sábado, 21 de julho de 2007

Com um pé nas férias e outro no 5º ano...

Já está, o 4º ano está acabado, feito e arrumado.
Dito assim parece fácil, mas não é. A montanha russa de emoções que sofro a cada final de ano deixa-me esgotada. Se por um lado é mais um objectivo (bem) conseguido, é também o aproximar ao final. Se por um lado, é um ano que passa e que eu estou mais perto de ir para casa, é um ano que passa em que eu fico cada vez mais perto de deixar de ser estudante. E custa-me, todos os anos.

Este ano foi sem dúvida um dos melhores que tive na faculdade, aquele que pela primeira vez me encontrava numa sala e gostava do que estava a aprender, aquele que pela primeira vez me entusiasmava com os projectos, com as actividades, em que me via a fazer as mesmas no futuro cada vez mais próximo. Falhou por ter perdido a minha melhor amiga, que escolheu outra área diferente, e que este ano pela primeira vez desde que nos conhecemos no 1º ano, não estava ao meu lado nas aulas para me acordar… ou adormecer comigo. Foi difícil, fez-me uma falta tremenda não a ter ao lado para refilar, para me aturar, mas havia sempre os almoços no Chiado… ;) Fiz amigos novos, pessoas que sempre andaram comigo naquela faculdade e a quem eu nunca tinha posto os olhos em cima… Boas surpresas…

O dia hoje foi de despedidas, de sorrisos e de espalhar aos quatro ventos um “Estou de férias!” sincero. Depois do exame, que correu bem, fomos todas comemorar. Uma ginjinha para cada uma na tasca de sempre. Uma conversa sobre tudo, namorados, relações, (ralações também), sexo, festivais, bebedeiras, maternidade, tudo se passou e falou ali naquelas 3 horas depois do último exame. O derradeiro. Eram quase 7 da tarde quando se repara que estamos ali à horas! Combinam-se Girls Trips para fins de semana de descanso e praia no Algarve na casa de uma, fins de semana de passeio em casa de outra no Porto, jantares e churrascadas em casa de outra no regresso em Setembro.

E eu com um pé nas férias, outro no 5º ano, não posso deixar de me sentir triste.
Está a acabar, passa tão depressa e apesar das dificuldades, dos sacrifícios, é sempre tão bom.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Generation Gap

A conversa que tive aqui à uns dias com a minha mãe sobre o facto de ir acampar uns dias com o meu coiso para o Gerês merecesse destaque... Veio à baila que eu podia engravidar... E eu ri-me, porque só o podia fazer...
Ela pensava que num ano e mais uns meses a gente andava a fazer o quê juntos? Tricot? A falar sobre a problemática da extinção do Papa-Formigas Afegão? E sendo que é ela que me arranja as receitas para a pílula pensava que eu tomava aquilo para quê? Para saber o dia da semana em que estou? :D

Lá tive que voltar às conversas que tínhamos quando eu queria sair à noite e ela não deixava... O argumento que usei foi o mesmo... "O que eu faço à noite também posso fazer durante o dia e de dia tu deixas-me sair", adaptado para um "O que nós fazemos no Gerês, também podemos fazer no Porto*, por isso não vejo o stress."

Mas ao menos lá ficou convencida que o que se pode fazer quando se vai acampar com o namorado também se pode fazer quando se fica pelo Porto...

Ser Mãe é dose… =)


*Tanto é que eu já lhe disse que em vez de irmos para o Gerês, visto que sou eu a conduzir, podemos ficar mesmo pelo Parque de Campismo da Prelada que fica a 10 minutos de casa...

