Passaram-se dois anos desde que decidimos terminar o que tinhamos. Passaram-se dois anos desde que tivemos uma grande discussão e saiste daqui e me deixaste perdida. Precisamos de vários meses para remediar os estragos que tinham sido feitos, para nos reconhecermos outra vez. Hoje sei que foram meses que me custaram muito, mas sei também que foram precisos para construir-mos aquilo que temos. Hoje sei que apesar das incertezas, das desconfianças, do medo, a melhor coisa que fiz foi fechar os olhos, abrir os braços e atirar-me de cabeça outra vez em direcção ao "nós". Hoje dois anos depois temos agora algumas certezas. Temos agora em construcção uma vida em comum que se espera que dure para sempre.
O ano passado foi assim.
Este ano chegamos a nossa casa, juntos. Deitamo-nos, enroscamo-nos a ver um filme, fizemos amor, demos um beijo de boa noite que repetimos todas as noites e adormeceste ao meu lado. Adoro ficar a ver-te dormir ali mesmo ao meu lado, à distância de um dar de mãos, de um enroscar de pés. Durante a noite senti-te a mexer, procuraste-me na cama, fizeste-me uma festa e perguntaste se estava bem. Não te respondi, mas sorri. E amei-te. Ainda mais.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
20 dias depois
E eu juro que me queria sentar aqui a contar as novidades, a imortalizar todos os momentos que tenho passado, todas as desavenças e conquistas que se tem feito. Mas hoje que me parecia um bom dia como outro qualquer para me sentar ao computador e contar as minhas aventuras e desventuras no mundo dos crescidos, de repente os dedos prendem e não sai nada coerente. Melhores dias virão, quero acreditar.
A escritura está (finalmente) marcada, foi um parto dificil mas estamos a um passo pequenino de nos endividarmos para o resto da vida e de fazermos de tudo para sermos felizes a maior parte do tempo.
Arrumado em:
Recantos de Família,
Recantos de Mim,
Recantos do Blog
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Este é o mês...
Ainda é um bocadinho estranho, mas chegou a altura em que nos vamos (finalmente!) mudar. O meu quarto já foi desmontado, as minhas coisas já estão todas na casa nova encaixotadas à espera que sejam montados os móveis para encontrarem o seu sitio. Ainda não consigo dizer "a minha casa" e a "casa dos meus pais". Mas estou feliz. Aterrada de medo, mas feliz. Devo tudo ao meu gajo. Eu ando meia atarantada com tudo o que há para fazer, o meu gajo cada vez o acho mais um super-homem porque leva tudo de uma forma metódica que faz tudo parecer fácil. Ando às compras, ando de um lado para o outro. Sábado foi dia de andar de loja em loja de lista em riste a comprar tudo o que é preciso numa casa, desde pratos, tachos, talheres, tudo. Domingo foi dia de carregar grande parte da mobilia. Ontem foi noite para namorar. Hoje foi tarde de pintar. Tenho, graças ao meu amor maior, o escritório com uma parede verde alface linda! E cada vez tenho mais a certeza que não há outro como ele, só ele sabe (eu desconfio) como anda cansado e mesmo assim não pára sem deixar tudo direitinho. É graças a ele que vai ser tão bom fazer daquele cantinho o nosso refugio.
A nossa casa. Amanhã ficamos lá.
Para a semana assinamos os papéis e passamos a estar endividados até os nossos netos serem avós. Mas espero que sejamos felizes, ou que nos matemos a tentar.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Olá...
O meu nome é Fiwipinha e sou a rapariga que mais depressa arranja e desarranja emprego. Agora vocês todos: Olá Fiwipinha!
Bah começo a ficar chateada com esta merda, começo até mesmo a desanimar. Devo ser a pessoa que já teve mais vezes o 1º dia repetido over-and-over-again.
Já parece um ritual esta merda, 1º um telefonema a marcar entrevista, aceito e fico toda contente, depois a entrevista, aumento a contentice, depois ficam de ligar a dizer se fiquei ou não, ansiedade a rodos, depois o telefone toca, ah e tal afinal ficou, felicidade ao rubro, é agora que isto começa a correr bem e eu começo a ser útil, depois primeiro dia é que já tem algumas modificações, ou são eles que me tentam comer com o contracto, ou é o trabalho que é uma merda de vender cartões de crédito aos pobres que passam, ou é uma merda porque o 1º dia até corre bem, e vamos pró segundo e afinal já só querem pessoas com experiência numa coisa tão elaborada como a merda do tele-marketing....
