sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Lei da compensação

De vez em quando um estalo de realidade até faz bem.... Sonhar alto torna-se sempre um bocado perigoso. É que podemos subir até ao infinito e mais além, a distância de onde caimos é que vai sempre aumentando...
Há merdas que me irritam, que me sufocam, que me magoam. Não digo nada. Não abro a boca... Não mata, mas por dentro mói demais.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Pequenos nadas...

As coisas ultimamente não andaram nada fáceis aqui para estes lados. Eu tenho o péssimo hábito de deixar tudo para o fim, não sei, trabalho melhor com prazos, a pressão exerce em mim uma capacidade de concentração que sabendo que ainda tenho algum tempo disponível não consigo de todo arranjar... Tinha um trabalho super importante para entregar na faculdade. Tive o ano todo para o fazer... A entrega era hoje, só hoje o consegui finalizar. Foram horas de sufoco. De vira papéis para um lado, de ler em inglês, espanhol, brasileiro quase ao mesmo tempo. Foram dias de clausura em que me sentava ao computador às 10 da manhã e que só saía às 3 da manhã do dia seguinte... Foram dias em que mal vi ninguém, não liguei a tv, nem falei ao telemóvel. Foram dias em que o MSN se viu delegado para último lugar e no qual a minha mensagem de ausência era "I'm a bee... I'm buzy buzy buzy...". Em que te tive aqui vindo duma festa de anos às 3 da manhã para o meu lado só pra me fazer companhia. (e que bela companhia!) E era disso que eu estava a precisar... Hoje ainda não dormi, estou aqui com um mau feitio que ninguém me atura e ainda vou ter que me meter no carro e ir até Campanhã levar os avós ao comboio... Se eu não aparecer é porque matei aquele que me roubou o lugar no parque de estacionamento... Mas PORRA ACABEI!!!!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Do coração cheio.

[Fim de semana com um doce suave a Paraíso. Porque com a pessoa certa tudo nos parece muito perto de roçar o perfeito. Os passeios, os sorrisos, as corridas, as descobertas, as experiências, tudo nos parece saído de um sonho. Este contigo não foi diferente. Ter-te sempre por perto, poder abraçar-te quando quero, beijar-te, poder dormir agarradinha a ti, acordar contigo ao lado com o barulho da chuva na tenda. Ver o teu amor por mim espalhado nos olhos, senti-lo na pele. É um sonho, uma utopia que só julguei possível através de fantasias depois de tudo o que passamos. As gargalhadas, a piscina, o parque infantil, a praia, o ferry boat, as canções ao ouvido, os beijos trocados, as mãos dadas, as paisagens de perder de vista. Tudo nestes dias me soube a doce, a único, a especial, porque mais uma vez são momentos que só fazem sentido contigo. Não os imagino a repetir com mais ninguém. Não os quero repetir com mais ninguém que não tu.
No regresso a casa, no carro a olhar para a janela, com o pôr-do-sol como cenário, contigo ali ao meu lado senti-me à beira de um ataque de choro. Senti as lágrimas a bailar nos olhos, a respiração a sufocar, a garganta a fechar num nó, o peito a rebentar sem razão nenhuma. Era a felicidade. Apeteceu-me chorar de tão feliz que estava. É possível chorar de felicidade e eu descobri-o hoje. Contigo.]


"Já tenho saudades tuas" dizes-me tu passado umas horas de termos chegado a casa no MSN.
"Eu também, não sei como vou adormecer sem ti ao meu lado..."
...
"Filipa vai abrir a porta lá em baixo, é o J." diz a minha mãe passado uma hora..
"Ainda agora o deixaste em casa, passaram o fim de semana todo juntos e já cá está? Isso é que é amor…" ouço o meu pai...

*Um sorriso enorme, as lágrimas nos olhos, a respiração a sufocar, a garganta a fechar num nó, o peito a rebentar sem razão nenhuma. És a felicidade. A minha.
Amo-te meu amor

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

|| Pause

Aqui a menina vai acampar. Vai dedicar o fim-de-semana ao ar puro, às gargalhadas com os amigos, à calma que precisa para a nova fase que se irá inciar em menos de nada... Volto Segunda para contar como foi a parte má de dormir no chão duro de uma tenda, com mosquitos a dar com um pau e um gajo que ressona como se não houvesse amanhã ao lado. E a felicidade está nos pequenos nadas...
Que bem que se está no campo!! =)

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Respirar*

Está sentada na esplanada. Fecha os olhos e sente o calor da noite. O vento que se faz sentir é quente, aconchega. O som está alto, a música do bar obriga-os a berrar uns para os outros. Respira fundo. Sorri e acena a quem acaba de chegar. O copo em cima da mesa com o gelo a derreter, o cigarro no cinzeiro com a cinza a cair. E ela com os olhos fechados, como se tivesse todo o tempo do mundo. Como se ali com as gargalhadas que ecoam daqueles que mais ama fosse impossível acontecer algo de mal. Está noutro mundo, naquele em que só ela existe e as vozes dos outros são apenas o eco. De repente ele chama-a. O nome dela na boca dele soa sempre a uma melodia doce. "Anda cá, preciso de te dizer uma coisa." E ela sabia o que se seguia. Ele iria rodea-la com os seus braços. Iria dar-lhe um beijo no pescoço, uma mordida na orelha. Iria perguntar-lhe num sussurro "Em que pensas?". E ela iria sorrir-lhe, abraçar-se-iam. E ali naquele olhar só dos dois ela teria a certeza. Era impossível algum mal os atingir. Ela era aquela com quem ele gostava de ficar para sempre. Ele tinha-lhe dito ao ouvido momentos antes. E era nisso em que pensava, e em como tudo de repente lhe parecia simplesmente perfeito. Tanto que começava a ter medo que alguma vez o sentimento inabalável que nada de mal os poderia atingir pudesse algum dia vir a desvanecer-se por completo. "Em nós amor, em como tu vais sofrer por me aturar em velhinha". "Ninguém disse que ia ser fácil, mas eu consigo, nós conseguimos." Ela dá-lhe um beijo. Põe o copo à boca, sente o frio do gelo. Respira fundo e murmura "Pois conseguimos."