terça-feira, 23 de setembro de 2008

20 dias depois

E eu juro que me queria sentar aqui a contar as novidades, a imortalizar todos os momentos que tenho passado, todas as desavenças e conquistas que se tem feito. Mas hoje que me parecia um bom dia como outro qualquer para me sentar ao computador e contar as minhas aventuras e desventuras no mundo dos crescidos, de repente os dedos prendem e não sai nada coerente. Melhores dias virão, quero acreditar.
A escritura está (finalmente) marcada, foi um parto dificil mas estamos a um passo pequenino de nos endividarmos para o resto da vida e de fazermos de tudo para sermos felizes a maior parte do tempo.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Este é o mês...

Ainda é um bocadinho estranho, mas chegou a altura em que nos vamos (finalmente!) mudar. O meu quarto já foi desmontado, as minhas coisas já estão todas na casa nova encaixotadas à espera que sejam montados os móveis para encontrarem o seu sitio. Ainda não consigo dizer "a minha casa" e a "casa dos meus pais". Mas estou feliz. Aterrada de medo, mas feliz. Devo tudo ao meu gajo. Eu ando meia atarantada com tudo o que há para fazer, o meu gajo cada vez o acho mais um super-homem porque leva tudo de uma forma metódica que faz tudo parecer fácil. Ando às compras, ando de um lado para o outro. Sábado foi dia de andar de loja em loja de lista em riste a comprar tudo o que é preciso numa casa, desde pratos, tachos, talheres, tudo. Domingo foi dia de carregar grande parte da mobilia. Ontem foi noite para namorar. Hoje foi tarde de pintar. Tenho, graças ao meu amor maior, o escritório com uma parede verde alface linda! E cada vez tenho mais a certeza que não há outro como ele, só ele sabe (eu desconfio) como anda cansado e mesmo assim não pára sem deixar tudo direitinho. É graças a ele que vai ser tão bom fazer daquele cantinho o nosso refugio.
A nossa casa. Amanhã ficamos lá.
Para a semana assinamos os papéis e passamos a estar endividados até os nossos netos serem avós. Mas espero que sejamos felizes, ou que nos matemos a tentar.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Olá...

O meu nome é Fiwipinha e sou a rapariga que mais depressa arranja e desarranja emprego. Agora vocês todos: Olá Fiwipinha!

Bah começo a ficar chateada com esta merda, começo até mesmo a desanimar. Devo ser a pessoa que já teve mais vezes o 1º dia repetido over-and-over-again.
Já parece um ritual esta merda, 1º um telefonema a marcar entrevista, aceito e fico toda contente, depois a entrevista, aumento a contentice, depois ficam de ligar a dizer se fiquei ou não, ansiedade a rodos, depois o telefone toca, ah e tal afinal ficou, felicidade ao rubro, é agora que isto começa a correr bem e eu começo a ser útil, depois primeiro dia é que já tem algumas modificações, ou são eles que me tentam comer com o contracto, ou é o trabalho que é uma merda de vender cartões de crédito aos pobres que passam, ou é uma merda porque o 1º dia até corre bem, e vamos pró segundo e afinal já só querem pessoas com experiência numa coisa tão elaborada como a merda do tele-marketing....

Bah puta-merda pra isto tudo. Vou continuar a procurar, mas estou a um passo de me inscrever no mercado negro ou de pegar na trouxa, no meu gajo e ala lá pra fora que este país está uma merdice que só visto. Estou revoltada. Vou ali respirar fundo e já venho.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Contrariedades

Às vezes tomamos decisões e nem sequer pomos a hipótese que algo vá correr mal. Às vezes fechamos os olhos, lançamo-nos ao desconhecido e esperamos aguentar com o impacto. Às vezes olhamos em frente e vemos que o futuro nos aguarda lá à frente e vemos que chegamos lá com toda a força que desconhecemos. Ás vezes.
Outras, somos atingidos por todos os lados, não nos conseguimos recuperar a tempo e vamos a baixo, quebramos como vidro e tudo parece sem saída à nossa volta. Perdemos a força, e a mais ínfima contrariedade nos parece impossível de superar. O impacto é aterrador, deixa-nos à beira do fracasso.

Ultimamente tem sido assim, parece que tudo o que se projectou, todos os planos que fizemos, todos os sonhos que construímos têm vindo a ser abalados. Chego a ter inveja daqueles que sonham e sem qualquer dificuldade obtêm o que desejaram. Sem batalhas, sem lutas, sem momentos de desânimo. Mas tenho-te a ti. E tu tens-me a mim e o que o desânimo não contava era que nos tivéssemos um ao outro, e que quando as forças faltam a um, está lá o outro para segurar os dois. E sei, tenho a certeza, que assim que obtivermos o que agora queremos, aquilo porque agora lutamos o sabor vai ser diferente. Vai ser tudo.

Amo-te. E amo a certeza com que me dizes que vai tudo correr bem, que vamos conseguir o que sempre quisemos. Porque apesar de agora tudo parecer desfavorável temos o mais importante. Um ao outro e juntos somos mais.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

E este tempinho?

Que não lembra a ninguém? Pleno Agosto e lá fora chove como se fosse Outono. Só tem uma vantagem estas mudanças drásticas de temperatura... As melgas morrem afogadas sem terem tempo de se reproduzirem e as minhas noites são substancialmente mais calmas sem elas. Pois que é Agosto, a produtividade do país anda a meio gás e por aqui passa-se o mesmo... A verdade é que não me tem apetecido escrever, nem sequer já tenho aquela coisa de abrir o blogger e deixar os dedos dar o gostinho ao teclado. É a silly season no seu pior, tantas bacoradas que se passam, tantas coisas para contar, tantos momentos para imortalizar. Mas não há vontade, não há pachorra. Sabem aqueles dias em que estão desanimados mas no entanto vêm uma luzinha lá ao fundo? Hoje estou assim... Volta sol, estás perdoado!