segunda-feira, 25 de junho de 2007

De volta de mais um S.João…

...e cada ano é melhor… e eu quero acreditar nisso até porque os meus pais com mais anos de S.João em cima chegaram depois de mim a casa!!! =D

Mas bem recapitulando, uma sardinhada e umas febras do melhor, com a família, e a Amiga… Era meia noite e estavamos nós a comprar Andantes porque toda a gente se esqueceu de o carregar à tarde. Filipa a chegar à estação e a encontrar um amigo do básico, ainda o S.João não tinha começado já eu estava a dar o meu numero de telemóvel! =) Um ponto para a Filipa! Metro pralá de cheio, pralá de animado. Tudo a cantar naquela lata de sardinhas... Destino: Trindade, o inicio das marteladas. Filipa a bater com o martelinho da praxe num senhor... Teresa a avisar "É o senhor da TSF." Dois pontos para a Filipa! Avenida dos Aliados abaixo, fogo mesmo lá ao fundo, e mesmo a acabar. Tentar chegar à Ribeira, no fim do fogo. Tudo o que era gente a tentar subir. Nós a descer! Muita gente, muita martelada. Menino Bonito a subir, Filipa e Teresa a descer. Menino Bonito martela e Filipa vira-se e reclama, “isso é batota, tu tens um capacete!!” Menino Bonito tira o capacete e leva duas marteladas naquela cabeça. Vira-se e pergunta: Vocês são as duas solteiras?” Filipa no alto da sua boa disposição agarra-se à Teresa e manda um “Não, andamos juntas”, Menino Bonito arregala os olhos e deixa fugir um “Suas doidas!” Três pontos para a Filipa! Ribeira. Depois de uma cruzada para contrariar mais de metade da Cidade do Porto que subia rua acima… Baldes. O poiso do costume. Filipa aproxima-se do Senhor dos Baldes e vai de pedir uma litrada de Safari Cola, nota de 5€ na mão pronta para saldar a divida, vai nisto e um senhor que eu nunca vi na minha vida “O copo da menina pago eu!” e não se contraria um senhor que fala assim tão convictamente… “Olhe então obrigada!” Filipa pega no copo à borliú e toca de se enfiar na multidão. Quatro pontos para a Filipa!

O resto da noite foi passada nos bons momentos com os amigos, nas marteladas, a fugir do alho porro, a bater palmas de cada vez que se lançavam balões à nossa beira. Os baldes, os copos, a música pimba, as marteladas aos senhores policias. A aventura na saída do metro. Estação Casa da Musica. Ao telefone perguntam-me: “Tens a rotunda da Boavista à tua frente ou atrás de ti?” Filipa quase a desatar num pranto: “Eu não sei onde é a Rotunda da Boavista!” Seis pontos para a Filipa! E Matosinhos que estava um cadinho mais morto. O nascer do Sol já na cama, e uma noite que apesar de sempre parecida é sempre tão especial!!!
E um beijo especial ao inicio da manhã. Sete pontos para a Filipa.

Filipa – 7
Noite do Melhor com uma companhia do melhor– Impossível de contabilizar!!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

A caminho...

... de mais um S.João!!! =)

E pelo 2º ano consecutivo desde que estou em Lisboa eu vou ao S.João! Nem acredito!!!


Que saudades! A sardinhada, o entrecosto na brasa, as saladas, a casa cheia de amigos e familia, os dois balões da praxe que ardem sempre antes da subida triunfal do terceiro lançado, a festa por ver o balão a afastar-se sem tocar em telhados e antenas, a ida de todos para ver o fogo na ribeira, o percorrer metade da cidade para ir ter a Matosinhos com a malta de sempre, os amigos, os amigos dos amigos, os primos dos amigos, os amigos novos, os martelos, o alho porro que as velhas insistem em nos mandar nariz acima... O andar de metro com mais de 200 pesssoas no mesmo sítio, os telefonemas a perguntar "Onde estás??" "Ainda na Praia dos Ingleses?" "Eu já tou no Homem do Leme, espero por ti a dançar!". O Homem do Leme! As saudades que eu tenho do amanhecer no Homem do Leme!! O deitar na areia, ver a lua a desaparecer e estar rodeada de amigos, o sol a nascer e os amigos de sempre a assistirem a tudo conosoco... Ir a pé para casa, a Circunvalação que está vazia, a rotunda dos Produtos Estrela parece um deserto, e a casa já tão perto, e a cama já a chamar por nós... Deitar com o pequeno almoço tomado, já sem sentir as pernas de tanto andar, e o coração cheio tão cheio que durará o resto do ano, e a alma revigorizada!! =)


Ai S.João! Se fores tão bom como o ano passado para mim já vale a pena!! =D

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Fragilidades

A vida é sempre muito frágil, nem sempre nos apercebemos, levamo-la em jeitos de brincadeira não dando nunca espaço para pararmos e nos apercebermos que de um momento para o outro tudo pode desaparecer. O que é garantido hoje, não o é amanhã...

