segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Coisas que me irritam…

Quando eu digo ou as pessoas descobrem por portas travessas que vou morar com o meu gajo, as reacções não são de todo as que eu estava à espera.. Passa tudo basicamente pela idade que nós temos… Sendo que iremos dar este passo pelo que tudo indica no fim do ano que, ele já terá 23 e eu estarei quase a faze-los, não me parece que seja uma má idade para casar e iniciar uma vida a dois…Mas, alguém me diz se por acaso está instituído em algum lado que só podemos morar juntos com a nossa cara metade a partir dos 25/30 anos??

É que o que me deixa ainda mais chateada, mas com f, é que o pessoal que reage pior, goza, deita abaixo, comenta e abana a cabeça em forma de desagrado tem tudo mais de 25 anos, não trabalha ou faz de conta que o faz e ainda mora com os pais que os sustentam… Ora se essa foi a escolha deles, tudo bem, eu não me meto, nem condeno, nem comento, agora não me venham dar sermões sobre “Ah e tal são muito novos isso não vai dar certo…”. É que por muito normal que seja agora aos 30 anos ainda se morar com os pais, ainda não ter responsabilidades de maior, ainda se fazer a mesma vidinha que faziam aos 20, eu não quero isso para mim, posso? Ou então são uns/as falhados/as que nunca tiveram um namorado por mais de 6 meses e que dificilmente se vêm a ter alguém que os queira aturar para o resto da vida… E só eu sei como o “...isso não vai dar certo” por parte desses me deixa piursa!!!

Porque eu sei para o que vou, ele também sabe, sabemos que nem tudo vai ser cor-de-rosa, sabemos que vai haver dias em que mal nos vamos conseguir ouvir um ao outro, em que eu vou desesperar porque não consigo estar sozinha sem partilhar o meu espaço com ele, em que vou ter vontade de o mandar à merda e ele a mim por discussões que vão surgir, em que vamos ter que nos sentar a pensar e a fazer malabarismos para pagar as contas ao final do mês, em que vamos ter que ter um jogo de cintura para trabalharmos, sairmos, sermos um casal e continuarmos a ser nós mesmos sem descurar nada do que agora nos faz feliz… mas decidimos dar este passo agora, porque agora faz todo o sentido, porque agora nos imaginamos juntos para sempre, porque partilhamos um objectivo comum, porque nos amamos e temos a certeza de que com esforço isto pode resultar e transformar-se no começo da aventura das nossas vidas.

Porque apesar de tantas coisas más que nos podem levar a baixar os braços e a desistir, sabemos os dois também que as coisas boas que temos em conjunto nos vão ajudar a levar isto com a alegria que nos caracteriza, que o bom humor que partilhamos vai ajudar-nos a encarar as dificuldades com mais facilidade. Porque apesar de me poder sentir sufocada com o ter que partilhar 24h/dia o meu espaço com ele, sei que só com ele é que faz sentido esta partilha. Porque apesar dos dias em que vamos gritar, discutir, dizer coisas que não queremos, sei que no fim virá sempre um abraço dos nossos, daqueles que valem o mundo e fazem com que as maiores dores desapareçam por magia. Porque apesar das contas para pagar sei que na pior das hipóteses sem dinheiro ficamos em casa enroscados no sofá um no outro ou na ramboiada com os amigos para uns copos chez-nous

Eu sei, apesar dos meus 22 anos, apesar de ser cedo como muitos me afirmam que vai dar certo. E é o que importa.

...

É por isso que custa voltar… cada vez me custa mais o caminho de volta, os momentos que passo aí, contigo, são simplesmente mágicos, mesmo que sejam do mais banal que possa haver. Estar contigo faz com qualquer coisa me saiba a paraíso…

Ter-te a entrar-me pelo quarto a dentro para me acordar Sábado de manhã ... (se bem que os berros e o teres-te atirado para cima de mim ainda comigo a dormir eram dispensáveis).
Sentar-me numa cadeira de uma agência imobiliária e ouvir-te dizer que estávamos ali porque queríamos comprar uma casa. Porque íamos morar juntos. Nós.
Ver-te deitado na minha cama, colado no FM e parares só para me dizeres “Sabes uma coisa? Amo-te muito.” (Parares de jogar é só por si uma prova de amor).
Ir ao cinema e encontrar em ti a forma do meu corpo, passar o filme encostada a ti, com os teus braços sobre mim num abraço que durou o filme todo.
Ir jogar bowling, ficar em ultimo lugar, com a auto-estima num caco e ouvir-te a dizer “Deixa lá, somos um casal, partilhamos tudo, tu ficas com metade da minha vitória e eu com metade da tua derrota..”
Fazer amor contigo e ficar ali depois naquele momento intocável em que nada de mal nos pode atingir, em que me sinto mais segura do que nunca. Em que pões os teus braços sob mim, em que eu me enrosco em ti e ficamos ali a dizer parvoíces, a brincar um com o outro, a achar que não existe melhor lugar para estar naquele momento, nem que existem outras pessoas além de nós.

