sábado, 27 de outubro de 2007

O poder de uma coisa tão pequenina...

... com um filhadamãe de um virús tão fófinho como é o da gripe...

Estou doente. Rameira da gripe. Tenho o cérebro de uma alforreca com tanto muco nasal. Desculpem a imagem mas estou com febre. Por isso fico parva.

Tudo começou com uns espirros do meu gajo a semana passada, o facto de eu lhe ter dito "Não me dás nem mais um beijo enquanto estiveres possuído por essa coisa do demo a que chamam constipação" passou-lhe ao lado. Fui forçada minha gente... Golpes baixos, palavras ao ouvido, coisas fofinhas de ouvir, um perfume no pescoço ao qual ele sabe que eu não resisto e pimbas, mas eu dava por mim já lhe estava a pespegar um beijo... Eu não queria, mais uma vez sublinho... Golpes baixos!! E pronto o caos estava lançado... Aqui há uns dias senti... Um arrepio, uma comichãozita tímida no nariz e pronto, entrei em pânico, empanturrei-me em ilvicos e anti-gripais para o organismo que agora que sou uma trabalhadora não há como faltar, e as coisas começaram a compor-se.. Mas ontem abusei... Toca de ir sair (com quem minha gente?? com o causador primário desta cena toda, claro!) e toca de ir brincar ao quente e frio... como é que se brinca a isso? Eu explico que estou com tempo..
Ora experimentem ir para um sitio onde à noite estão uns agradavéis 5 graus, depois entrem num recinto onde devem estar por volta de uns 40º... Agora como já estão quentinhos o suficiente toca de sair outra vez para o aconchego dos 5º... Para depois suarem como camelos a subir uma rua com uma grande inclinação durante 20 minutos... E depois em vez de fazerem algo bom como dançar para se manterem quentes, não. Cometam a loucura de simplesmente ficar ali, parados a conversar e a apanhar frio e a secar a roupa no corpo...

O resultado, garanto. Não é famoso. Ou pelo contrário é... São agora os famosos contemplados pela presença da não menos famosa gripe! Claro que o meu corpinho se virou para mim e disse-me "Olha, assim não brinco mais!! E os ilvicos que tomaste?? Olha fode-te para aí que não os deixo fazer efeito."

E pronto, a modos que é só isto... Volto assim que melhorar. Deve ser já de seguida senão a minha mãe ameaça-me com a penincilina. E aquilo diz que doi. Over and Out. Filha duma prostituta da gripe que só me faz....ATCHIMMMMMMMM... espirrar.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Há cenas que não percebo.

Há pessoas que ficam admiradas quando digo toda entusiasmada que o meu gajo só agora foi capaz de me olhar nos olhos e dizer que me amava. E eu fico a pensar mas que tipo de amor é aquele que é dito ao fim de 5 minutos? Ao fim de uns meses? Agora que foi dito, eu posso acreditar, porque o amor, é aquele que vai nascendo da convivência, do conhecimento de si e do outro, da construção do nós, aquele que surge espalhado nos olhos e escrito na alma. Não me confundam paixão com amor. A paixão aparece assim que o nosso corpo toca no outro, surge-nos como um ímpeto de ter o outro, daí o “Quero-te. Desejo-te”. Agora amar é muito mais que isso. É muito mais que a urgência de estar perto daquela pessoa, é muito mais que a sensação de que nos falta o ar sempre que estamos sem ela. É muito mais que palavras doces sussurradas ao ouvido, prendas todos os dias. É mesmo muito mais. É saber que nada acaba depois de uma zanga mais feia. É saber que aquela pessoa estará lá para nos apoiar sempre, aconteça o que acontecer, mesmo que sejamos culpados. É saber que podem existir mil pessoas à nossa volta mas que nós só queremos aquela, porque sem ela não somos nós. Porque ela nos completa. É ter a perfeita noção que podemos passar o resto das nossas vidas com ela, apesar de todos os seus defeitos, apesar de todas as suas falhas. E para isso é preciso conhece-las. É preciso tempo. Algum tempo. É saber que as conquistas do dia-a-dia são imprescindíveis para o amadurecimento da relação. E que nem todas as conquistas são boas. Também existem más mas que se tornam tão ou mais importantes que as outras.

E não é por alguém nos dizer a toda a hora “amo-te muito” que isso passa a ser verdade. Que o amor passa a ser mais verdadeiro. Não sou apologista que só se ama uma vez na vida. Mas toda a gente sabe que há um amor que nos fica para sempre, às vezes nem sempre corre bem, às vezes nem sempre somos felizes para sempre. Mas há um “Amo-te” do qual nunca esquecemos a melodia, um “Amo-te” do qual recordamos todos os trejeitos da boca. Há um “Amo-te” que nos fica gravado directamente na alma, e esse nunca mais sai de lá.