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Destinos




Senta-se ao volante… Não sabe para onde ir. Ninguém sabe onde ela está, como está, com quem está. Liga o carro, o rádio começa a debitar música a que ela não presta atenção. Liga as luzes, aperta o cinto. Fecha os olhos, respira fundo. Não sabe para onde ir, mas não pode ficar mais ali. É a única certeza que tem naquele momento. A de que quer fugir e não ser encontrada.
Sente-se perdido. Não sabe onde ela se encontra, não sabe com quem ela está, não sabe como é que estará. Sente-lhe o medo, e por isso sabe que a tem que encontrar. Abraçar e dizer-lhe que tudo vai ficar bem. Liga de novo para um telemóvel que ela não irá atender. Passa por casa dela, o carro não está à porta. Conhece-a melhor que ninguém. Sabe para onde ela irá mesmo antes dela. Parte para um lugar onde ela ainda não está mas para onde se dirige.
A música. Ela começa a dar atenção à música que passa no rádio, torna-se difícil manter os olhos abertos com as lágrimas a cair. Chega a uma praia. Sabe que lá está, não sabe como lá chegou. Nem se lembra de ter decidido lá passar. Sai, sente o frio nos ombros, o desconforto na cara. Inspira os resquícios de sol que ainda se fazem sentir. Fecha os olhos. E então apercebe-se que ele está ali. O coração que começou a bater desenfreado momentos antes fê-la sentir que ele estava com ela. Olha à sua volta, e então vê o vulto dele, a sua própria vida reflectida na escuridão das sombras. Ama-o tanto. Tem tanto medo. Quer fugir de tudo. Quer ficar ali, com ele.
Ele vê-a de costas, a olhar para o nada. Sabe que está de olhos fechados, sabe que está a tentar recuperar as forças nos raios de sol que ainda existem. Sabe que a ama. Que ela é o seu tudo. E só a quer abraçar.
Começa a chover. O sol ainda não desapareceu, mas as nuvens juntaram-se em harmonia com o estado de espírito dela. Ele avança, ela recua. Ele alcança-a e estende-lhe a mão. Olha-a na alma. Fá-la estremecer. Ela não lhe consegue resistir. O medo é grande, mas o amor supera-a, e ela dá-lhe a mão de volta, e abraça-o. Ficam ali. Com o medo dela. Com o amor dele. Com a chuva a embala-los num abraço sem fim.

It's not always easy and
sometimes life can be deceiving
I'll tell you one thing, it's always better when we're together

terça-feira, 17 de julho de 2007

Existem...

...poucas coisas tão boas como deitar e relembrar os momentos passados com a pessoa que amamos. Fechar os olhos e sentir o coração a bater com sentido. Vê-mo-nos a ser inundados por uma felicidade que julgamos que nos vai parar o ser. Sentimo-nos aconchegados e no entanto naquele momento estamos sozinhos, mas as lembranças têm esse efeito de nos acolher a alma. Tem vindo a ser tão bom, apesar da montanha russa que temos vivido tem vindo a ser tão especial.

Gosto de ti.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Sei que o Verão começou...

...quando acordo às 4 da manhã com uma melga a zunir-me aos ouvidos... E logo aí eu sei, começa o Verão e começa o meu martírio sazonal. Largo logo a minha anual saudação já tradicional a esta bela estação: Foda-se! Ora diz que eu sou alérgica às picadas de insectos, e diz que nesta altura eles se sentem livres para entrar no meu quarto... E eu ou tenho uma noite de regabofe (e não no bom sentido, sublinho..) e ando às 4 da manhã com um ar paranóico à procura dum ser voador na vastidão de espaço que o meu quarto tem em comparação com os3 mm de melga, ou então tapo-me toda, ponho os fones e rezo para que a puta da melga snife o raid do meu quarto e que caia antes de se atrever a ter contacto com o meu sensível corpo...
Pois que isto este ano não se passou assim... É que ainda não está assim tanto calor... Aliás hoje choveu de manhã, logo eu ainda não tinha comprado aquelas coisas milagrosas de ligar à tomada que provocam aos bichos uma g'anda moca e as conduz à agonia da morte... (Muahahaha) logo houve uma melga (filha duma prostituta) que se aproveitou do facto de eu me ter deitado às 5.30 da manhã (isto dava um outro post) e de estar morta de sono e que se deliciou a picar-me... teve azar porque eu a dormir tenho a sensibilidade de uma escova de dentes e assim que a ouvi com o zzzzz nos meus ouvidos infligi-me um estaladão na cara capaz de deslocar o maxilar a qualquer um e matei-a logo ali... Um ponto para a Filipa. Uma ida para o Inferno dos insectos pra putadamelga... Mas o mal já estava feito, e uma picada transformou-se em praí umas 50 borbulhas gigantones e coceira geral... Assim que acordo digo para a minha querida maezinha... O verão chegou, dá-me já um anti-histaminico... E ela deu. E eu tomei 2, às 10 da manhã.. Dormi o dia todo. Mas foi mesmo tódodia minha gente. Acordei para jantar... Virei-me para o lado e voltei a dormir.
Ahhh como é jeitosa as boas vindas à a chegada deste tempo bom!!