És a minha melhor metade. E fazes-me uma falta desgraçada. E mesmo que quisesse nunca te conseguiria esquecer mal chego a Lisboa. Muito pelo contrário. Conto os dias para te voltar a ver… Já só faltam 3!

sábado, 12 de janeiro de 2008

Num passe de mágica...

E de repente é assim... Passa... Simplesmente deixa de existir... Desvanece-se no ar assim que os meus olhos tocam os teus... O aperto que tenho constantemente em mim desaparece num toque de mágica apenas com o teu aparecimento... Desconfio do que seja... É quando fico completa.. Encontro a outra metade de mim em ti, e de repente deixa de fazer sentido ter este aperto que sinto quando tu não estás... Quando me falta a minha melhor metade... Tu!
Amo-te. Tinha saudades da facilidade do meu sorriso quando estou contigo. Tinha saudades tuas, nossas.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Small Talk

Eu, como já aqui referi não sou uma gaja nada simpática… Então quando mete gente que eu simplesmente não gosto, não consigo disfarçar o tédio que sinto ao manter uma conversa… E o tédio e o aborrecimento fazem de mim a pessoa mais espirituosa que pode haver…
Hoje na faculdade dois seres desta espécie que eu abomino abordaram-me no bar (Bahhh já nem se pode comer um pão de deus com queijo e uma meia de leite sossegada porra!!!) para falar de trabalhos (ainda se fosse para resolver os problemas que criaram, mas não… adiante..) e repararam no meu mais novo adereço anelar…. A conversa que se seguiu foi maisómenos assim…

Ser irritante nrº1: Ah tens uma aliança… Nem sabia que namoravas… namoras??
Eu: Não! Achas mesmo?? O anel saiu-me na caixa dos cornflakes e eu olhei para ele e pensei "Xiça é mesmo parecido com o que a R. (a.k.a = ela) usa… Deve estar na moda… vou andar com ele." E ando…
Ser irritante nrº2: Oh lá estás tu com as tuas brincadeiras!! Mas namoras? Quem é ele??
Eu: Epah, é coisa que eu amava poder andar por ai a espalhar aos sete ventos, mas sabes, é que ele é famoso e tal, e depois tinha aqui as revistas cor-de-rosa a perguntar qual era a posição sexual que ele mais gosta e o padrão das cuecas dele, não leves a mal, mas não te vou dizer tá bem??
Ser irritante nrº1 já a revirar os olhos: Bem tenho que ir, o meu namorado está à espera…
Eu: Sim, vai lá…. Um beijinho na bochecha esquerda ao teu Vasco Bernardo!!

Só não rebolei a rir com as caras delas porque ainda faltam uns meses pró fim de curso e aunda há um certo convívio implicito… =)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Esclarecimento público...

Sobre o post anterior recebi um mail de uma leitora habitual com que normalmente troco umas impressões (conversa da boa! =p) sobre o facto de eu chamar ao amor da minha vida de besta. Pois é, chamo, e ele chama-me a mim... São os nossos petits noms que normalmente todos os namorados chamam um ao outro. É certo que normalmente são coisas fofinhas, como doce, mel, rebuçado, ratinho/a, fofuxo, mas quem disse que nós eramos normais? :)
Não somos e adoramos ir no meio da rua e dizer um para o outro "ó minha besta..." e quem não nos conhece olha com um ar aterrorizado... Mas lá está fomenta a nossa cumplicidade em que só nós é que entendemos que ao dizer "ó minha besta..." era a mesma coisa que estar a dizer "ó amor da minha vida..." mas isso já era comprido demais.

Ah e já é quase oficial, eu e a minha melhor metade vamos morar juntos!!! Já andamos à procura de um cantinho para nós, este fim-de-semana tenho papelada e papelada que o meu gajo andou a recolher, para ler e escolhermos o melhor banco para o empréstimo e tudo indica que mal eu acabe o curso, como já recebi um convite de trabalho que irei aceitar... COMPRAMOS CASA. Até parecemos crescidos!