terça-feira, 30 de outubro de 2007

Eu...

... tenho um namorado que é o cúmulo do romantismo.
Estava o meu amigo B. a contar como foi díficil conquistar a namorada, um mês e tal de saídas, cafés, jantares, flores, recadinhos românticos deixados no pára-brisas do carro, antes sequer do primeiro beijo. O meu gajo, fófinho como só ele sabe ser vira-se e "Ah eu não fiz nada disso. No primeiro encontro agarrei-lhe a mão enquanto estávamos a atravessar a rua, cheguei a meio do jardim parei, olhei-a nos olhos e espetei-lhe um beijo e oh funcionou, um ano e meio depois ela ainda cá está... Cheguei ao fim da noite, virei-me e disse-lhe, para mim isto é a sério, então queres namorar comigo? E olha lá se ela precisou de bilhetinhos e jantares...".
Onde é que posso reclamar mesmo?? Ou o período de reclamação já passou??
(...no fundo no fundo, eu já não o trocava por mais nenhum, agora só mesmo se for obrigada a ficar sem ele... nem pelo homem mais romântico do planeta, até porque esses irritam-me um bocado. Mas isso sou eu mais o meu mau feitio...)

Analgésicos...

Desligou o telefone. Inspirou bem fundo, encostando-se para trás deixou-se cair no sofá fechando os olhos. Não conseguia perceber porquê que as forças lhe fugiam, não conseguia entender todos os sintomas porque passava agora o seu corpo. Permitiu-se adormecer, não conseguiria sair dali tão cedo, não enquanto o corpo não recuperasse do terramoto pelo qual tinha passado e a deixasse continuar a sua vida de sempre. Sonhou. Estava no meio da cidade, viu-o ali mesmo ao lado dela, naquela praça onde ele nunca tinha estado com ela, naquele sitio que era tanto dela mas que nunca fora dele. Sentiu-lhe primeiro o cheiro, inspirou e sentiu-se segura, sabia agora que nada de mal lhe poderia acontecer, ele nunca deixaria. Sentiu depois uma mão à procura da sua, juntaram-se as mãos e encontraram-se as almas. Ela não precisava sequer de olhar, mesmo na escuridão reconheceria as mãos dele em qualquer lado, a espécie de choque que acontecia sempre que se tocavam dar-lhe-ia a certeza se ela precisasse, mas não, apenas pela forma como preenchia a sua ela sabia que só poderia ser ele. Sabia o que se seguia. Um encontro de lábios, uma troca de braços, um fechar de olhos para reconhecer o outro. Sabia que mal pudessem, mal deixassem a multidão para trás, se entregariam nos braços um do outro. Sabia que fariam amor, que ficaria deitada nos braços dele já muito depois de o sol desaparecer. Ele brincaria com os cabelos dela, ela desenharia nas costas dele para que ele adivinhasse sentimentos já tão reconhecidos nos olhos de ambos. Sabia que ia ser feliz. Naquela cidade, noutra qualquer. Desde que estivesse assim, nos braços dele. Com o cheiro dele em si.
De repente acordou. O corpo ainda lhe doía. Agora ela sabia, as saudades podem-se traduzir em dores físicas, mas a pior dor estava dentro dela. O telefonema não bastou, naquele momento ela precisava de mais. De muito mais. Precisava dele, ali ao lado dela. E isso fazia-lhe doer a alma. A única dor que não passaria com os medicamentos que viesse a tomar. Os sonhos que tinha com ele sim, eram na verdade os únicos analgésicos com que contava para lhe revitalizar o ser e davam-lhe força para mais um dia. Sem ele. Abraçou-se a si mesma, rodeou-se com os seus próprios braços a fingir que eram os dele. E sentiu. O cheiro dele. Não tinha sido um sonho. Ele estaria ali. Sempre.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Amanhecer...

Hoje o dia amanheceu estranho. Acordei, e na escuridão do meu quarto não me consegui situar. Não sabia onde estava, mas sabia que me faltava qualquer coisa. Amanheci com um aperto no coração, um sentimento de vazio. Então soube. Estava longe de ti. Hoje amanheci com a certeza de que és parte de mim, e que sem ti fico metade, fico vazia. Esta distância tem dias que me sufoca. Amo-te.

domingo, 28 de outubro de 2007

Possessa

Há coisas que me deixam possessa, deixar o meu Porto, para vir para Lisboa ter uma suposta reunião importantíssima e inadiável e ela não se realizar deixa-me piursa...

