fim do dia e me aninhar nos braços dele. E de adormecer sempre com os pés quentinhos, porque ele tolera aquecer-me os meus pés de gelo. E o beijo de boa noite. E de poder dizer que o amo todos os dias.
Obrigada a TI meu amor.
Arrumado em:
Recantos de Família,
Recantos de Nós
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Reminiscências
Segunda-feira fui a Lisboa, precisava de ir à faculdade tratar de umas coisas, entrei no Intercidades e meti-me ao caminho. E de repente deram-me as saudades, fiquei nostálgica por um tempo que já passou, aconteceu, em que tanto as coisas boas como as más foram vividas em pleno.
Chegar a Lisboa e ser recebida por uma cidade de Inverno. O transito caótico de fim de tarde, o corre-corre para lado nenhum. O frio ao andar a pé naquelas ruas que já foram as minhas. Decidi deixar o 28 de parte e ir a pé desde Santa Apolónia até ao Cais do Sodré. Matar saudades das minhas ruas, dos meus cafés de sempre, das pessoas de todos os dias.
É estranho estar com saudades de alguma coisa da qual eu optei por largar, é estranho sentir-me bem numa cidade da qual quis fugir. Mas também é verdade que foram 5 anos. 5 anos de loucuras, de aventuras, de sorrisos e devaneios. O Panteão e as Serenatas, as Recepções aos Caloiros e as Semanas Académicas, o traçar da capa, as noites no Bairro, as manhãs no Cana Verde, os concertos, os táxis às 5 da manhã, o nascer do dia espelhado no Rio, os passeios pela Baixa, os Km percorridos entre a Rua Augusta e os Armazéns.
Dizem que quando estamos bem connosco só as coisas boas importam, as más são guardadas num fundo recôndito da nossa memória. Eu ainda não guardei todas as más memórias, o estar longe de casa, daquelas pessoas que sabem sempre dar um mimo nem que seja por estarem lá. A sensação de solidão que se abatia sobre mim em cada partida em Campanhã, o estar rodeada de tanta gente e sentir-me a pessoa mais desamparada à face da terra, a sensação de não pertencer a lado nenhum, o estar entre dois mundos. Ainda não esqueci.
Mas tenho saudades de sair da faculdade já com a noite avançada e ir jantar com o pessoal à tasquinha do Sr. Manel e partir em busca do reconhecer da noite, tenho saudades das maratonas de estudo e de trabalhos anuais sempre vividos ao máximo até à hora de entrega, e tenho saudades das horas intermináveis de conversa no Cana Verde, das viagens ao fim da tarde no comboio para casa com o mp3 a falar-me ao coração, tenho saudades do frio espelhado na luz mágica que só Lisboa emana no Outono suavemente misturado com odor das castanhas assadas do senhor do Cais do Sodré. E claro, tenho saudades da malta.
Continuo entre dois mundos. Lisboa estranha-se, mas entranha-se. Prende-nos, largando-nos no corre-corre frenético dos dias. Tenho saudades.
Chegar a Lisboa e ser recebida por uma cidade de Inverno. O transito caótico de fim de tarde, o corre-corre para lado nenhum. O frio ao andar a pé naquelas ruas que já foram as minhas. Decidi deixar o 28 de parte e ir a pé desde Santa Apolónia até ao Cais do Sodré. Matar saudades das minhas ruas, dos meus cafés de sempre, das pessoas de todos os dias.
É estranho estar com saudades de alguma coisa da qual eu optei por largar, é estranho sentir-me bem numa cidade da qual quis fugir. Mas também é verdade que foram 5 anos. 5 anos de loucuras, de aventuras, de sorrisos e devaneios. O Panteão e as Serenatas, as Recepções aos Caloiros e as Semanas Académicas, o traçar da capa, as noites no Bairro, as manhãs no Cana Verde, os concertos, os táxis às 5 da manhã, o nascer do dia espelhado no Rio, os passeios pela Baixa, os Km percorridos entre a Rua Augusta e os Armazéns.
Dizem que quando estamos bem connosco só as coisas boas importam, as más são guardadas num fundo recôndito da nossa memória. Eu ainda não guardei todas as más memórias, o estar longe de casa, daquelas pessoas que sabem sempre dar um mimo nem que seja por estarem lá. A sensação de solidão que se abatia sobre mim em cada partida em Campanhã, o estar rodeada de tanta gente e sentir-me a pessoa mais desamparada à face da terra, a sensação de não pertencer a lado nenhum, o estar entre dois mundos. Ainda não esqueci.
Mas tenho saudades de sair da faculdade já com a noite avançada e ir jantar com o pessoal à tasquinha do Sr. Manel e partir em busca do reconhecer da noite, tenho saudades das maratonas de estudo e de trabalhos anuais sempre vividos ao máximo até à hora de entrega, e tenho saudades das horas intermináveis de conversa no Cana Verde, das viagens ao fim da tarde no comboio para casa com o mp3 a falar-me ao coração, tenho saudades do frio espelhado na luz mágica que só Lisboa emana no Outono suavemente misturado com odor das castanhas assadas do senhor do Cais do Sodré. E claro, tenho saudades da malta.
Continuo entre dois mundos. Lisboa estranha-se, mas entranha-se. Prende-nos, largando-nos no corre-corre frenético dos dias. Tenho saudades.
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