domingo, 7 de outubro de 2007

Já amaste alguém assim?

Não. Há coisas que só contigo me vejo a fazer, nomeadamente a ter uma vida em conjunto. Daquelas que duram para sempre, já viste o horror? Há coisas que só contigo me sabem bem, como por exemplo estar a tarde toda enroscada em ti a ver tv. Daqueles programas da merda, já reparaste bem? Há coisas que só contigo me fazem sentido, como adormecer e acordar contigo ao lado. E dormir que nem um bebé enquanto mais ninguém dorme com o teu ressonar, imaginas? Há coisas que só contigo. E eu juro que não percebo porquê... É todo um novo mundo de sentimentos. Não. Nunca amei assim ninguém.
E amar alguém assim desta forma é ter a capacidade de não me ver a mim, não te ver a ti, mas ver sim o que somos em conjunto. O nós que a pouco e pouco, dia a dia, zanga a zanga, declaração a declaração, abraço a abraço, beijo a beijo, vamos construíndo. E é em noites como a de hoje em que me abraças e me fazes sentir como o teu mundo que eu tenho vontade de te sussurrar. Nunca amei assim ninguém como te amo a ti.

sábado, 6 de outubro de 2007

Sem ti.

Tenho o teu cheiro na almofada ao meu lado. Na memória tenho-te aqui deitado na minha cama. Tenho o peso da saudade já a fazer-se sentir. Preciso do teu abraço apertado. Preciso que me dês a mão, me olhes nos olhos e me sossegues como só tu consegues. Preciso de ti aqui. Amanhã não estou aqui. E custa-me. Sinto-me tão triste.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Depois...

Tens a capacidade de me levar ao extremo, de me irritares o que de mais profundo há em mim, de me deixares sem paciência e com vontade de berrar a tudo e a todos. Pedes-me o máximo, esforço-me, dou-te de mim o que mais ninguém teve e mesmo assim há dias em que se pudesse te gritava aos ouvidos tudo o que vai cá dentro. Tudo de mau que por aqui anda às vezes. Levas-me ao limite.
Depois apareces, com cara de menino traquina que sabe que fez asneiras, ou então ligas-me com voz melada e palavras bonitas, ou então uma mensagem antes de dormir com sentimentos só nossos. Depois é ver-nos, a ver quem cede, quem dá o primeiro passo, quem dá o braço a torcer desta vez. Depois é ver-te os olhos a brilhar, a voz a enrolar, os braços sem saber onde parar. Depois é sentir-me com o coração a aumentar, a voz a tremer, os braços a agarrarem-te e o corpo a pedir-te. Levas-me ao limite.
Depois fico assim, deitada na minha cama a desejar adormecer contigo ao lado, bem agarradinha a ti, com os teus braços a protegerem-me, com as tuas pernas entrelaçadas nas minhas. Estou com saudades de adormecer ao teu lado. De acordar a meio da noite e ter-te à distância de uma mão, de te sentir preocupado quando me cobres para não ter frio. Dos beijos que me dás quando pensas que ainda estou a dormir. De te olhar a dormir, de te amar em silêncio, de saber que estás ali, és meu e que estes momentos fazem de nós os dois mais.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Count Down

Tenho o coração apertadinho. Por tudo. Pela responsabilidade do ano que se aproxima, pela indefinição do que vai ser, por tudo. Às vezes até me custa a respirar tal é o nó na garganta. 7 dias para o ínicio do fim.

Este ano é o mais importante que vou ter. É o ano do estágio, é o ano da famigerada Dissertação, é o ano do fim, o concluir de ciclos. É o ano em que uma vez acabado vou pela primeira vez ser considerada como uma adulta, em que pela primeira vez me vou ver diante da angústia de procurar um emprego que me possibilite a procura de casa, a procura de independência. É o ano em que tudo acontece. É um ano para o qual deposito grandes expectativas. E às quais vou tentar corresponder dando nada menos que o meu melhor.

E nem vale a pena pensar que faltam 7 dias para deixar de te ter à distância de 5 minutos, sobre isso eu não quero sequer pensar. Magoa demais. Penso apenas no que me disseste. É o último ano que passamos separados por 300 km, é o último ano que acabando me trás de volta a ti.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Um ano.

Faz hoje um ano... A memória não me deixa esquecer aquela noite em que me saiste daqui de casa e me deixaste lavada em lágrimas pelo fim de tudo. Por um fim conduzido por mim, sentenciado por ti. Um ano que se passou e o olhar que me lançaste quando viraste costas e me murmuraste aquele "adeus" ainda não me saiu da lembrança, 365 dias depois e o último beijo que voltaste para me dar é ainda uma recordação triste por tudo o que se passou.
Um ano depois e voltas a sair porta fora, desta vez deixando-me com um sorriso nos lábios, os braços doridos de tanto te abraçar e o coração feliz com a certeza do amanhã.. Hoje era daqueles dias em que gostava de saber o futuro, e saber o que será de nós daqui a um ano.