Esta semana eu podia ter cometido a loucura de não vir a Lisboa, podia-me ter dado ao luxo de passar uma bela semana e meia com o meu gajo, com os meus amigos, com tudo o que faz de mim uma pessoa melhor... Mas não.

Domingo acordo com o amor da minha vida a tocar à campainha, o amor realmente faz milagres e eu levantei-me às 10 horas de um Domingo, às 10.30 estavamos os dois porta fora para ir ver um carro novo para o meu gajo. Às 10.31 vira-se ele e pede-me "Oh não vás hoje, vai só amanhã". Lá expliquei que não, tinha mesmo que vir para cima Domingo porque Segunda às 9 já tinha que estar na suposta reunião inadiável. Pois aquela alma passou o dia todo a pedir-me para vir só na Segunda de manhã e eu passei o dia todo a explicar com muito pesar porquê que não podia ser... Ora está o meu gajo a deixar-me no comboio e a pedir-me "Oh fica, não vás já... Fica cá só mais hoje. Não vai haver reunião, fica, chegas atrasada amanhã" e eu a fazer-me de forte "Não dá, não dá e não dá. E claro que há reunião, é super importante e não posso chegar tarde, fica mal!!" Beijo(s) de despedida e toca de entrar no comboio. Passado uma hora de caminho, recebo uma mensagem da coordenadora. A reunião foi cancelada!!!

Olha que foda-se!!!! Não dava para ser mais cedo não?? Uma hora tinha chegado e feito toda a diferença!!! Estou possessa. Nem conto ao meu gajo, para estar zangada e triste já basto eu.

sábado, 27 de outubro de 2007

O poder de uma coisa tão pequenina...

... com um filhadamãe de um virús tão fófinho como é o da gripe...

Estou doente. Rameira da gripe. Tenho o cérebro de uma alforreca com tanto muco nasal. Desculpem a imagem mas estou com febre. Por isso fico parva.

Tudo começou com uns espirros do meu gajo a semana passada, o facto de eu lhe ter dito "Não me dás nem mais um beijo enquanto estiveres possuído por essa coisa do demo a que chamam constipação" passou-lhe ao lado. Fui forçada minha gente... Golpes baixos, palavras ao ouvido, coisas fofinhas de ouvir, um perfume no pescoço ao qual ele sabe que eu não resisto e pimbas, mas eu dava por mim já lhe estava a pespegar um beijo... Eu não queria, mais uma vez sublinho... Golpes baixos!! E pronto o caos estava lançado... Aqui há uns dias senti... Um arrepio, uma comichãozita tímida no nariz e pronto, entrei em pânico, empanturrei-me em ilvicos e anti-gripais para o organismo que agora que sou uma trabalhadora não há como faltar, e as coisas começaram a compor-se.. Mas ontem abusei... Toca de ir sair (com quem minha gente?? com o causador primário desta cena toda, claro!) e toca de ir brincar ao quente e frio... como é que se brinca a isso? Eu explico que estou com tempo..
Ora experimentem ir para um sitio onde à noite estão uns agradavéis 5 graus, depois entrem num recinto onde devem estar por volta de uns 40º... Agora como já estão quentinhos o suficiente toca de sair outra vez para o aconchego dos 5º... Para depois suarem como camelos a subir uma rua com uma grande inclinação durante 20 minutos... E depois em vez de fazerem algo bom como dançar para se manterem quentes, não. Cometam a loucura de simplesmente ficar ali, parados a conversar e a apanhar frio e a secar a roupa no corpo...

O resultado, garanto. Não é famoso. Ou pelo contrário é... São agora os famosos contemplados pela presença da não menos famosa gripe! Claro que o meu corpinho se virou para mim e disse-me "Olha, assim não brinco mais!! E os ilvicos que tomaste?? Olha fode-te para aí que não os deixo fazer efeito."

E pronto, a modos que é só isto... Volto assim que melhorar. Deve ser já de seguida senão a minha mãe ameaça-me com a penincilina. E aquilo diz que doi. Over and Out. Filha duma prostituta da gripe que só me faz....ATCHIMMMMMMMM... espirrar.