O que ouvi Sábado passado foi um “Amo-te” especial. Porque ao fim deste tempo todo, ao fim de tudo o que passamos, ao fim de todas as zangas, de todas as pequenas conquistas, de tudo o que superamos e construímos juntos sei que foi sentido. Sei que até que o amor que temos vindo a construir um dia acabe é com ele que quero passar o resto dos meus dias. E um “Amo-te” tem essa força, é só uma palavra, mas que diz tanto.

When you realize you want to spend the rest of your life with somebody,
you want the rest of your life to start as soon as possible.

"When Harry met Sally"

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

E quando...

... queremos escrever tudo pelo que passamos, tudo o que vivemos, com todos os promenores, todas as palavras, para que nunca nos esqueçamos daquele momento em especial? E depois, com a folha branca à frente, a caneta em punho, o coração a tentar abrir para podermos ser o mais fiel possível ao que acabamos de viver e de repente vemos que é simplesmente impossível passar para o papel algo que nos corre no sangue? A felicidade não cabe numa folha de papel, a tinta da caneta não chega para que possamos retratar tudo o que o momento significou para nós, e as palavras, essas são incomensuravelmente poucas para conseguirmos exprimir os sentimentos que tomaram conta de nós naquele preciso momento.

E é isto, passe o tempo que passar, aconteça o que acontecer eu nunca por mais que possa tentar vou conseguir exprimir o que senti ontem à noite. Nunca o poderei por em palavras e fazer um texto bonito, porque escreva o que escrever vai ser sempre pouco demais. Vai ser sempre um retrato pobre do momento. E ele não merece nada menos que a perfeição. E eu já tinha tido momentos assim, daqueles que por me fazerem tão feliz elevei à categoria de dificeis de retratar, mas nunca, nunca tinha sentido algo assim. Os momentos ontem foram únicos, perfeitos, impossíveis de repetir. É que a pessoa certa só nos pergunta uma vez na vida se queremos passar o resto dessa vida com ela. E só essa única vez chega para nos deixar em estado de transe. A felicidade às vezes quando é muita faz mal. Deixa-nos o coração na garganta, o estomâgo nos pés, a cabeça nas nuvens, e a voz só é capaz de balbulciar algo que se assemelhe a um "Claro que sim...".



"Quero ficar contigo para sempre."
"Mentiroso!"
"Juro. Se tu quiseres, arranjamos duas testemunhas e casamos já amanhã. Basta quereres."
"Não digas isso..."
"Digo-te, porque eu não tenho quaisquer duvidas, és aquela que quero ao meu lado o resto dos dias. Nada faz sentido sem ti. Eu vou sair, tu não estás cá, não tem piada, passo o tempo todo a pensar que era tudo melhor se lá estivesses."
"J. a sério..."
"Isto é a sério, nunca falei tão sério na minha vida. Eu quero passar contigo o resto da minha vida. Tu acabas o curso este ano, eu se for preciso deixo de estudar para trabalhar para comprarmos a nossa casa, quero partilhar toda a minha vida contigo percebes, não há mais dúvidas… És a pessoa mais importante da minha vida, és com quem me preocupo, és a pessoa central da minha vida."
"Também és o ponto central do meu mundo… Não sei o que te dizer…"
"Filipa, tu sabes que é verdade. Conheces-me. Sabes que sempre disse que só dizia isto quando tivesse a certeza que estava com a pessoa certa. Que não é coisa para se dizer só por dizer. Que é coisa que preciso de sentir para poder dizer. Amo-te Filipa, ouviste? Amo-te tanto."
"Eu também, amo-te "

Eu cá acho que a vodca falou um bocadinho mais alto, até porque tudo o que se passou a seguir é uma incógnita e eu não me lembro. Falta saber se do alcool, se do choque... mas até prova em contrário acho que me pediram em casamento! LOL

sábado, 20 de outubro de 2007

Adoro...

...estar a conduzir, e quase a chegar ao destino na rádio começar uma música que gosto muito... Faz-me vontade de prolongar o caminho até a acabar de ouvir. Faz-me sentir bem. Faz-me sentir que tenho todo o tempo do mundo e que naquele momento nada de mal me pode acontecer. Detesto quando não posso prolongar este momento e sou obrigada a desligar o motor, bufar e sair.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Simplicidade.

"Adoro-teeeee"
E o meu dia melhorou logo ali naquele instante. Não foi preciso mais nada, apenas a tua mensagem com uma simples palavra iluminou o meu rosto e confortou a minha alma.