Bah puta-merda pra isto tudo. Vou continuar a procurar, mas estou a um passo de me inscrever no mercado negro ou de pegar na trouxa, no meu gajo e ala lá pra fora que este país está uma merdice que só visto. Estou revoltada. Vou ali respirar fundo e já venho.
Bah começo a ficar chateada com esta merda, começo até mesmo a desanimar. Devo ser a pessoa que já teve mais vezes o 1º dia repetido over-and-over-again.
Já parece um ritual esta merda, 1º um telefonema a marcar entrevista, aceito e fico toda contente, depois a entrevista, aumento a contentice, depois ficam de ligar a dizer se fiquei ou não, ansiedade a rodos, depois o telefone toca, ah e tal afinal ficou, felicidade ao rubro, é agora que isto começa a correr bem e eu começo a ser útil, depois primeiro dia é que já tem algumas modificações, ou são eles que me tentam comer com o contracto, ou é o trabalho que é uma merda de vender cartões de crédito aos pobres que passam, ou é uma merda porque o 1º dia até corre bem, e vamos pró segundo e afinal já só querem pessoas com experiência numa coisa tão elaborada como a merda do tele-marketing....
Bah puta-merda pra isto tudo. Vou continuar a procurar, mas estou a um passo de me inscrever no mercado negro ou de pegar na trouxa, no meu gajo e ala lá pra fora que este país está uma merdice que só visto. Estou revoltada. Vou ali respirar fundo e já venho.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Contrariedades
Às vezes tomamos decisões e nem sequer pomos a hipótese que algo vá correr mal. Às vezes fechamos os olhos, lançamo-nos ao desconhecido e esperamos aguentar com o impacto. Às vezes olhamos em frente e vemos que o futuro nos aguarda lá à frente e vemos que chegamos lá com toda a força que desconhecemos. Ás vezes.
Outras, somos atingidos por todos os lados, não nos conseguimos recuperar a tempo e vamos a baixo, quebramos como vidro e tudo parece sem saída à nossa volta. Perdemos a força, e a mais ínfima contrariedade nos parece impossível de superar. O impacto é aterrador, deixa-nos à beira do fracasso.
Ultimamente tem sido assim, parece que tudo o que se projectou, todos os planos que fizemos, todos os sonhos que construímos têm vindo a ser abalados. Chego a ter inveja daqueles que sonham e sem qualquer dificuldade obtêm o que desejaram. Sem batalhas, sem lutas, sem momentos de desânimo. Mas tenho-te a ti. E tu tens-me a mim e o que o desânimo não contava era que nos tivéssemos um ao outro, e que quando as forças faltam a um, está lá o outro para segurar os dois. E sei, tenho a certeza, que assim que obtivermos o que agora queremos, aquilo porque agora lutamos o sabor vai ser diferente. Vai ser tudo.
Amo-te. E amo a certeza com que me dizes que vai tudo correr bem, que vamos conseguir o que sempre quisemos. Porque apesar de agora tudo parecer desfavorável temos o mais importante. Um ao outro e juntos somos mais.
Outras, somos atingidos por todos os lados, não nos conseguimos recuperar a tempo e vamos a baixo, quebramos como vidro e tudo parece sem saída à nossa volta. Perdemos a força, e a mais ínfima contrariedade nos parece impossível de superar. O impacto é aterrador, deixa-nos à beira do fracasso.
Ultimamente tem sido assim, parece que tudo o que se projectou, todos os planos que fizemos, todos os sonhos que construímos têm vindo a ser abalados. Chego a ter inveja daqueles que sonham e sem qualquer dificuldade obtêm o que desejaram. Sem batalhas, sem lutas, sem momentos de desânimo. Mas tenho-te a ti. E tu tens-me a mim e o que o desânimo não contava era que nos tivéssemos um ao outro, e que quando as forças faltam a um, está lá o outro para segurar os dois. E sei, tenho a certeza, que assim que obtivermos o que agora queremos, aquilo porque agora lutamos o sabor vai ser diferente. Vai ser tudo.
Amo-te. E amo a certeza com que me dizes que vai tudo correr bem, que vamos conseguir o que sempre quisemos. Porque apesar de agora tudo parecer desfavorável temos o mais importante. Um ao outro e juntos somos mais.
Subscrever:
Mensagens (Atom)