segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Magnetismo

Encontram-se os dois. Sorriem e olham-se nos olhos. Ele sabe exactamente o que ela lhe pede, ela sabe exactamente que ele lhe compreendeu o olhar. Aproximam-se. Tudo o que os rodeia deixa de existir naquele momento em que se encontram a menos de um metro um do outro. Qualquer que seja o cenário, qualquer que seja o contexto… Ele não vê para além dela. Ela não olha para mais ninguém que não ele.

O corpo dela chama por ele. O abraço que o rodeia dá-lhe as certezas que restavam do olhar. O corpo dele é dela. As mãos que agora a agarram não o deixam mentir. O desejo é comum. O amor também. Pertencem um ao outro…

Ela fecha os olhos e deixa-se levar por ele. Confia que é nele que o seu corpo encontra a paz. É nele que o corpo dela descansa de um quotidiano acelerado. É nele que repõe as energias que lhe vão faltando. E naquele momento em que nada existe para além dos seus corpos nus juntos, ela sabe que o ama.

Ele percorre todo o corpo dela com as suas mãos. Sabe que aquele corpo também é dele, reconhece cada centímetro de tantas vezes que o admirou. Contempla-a pelo canto do olho de cada vez que fazem amor. Ele finge que não sabe que ela o vê. E naquele momento em que só os seus corpos juntos existem no mundo, ele olha-a e sabe que a ama.

É uma entrega. Um momento especial. Algo do qual não querem nem conseguem fugir. Porque pertencem um ao outro. E de cada vez que estão juntos os corpos unem-se. Como um íman. Estão magnetizados um para o outro. É o amor. E eles amam fazer amor um com o outro. Amam-se um ao outro, como se de si próprios se tratasse.

domingo, 19 de agosto de 2007

Voltei!!!

Já cá estou. Já passei a minha ponte, já cheirei o ar da minha cidade, já matei saudades do meu cantinho lá de casa. É bom poder partir quando se tem algum lado para onde voltar. É bom poder passar algum tempo longe daquilo que nos pertence para podermos dar o devido valor que as coisas merecem. É bom aquele sentimento do "Cheguei a Casa." Para trás ficam muitos mergulhos na minha praia, muito pôr-do-sol a roçar a utopia de tão perfeitos que são. Fica a memória da maior chuva de estrelas cadentes que eu já assisti. Fica a alegria de ter sabido no meio de um Monte Alentejano que tinha ficado colocada num estágio que tanto pedi para ser colocada. Ficam os Parabéns da Familia, do meu amor, dos meus amigos mais próximos a quem fiz questão de enviar mensagens a partilhar a minha alegria. Fica o desejo de lá voltar, porque ali a perfeição existe. E está em todo o lado.

Agora fica a alegria de poder agora mergulhar nas saudades que tenho daquele que apesar de não me pertencer, de não ser verdadeiramente meu, faz parte de mim. Daquele que todos os dias me dizia, "Devias era cá estar..." ou "Eu vou-te buscar..." ou ainda um "Isto sem ti mete nojo...". Porque estes dias foram também precisos para que agora o reencontro seja especial. Para que agora o coração possa voltar ao tamanho normal, para que o nó que se cria na garganta a cada pedacinho de saudade que se sente seja desfeito, para que as minhas mãos e os braços antes vazios se possam agora encontrar e completar com os dele. Porque amar alguém que está longe de nós é ficar assim, com o coração do triplo do tamanho, e as mãos pequeninas por não se poder abraçar aquele que nos faz transbordar de felicidade com simples telefonemas.

Nós...

Os lábios juntam-se, as mãos encontram-se, o abraço acontece, as peles tocam-se, o ar pára e o tempo esquece-se de passar…
Tinha saudades nossas…

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Se perguntarem por mim digam que voei...

...para o meu paraíso. E aqui vou eu, duas semaninhas para aquele refúgio que todos os anos me re-tempera a alma e me preenche o espírito. Daqueles dias em que o tempo não anda, arrasta-se e isso sabe bem. Dias de mergulhos no mar, no rio, na piscina. Dias de jogos de cartas até às tantas, de monopólios ao sabor do vento, de acordar com o sol na cara e um sorriso no coração. A minha praia. Aquela que me instiga a fechar os olhos e a respirar fundo a cada reencontro tal é a beleza. Se perguntarem por mim digam que voei para um sitio chamado Paraíso. O meu. Aonde o pôr-do-sol é um momento mágico e nos faz agradecer podermos ser espectadores dum espectáculo tão especial. Regresso dia 20.
Trengo vais ter saudades minhas?
Não.
Não? Pronto ao menos és sincero. Eu vou ter saudades tuas...
Eu não, porque nunca te deixo, estás sempre comigo.
Gosto tanto de ti!
Eu mais, como daqui até à lua...
...com três voltas pelo Universo.

São estas lindas horas...

... e eu só tenho a dizer que gosto de ti mais do que do céu. Mais do que o sol, e a própria lua. És mais do que parte do meu mundo. És uma das peças fundamentais dele. Contigo cresco todos os dias, ensinas-me a amar-te cada vez mais. E cada vez que temos momentos como os de hoje, sou capaz de incorrer na loucura de pensar: "Ficava contigo para sempre". Mesmo que pense que para sempre é muito tempo. Contigo, com os teus olhos a brilhar quando olhas para mim, com os teus abraços que tanta segurança me dão, com os teus beijos que tanto amor exprimem, sou capaz de dizer: "Gosto de ti, para sempre".
Desculpa, a teimosia, o não dar o braço a torcer, o facto de ainda agora, passado tanto tempo ainda construir muros para que não me conheças, porque és sem dúvida uma das pessoas que mais merece conhecer-me. És sem dúvida a pessoa que eu quero que melhor me conheça, e goste de mim assim, como sou. E eu juro aqui, nunca mais te digo que "não tens nada a ver com isso...". Porque tens. Tudo. Fazes parte da minha vida. És grande parte dela. A maior, a mais bonita. Aquela que mais amo. E que mais falta me faz.

Vens dormir comigo hoje?
Gosto de ti, como daqui até à lua, com três voltas pelo Universo.