segunda-feira, 10 de março de 2008

Obrigada...

Quero agradecer a todos os que me mandaram mails, mensagens, e comentaram o blog nestes meus dias de indefinição... Não tenho palavras para descrever a alegria que é sentir o carinho de gente (que eu nunca vi na vida)... À força que me transmitiram, a quem se colocou à disposição para que eu sempre que precisasse desabafar contar com eles, só tenho aqui uma palavra a deixar. Obrigada. Significou muito.

A sério, do fundo do coração,

Obrigada!!!

sábado, 8 de março de 2008

A ti...

E foi com um "Então o que que se passa?" que te comecei a contar o que se passa cá dentro. Em que me mostrei como sou, que te contei o que ia cá dentro, e as forças que me estavam a faltar e eu não as consigo aranjar... Depois foi a tua vez. "É preciso eu ir os 3 meses para Lisboa para tu acabares isso?" E as palavras que saíam da tua boca directas para o meu coração que cada vez te amava mais. O apoio, a total certeza que aconteça o que acontecer, faça eu o que fizer tu estás lá, e nós os dois, juntos iremos sempre arranjar soluções para o que venha a acontecer. Não sou só eu, agora existes tu em mim, e existe o nós. Para tudo o que nos possa vir a acontecer. A segurança no teu abraço, o carinho dos teus beijos, significam o mundo. És a parte mais bonita do meu mundo.
Amo-te. E amo a força que me dás e como tornas os meus problemas numa coisa nossa, como me dás segurança e mesmo sem o dizeres me fazes sentir que tudo vai ficar bem.
Obrigada amor da minha vida.

terça-feira, 4 de março de 2008

Purgação*

*do Lat. purgatione
s. f.,
acto ou efeito de purgar, de limpar;
purificação;

É o que eu preciso. Não sei o que fazer. Não me reconheço, não sei o que fazer para sair da espiral de sentimentos em que estou. Nada do que se tem vindo a passar começou agora, tem vindo a ser um acumulado de sacrifícios… Nestes 5 anos que passaram várias foram as vezes que quis ir embora, largar tudo e voltar para casa, mas lá caía em mim e dizia que estava a tirar um curso que escolhi na cidade que quis. E conseguia sempre arranjar estratégias, força para continuar… Este ano não estou a conseguir fazer isso. Não estou a conseguir arranjar as forças que preciso para continuar. A sensação de incapacidade é grande, como nunca senti na vida. Como disse à minha orientadora “Não me reconheço, nunca fui assim…”

Custa mais porque está a acabar, vendo bem as coisas faltam só três meses para o estagio acabar, mas não tenho cabeça para enfrentar os três meses que faltam, não me vejo a estar cá mais 3 meses, só esse pensamento me causa uma sensação de aperto tão grande que as lágrimas não demoram a chegar.
Vendo friamente as coisas, parece que não existem razões para estar assim, parece uma razão parva querer parar com um esforço de 5 anos por “querer ir para casa”, mas foi um encher do copo, com grandes sacrifícios da minha parte, sacrifícios esses que não partilhei nunca com ninguém para não preocupar quem me rodeia. E este ano deu-se o transbordar do copo. Não dá, não estou a conseguir, não estou nada bem…

Só há um sentimento que me sossega, o total apoio dos meus pais, ao namorado nem contei metade, ainda, a sensação de fracasso perante os outros provoca-me ainda mais sofrimento. Sei que se fosse por mim parava já hoje, ia ao estágio, à faculdade e dizia que me ia embora e começava para o ano no Porto… Mas há outras pessoas envolvidas, há os pais que tanto esforço fazem para eu cá estar, há o namorado e todos os projectos que fizemos para quando eu acabasse o curso… E é isso que me faz sofrer, as expectativas dos outros sobre mim…

Hoje foi um dia tão mau que nem forças para sair da cama arranjei, fiquei em pânico, decidi procurar ajuda… Mas a mim só me apetece parar. Fechar os olhos e parar por uns tempos, e recomeçar lá, junto dos meus.

domingo, 2 de março de 2008

Entardecer

Sentou-se na esplanada e olhou à volta. Fechou os olhos, respirou fundo e sorriu. Tentou lembrar-se a todo o custo quando tinha começado a ser assim. A sentir-se acompanhada mesmo quando estava sozinha. E sem qualquer esforço os olhos dele surgiram-lhe no pensamento.
Não sabia quando é que ele se tornara parte dela, não conseguia precisar o momento em que toda a sua existência ganhara sentido só porque ele existia, para ela. Não é que ela vivesse em função dele, só para ele. Mas o facto de ele estar ali dava-lhe toda a segurança do mundo para ser ela. Sabia que todas as conquistas dela seriam festejadas por ele como se fossem suas, sabia que se algo corresse mal ele estaria lá para a deixar aninhar nos seus braços até que tudo lhe parecesse melhor. Sabia que com ele o mundo parecia muito mais feliz. Ela pelo menos era-o.
Mas não conseguia precisar o momento em que tudo começou a ser desta forma. Não tinha sido com o primeiro beijo, nem com a primeira discussão, nem quando fizeram as pazes uma e outra vez, nem quando cantaram alto no meio da rua agarrados sem medo que alguém os julgasse malucos, não fora quando ele lhe disse ao ouvido que a amava, nem quando a pedira que passasse a vida toda junto dele. Não foi quando ele lhe disse que ela era a mulher da vida dele, nem mesmo quando ela teve a certeza de que era capaz de ficar com ele para sempre. Foi no entretanto do decorrer dos dias. Nas pausas para os beijos rápidos, nas mensagens com simples “Amo-te”, nos telefonemas só para saber “Como estás?”, na intensidade dos olhares que trocavam sempre que estavam sozinhos no meio dos outros, na força do toque sempre que faziam amor. E era assim, naquela esplanada, em que ele não estava sequer perto dela, sentia-o na pele como aos raios de sol que lhe beijavam o corpo. Sabia-o sempre ali, perto, nela.
“Porquê que gostas tanto de mim como dizes?”
“Porque contigo posso ser eu. Só eu.”

sábado, 1 de março de 2008

#3 SMS Enviada

"Vou-te dizer uma coisa mas fica só entre nós... Se a contas a alguém, eu nego e chamo-te de mentiroso. Senti falta de hoje me acordares aos berros como tens feito nos últimos sábados."
Já falta pouco para estarmos juntos outra vez, uma semana passa a correr. Morro de saudades. E não gosto. Mas não tarda nada e tenho-te a entrar pelo quarto dentro a berrar: Acorda!!! =)
Amo-te, mesmo aos berros logo de manhã ;).