Sim que ninguém trabalha sem receber só para aquecer, e vai ser isso que eu vou começar a fazer daqui a umas horas... Hoje começa o meu Estágio. Hoje tudo o que aprendi nestes 4 anos vai começar a ser posto à prova. E eu sinto que não sei nada, que não aprendi nada, que não vou saber como reagir, estou em pânico. Expectativas, tudo gira à volta delas, toda a gente está à minha espera, a contar comigo, com o sucesso e eu não sei se consigo corresponder ao que de mim esperam. É o tempo que é tanto mas parece tão pouco, sãs as horas que passam numa rapidez alucinante mas o dia parece nunca mais chegar ao fim. É o estágio, é tudo o que ele envolve, é o nome da faculdade em questão, é o meu futuro, tudo. É a Dissertação, é o tema, os relatórios, tudo... Entrei num vórtice onde todos me perguntam tudo, tenho que explicar o que fiz, o que vou fazer a tudo o quanto é gente. A mãe liga, o pai liga, a tia liga, a avó liga, o amigo liga, o namorado liga, ainda nem sei como é que a minha cadela ainda não pegou no telefone e deu uma ligadinha para perguntar o famoso "Então como é que é?". Bah não me ponham sob pressão ou eu ainda pego nos meus trapos fashiones, meto-me no meu carro e desapareço para as Maldivas!!!
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
#1 - SMS enviada
Sei que vais refilar porque ainda estou acordada a esta hora quando já devia estar a descansar e a sonhar contigo, mas é por uma boa causa. Sabes de que tive saudades agora? De adormecer contigo ao lado... De acordar a meio da noite e ter-te ali ao lado, a ressonar que nem uma betoneira é certo, mas ali à minha beira. Gosto muito de ti. Tanto que acho que mesmo que queiras não fazes ideia. Vou para a camita... Beijo daqueles nossos...
As saudades são uma coisa que não mata, mas mói e deixam-nos pequeninas, a precisar de um abraço. Do teu abraço. Beijo
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Hoje...
Hoje o dia custou a passar. Hoje a saudade magoou mais que nos outros dias. Começa cada dia a custar mais, e de repente, sem qualquer aviso prévio, tenho o coração a ficar apertadinho de tantas saudades tuas com que fico. Não é preciso algo para despoletar estes ataques de saudades, pode ser uma palavra, um cheiro, um anúncio, uma música, e sem nenhum sinal que me prepare para o embate, vejo-me inundada em saudades. Daquelas que nos fecham a garganta, humedecem os olhos e nos fazem precisar de um abraço apertado.
Depois a tua mensagem, "... como está a minha menina?" e é tão isso. Sou tão tua, que não me reconheço sozinha. Vagueio pela cidade, vejo pessoas, infiltro-me na multidão, de phones nos ouvidos, mp3 no máximo, músicas para anestesiar, e mesmo assim, no centro da cidade, no centro da confusão da multidão, sinto a minha falta, porque tu me faltas. Fazes-me falta, faz-me falta quem sou quando estou contigo.
"... Beijos daqueles só nossos". É meu amor, o que eu dava agora por um beijo nosso.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
De volta à má vida...
Pois é. Já cá estou e faltam precisamente 9 dias e 16 horas para ir embora, mas who's counting? O primeiro dia nem foi mau de todo. Gostei. Sosseguei. Tirei dúvidas. Delineei mais ou menos o trabalho que vou ter que fazer no estágio e discuti as bases da minha Tese. Apercebi-me que não vou ter tempo nem para coçar a micose, por isso há que hidratar bem a pele que agora é a sério.
Na faculdade, na conversa com os amigos que também não são de cá, que também passaram 2 meses maravilhosos em casa e que agora se vêm arrastados para longe do seu habitat surgiu-me uma questão deveras pertinente.... Falta muito para as férias do Natal?? É que ainda ontem cá cheguei e por mim já me tinha ido embora... Bahh! Não liguem... Estou ainda no período crítico de adaptação ao regresso às aulas pelo qual passo todos os anos.
Estou no último ano! 5º ano, até parece mentira, aquele ano que quando entrámos vemos como inacessível chegou tão depressa... Até me apetecia dizer uma asneira, mas prometi ao meu gajo que ia começar a tentar dizer menos... Por isso, e como o meu amigo Tiago diz, nheda-se pah, estou em Lisboa!!
Na faculdade, na conversa com os amigos que também não são de cá, que também passaram 2 meses maravilhosos em casa e que agora se vêm arrastados para longe do seu habitat surgiu-me uma questão deveras pertinente.... Falta muito para as férias do Natal?? É que ainda ontem cá cheguei e por mim já me tinha ido embora... Bahh! Não liguem... Estou ainda no período crítico de adaptação ao regresso às aulas pelo qual passo todos os anos.
Estou no último ano! 5º ano, até parece mentira, aquele ano que quando entrámos vemos como inacessível chegou tão depressa... Até me apetecia dizer uma asneira, mas prometi ao meu gajo que ia começar a tentar dizer menos... Por isso, e como o meu amigo Tiago diz, nheda-se pah, estou em Lisboa!!
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Last day @Home.
Chegou o tão temível último dia de férias. E eu aproveitei-o ao máximo. De manhã foi dormir até o corpo se cansar de tanto descanso. Acordar com aquele cheirinho a assado da mãe que gosto tanto e que ela faz todos os domingos religiosamente para nos agradar. Voltar para a ronha na cama, decidir que são horas de matar saudades que foram acumuladas durante a noite e levantar o rabo da cama, tomar um bom banho e sair porta fora com o amor maior. O encontro com os amigos no Parque da Cidade. As conversas. As gargalhadas. As asneiras. O jogo de mini-golf renhido (not!). O passeio a dois ao pôr-do-sol. O abraço. O tempo de um cigarro. A certeza de que amanhã será diferente mas que no fundo tudo permanece no mesmo lugar, naquele que é especial e só lá existe o nós. O beijo, o olhar triste, o meu aperto no peito. A despedida. E a certeza de que estarás aqui à minha espera na volta. E que te amo.
Foi o meu último dia de dolce far niente, e eu como gaja que sou, sinto-me dividida, não consigo perceber se estou contente, se estou triste... A minha consistência de gelatina já tão conhecida por vocês. A verdade é que se por um lado ansiava por este dia para poder finalmente fazer alguma coisa de útil, visto que nas férias como se diz na minha terra não fiz a ponta de um corno, e como tal já estou um bocadinho farta de tanta inércia, tanto dia igual, tanto tempo livre e tempo pra respirar. Por outro estou um bocadinho triste porque já acabou. Porque não vou estar em casa, porque mais uma vez vou ter 300 km entre mim e algumas das pessoas que são importantes para mim. E isso é o que dói mais. Saber que não vou estar à distância de um telefonema, que os abraços, as saídas, os jogos, as aventuras vão ter que ficar em suspenso. E custa-me. Todos os anos me custa. Este talvez custe um bocadinho mais. Mas é o último, e para os últimos esforços ganhámos sempre um pouco mais de força.
Quero voltar o quanto antes para o meu Porto (de abrigo. Seguro), para os meus amigos, para o meu amor, para minha casa. Já lhe(s) sinto a falta e ainda não fui embora.
Arrumado em:
Recantos da Faculdade,
Recantos de Mim
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