Hoje a minha mãe foi multada, excesso de velocidade e tal, a pressa de chegar a horas e dos 50 km/hr permitidos ela ia a 90km/hr. Ora como já é uma diferença grandita, toca de o Senhor Policia a mandar parar e toca de largar 120€. Ainda eu estava preocupada com o facto de serem 120 € num momento em que a vida não anda nada fácil já estava a receber um telefonema a dizer que o meu explicador de estatística do 1º ano da faculdade estava a morrer. E pior, a filha dele, que foi quem tratou de me por a ter aulas com o pai, estava grávida e tinham-lhe descoberto um linfoma... E eu só pensei. Que se lixem os 120€, que se lixe a multa, que se lixe a falta de dinheiro e a pressa para chegar... Que se lixem os problemas menores. Haja saúde. Haja sempre a oportunidade de chegar ao destino, mesmo que seja atrasado!

Entretanto, os meus pais foram tomar café depois de jantar, e na Circunvalação (Porto) viram uma cadela boxer a correr de um lado para o outro... Como ali há sempre muitos carros, e a grandes velocidades (como foi a minha mãe que ia ali a 90km/hr) decidiram parar e apanha-la para evitar que fosse atropelada. E como eu tenho os melhores pais do mundo, levaram-na para casa, foram ao veterinário com ela ver se tinha chip, como não tinha não tem dono... Está por isso para adoptar. Eu amava ficar com ela... Já tinha nome e tudo: Maria Prozac, mas já lá tenho a minha Nina que tem problemas territoriais, e sendo um andar é díficil conciliar o mau feitio dela com o da Maria Prozac. Deixo aqui um apelo, se alguém quiser um doce de cadela Boxer, com cerca de um ano, que avise!! Deixo aqui algumas fotos... :) E só espero que ela esteja perdida, não consigo conceber como que é que o animal conseguiu abandonar um doce de bicho destes... Há gente muito parva!!!



segunda-feira, 18 de junho de 2007

Bora?

Vamos acampar para o Gerês, só nós os dois?
Podemos ir trengo...
Deixar tudo para trás e compensar o tempo perdido?
(suspiro) É, vamos.

Para que é que eu quero um rótulo? Se me completas mais que tudo. Se realmente estás aqui sempre para mim. Desculpa. Não preciso de rotulos. Preciso de ti, e isso eu tenho. E tenho estas demonstrações de carinho. Que me enchem com uma felicidade inesperada.

E se...

Não sei. Mesmo. Confundes-me... Exerces em mim algo que não consigo perceber, algo que me faz querer estar contigo e não estar, quase ao mesmo tempo. Não sei. Mesmo. Tento fechar os olhos e abstrair-me de tudo, mas não sei. Tenho tantas vozes a ecoar ao mesmo tempo dentro de mim que não consigo discernir. Não sei qual ouvir. Tento, mas nada. Não sei. Mesmo. Tanto quero que volte a dar certo, como tenho vontade de me afastar, de gritar um basta e fugir de ti. Como de fugir para ti. Amo-te. Não to vou dizer. Não o vou admitir, mas é a verdade. Tenho saudades, tenho as mãos vazias e o coração cheio. Apetece-me berrar-te que não mereço isto. Que mereco o cenário completo. Romance. Entrega. Partilha. Amor. Mereço que me ames. Que precises de mim. Que me sintas tua, que te sintas meu.. Saudades de sermos nós. Quando estou contigo, o mundo desaparece sabes? Deixa tudo de existir mas tudo parece ganhar sentido...

Tu dizes o que dizes, e eu sei porque o dizes. Custa-me ouvir, custa saber que talvez tenhas razão. E eu não sei. Mesmo. O teu abraço diz-me que me queres, o teu cheiro pôe-me louca, os teus beijos mostram que vale a pena, o calor do teu corpo faz-me sentir-te meu. Os teus olhos dizem-me que há qualquer coisa a mais. E eu simplesmente não sei. Mesmo.

Surgem os "E ses..." Surge a indefinição do que é impossível de definir. Surgem as recordações do passado. Se; Tenho medo que os ses me mudem a vida. Tenho medo de perder algo único por causa de um "E se..." E os "E se..." corroem-nos, e deixam-nos sem saber. E eu simplesmente não sei. Mesmo.

I want so much to open your eyes
´Cause I need you to look into mine
Tell me that you'll open your eyes...

(…)

Take my hand, knot your fingers through mine
And we'll walk from this dark room for the last time