segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Do coração cheio.

[Fim de semana com um doce suave a Paraíso. Porque com a pessoa certa tudo nos parece muito perto de roçar o perfeito. Os passeios, os sorrisos, as corridas, as descobertas, as experiências, tudo nos parece saído de um sonho. Este contigo não foi diferente. Ter-te sempre por perto, poder abraçar-te quando quero, beijar-te, poder dormir agarradinha a ti, acordar contigo ao lado com o barulho da chuva na tenda. Ver o teu amor por mim espalhado nos olhos, senti-lo na pele. É um sonho, uma utopia que só julguei possível através de fantasias depois de tudo o que passamos. As gargalhadas, a piscina, o parque infantil, a praia, o ferry boat, as canções ao ouvido, os beijos trocados, as mãos dadas, as paisagens de perder de vista. Tudo nestes dias me soube a doce, a único, a especial, porque mais uma vez são momentos que só fazem sentido contigo. Não os imagino a repetir com mais ninguém. Não os quero repetir com mais ninguém que não tu.
No regresso a casa, no carro a olhar para a janela, com o pôr-do-sol como cenário, contigo ali ao meu lado senti-me à beira de um ataque de choro. Senti as lágrimas a bailar nos olhos, a respiração a sufocar, a garganta a fechar num nó, o peito a rebentar sem razão nenhuma. Era a felicidade. Apeteceu-me chorar de tão feliz que estava. É possível chorar de felicidade e eu descobri-o hoje. Contigo.]


"Já tenho saudades tuas" dizes-me tu passado umas horas de termos chegado a casa no MSN.
"Eu também, não sei como vou adormecer sem ti ao meu lado..."
...
"Filipa vai abrir a porta lá em baixo, é o J." diz a minha mãe passado uma hora..
"Ainda agora o deixaste em casa, passaram o fim de semana todo juntos e já cá está? Isso é que é amor…" ouço o meu pai...

*Um sorriso enorme, as lágrimas nos olhos, a respiração a sufocar, a garganta a fechar num nó, o peito a rebentar sem razão nenhuma. És a felicidade. A minha.
Amo-te meu amor

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

|| Pause

Aqui a menina vai acampar. Vai dedicar o fim-de-semana ao ar puro, às gargalhadas com os amigos, à calma que precisa para a nova fase que se irá inciar em menos de nada... Volto Segunda para contar como foi a parte má de dormir no chão duro de uma tenda, com mosquitos a dar com um pau e um gajo que ressona como se não houvesse amanhã ao lado. E a felicidade está nos pequenos nadas...
Que bem que se está no campo!! =)

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Respirar*

Está sentada na esplanada. Fecha os olhos e sente o calor da noite. O vento que se faz sentir é quente, aconchega. O som está alto, a música do bar obriga-os a berrar uns para os outros. Respira fundo. Sorri e acena a quem acaba de chegar. O copo em cima da mesa com o gelo a derreter, o cigarro no cinzeiro com a cinza a cair. E ela com os olhos fechados, como se tivesse todo o tempo do mundo. Como se ali com as gargalhadas que ecoam daqueles que mais ama fosse impossível acontecer algo de mal. Está noutro mundo, naquele em que só ela existe e as vozes dos outros são apenas o eco. De repente ele chama-a. O nome dela na boca dele soa sempre a uma melodia doce. "Anda cá, preciso de te dizer uma coisa." E ela sabia o que se seguia. Ele iria rodea-la com os seus braços. Iria dar-lhe um beijo no pescoço, uma mordida na orelha. Iria perguntar-lhe num sussurro "Em que pensas?". E ela iria sorrir-lhe, abraçar-se-iam. E ali naquele olhar só dos dois ela teria a certeza. Era impossível algum mal os atingir. Ela era aquela com quem ele gostava de ficar para sempre. Ele tinha-lhe dito ao ouvido momentos antes. E era nisso em que pensava, e em como tudo de repente lhe parecia simplesmente perfeito. Tanto que começava a ter medo que alguma vez o sentimento inabalável que nada de mal os poderia atingir pudesse algum dia vir a desvanecer-se por completo. "Em nós amor, em como tu vais sofrer por me aturar em velhinha". "Ninguém disse que ia ser fácil, mas eu consigo, nós conseguimos." Ela dá-lhe um beijo. Põe o copo à boca, sente o frio do gelo. Respira fundo e murmura "Pois conseguimos."

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Segredos*

Gostava de conseguir exprimir o que sinto. Pôr em palavras tudo o que vivemos um com o outro, todas as sensações que me provocas, cada bocadinho que passo contigo. Gostava, mas por muito que escreva nunca conseguirei. O amor aquele que é maior não se poe em palavras. E tu és o meu amor maior. E é indescritível. Tal como eu. Tal como tu. Tal como nós quando estamos juntos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

O ínicio do fim...

Estou em Lisboa, daqui a umas horas faço aquela que espero vir a ser a minha última inscrição no meu curso. E de repente já se passaram 5 anos. Assim naquela, num piscar de olhos está tudo a um passo de acabar. E eu confesso que estou um bocadinho aterrada de medo. E depois? O que que se faz ao fim de 17 anos na escola? O que que se faz quando aquilo que sempre se fez foi ler, memorizar, entender teoricamente? O que se faz quando nos virmos a lidar com pessoas, daquelas que sentem, que riem, que choram, que berram, que vivem?
Vou ali dar um berro e já volto. Estou a um passo de acabar a faculdade, estou a um passo de começar a viver, e se por um lado é o que mais quero, o que mais almejo, por outro estou completamente a panicar!!!