quarta-feira, 20 de junho de 2007

Fragilidades

A vida é sempre muito frágil, nem sempre nos apercebemos, levamo-la em jeitos de brincadeira não dando nunca espaço para pararmos e nos apercebermos que de um momento para o outro tudo pode desaparecer. O que é garantido hoje, não o é amanhã...

Hoje a minha mãe foi multada, excesso de velocidade e tal, a pressa de chegar a horas e dos 50 km/hr permitidos ela ia a 90km/hr. Ora como já é uma diferença grandita, toca de o Senhor Policia a mandar parar e toca de largar 120€. Ainda eu estava preocupada com o facto de serem 120 € num momento em que a vida não anda nada fácil já estava a receber um telefonema a dizer que o meu explicador de estatística do 1º ano da faculdade estava a morrer. E pior, a filha dele, que foi quem tratou de me por a ter aulas com o pai, estava grávida e tinham-lhe descoberto um linfoma... E eu só pensei. Que se lixem os 120€, que se lixe a multa, que se lixe a falta de dinheiro e a pressa para chegar... Que se lixem os problemas menores. Haja saúde. Haja sempre a oportunidade de chegar ao destino, mesmo que seja atrasado!

Entretanto, os meus pais foram tomar café depois de jantar, e na Circunvalação (Porto) viram uma cadela boxer a correr de um lado para o outro... Como ali há sempre muitos carros, e a grandes velocidades (como foi a minha mãe que ia ali a 90km/hr) decidiram parar e apanha-la para evitar que fosse atropelada. E como eu tenho os melhores pais do mundo, levaram-na para casa, foram ao veterinário com ela ver se tinha chip, como não tinha não tem dono... Está por isso para adoptar. Eu amava ficar com ela... Já tinha nome e tudo: Maria Prozac, mas já lá tenho a minha Nina que tem problemas territoriais, e sendo um andar é díficil conciliar o mau feitio dela com o da Maria Prozac. Deixo aqui um apelo, se alguém quiser um doce de cadela Boxer, com cerca de um ano, que avise!! Deixo aqui algumas fotos... :) E só espero que ela esteja perdida, não consigo conceber como que é que o animal conseguiu abandonar um doce de bicho destes... Há gente muito parva!!!



segunda-feira, 18 de junho de 2007

Bora?

Vamos acampar para o Gerês, só nós os dois?
Podemos ir trengo...
Deixar tudo para trás e compensar o tempo perdido?
(suspiro) É, vamos.

Para que é que eu quero um rótulo? Se me completas mais que tudo. Se realmente estás aqui sempre para mim. Desculpa. Não preciso de rotulos. Preciso de ti, e isso eu tenho. E tenho estas demonstrações de carinho. Que me enchem com uma felicidade inesperada.

E se...

Não sei. Mesmo. Confundes-me... Exerces em mim algo que não consigo perceber, algo que me faz querer estar contigo e não estar, quase ao mesmo tempo. Não sei. Mesmo. Tento fechar os olhos e abstrair-me de tudo, mas não sei. Tenho tantas vozes a ecoar ao mesmo tempo dentro de mim que não consigo discernir. Não sei qual ouvir. Tento, mas nada. Não sei. Mesmo. Tanto quero que volte a dar certo, como tenho vontade de me afastar, de gritar um basta e fugir de ti. Como de fugir para ti. Amo-te. Não to vou dizer. Não o vou admitir, mas é a verdade. Tenho saudades, tenho as mãos vazias e o coração cheio. Apetece-me berrar-te que não mereço isto. Que mereco o cenário completo. Romance. Entrega. Partilha. Amor. Mereço que me ames. Que precises de mim. Que me sintas tua, que te sintas meu.. Saudades de sermos nós. Quando estou contigo, o mundo desaparece sabes? Deixa tudo de existir mas tudo parece ganhar sentido...

Tu dizes o que dizes, e eu sei porque o dizes. Custa-me ouvir, custa saber que talvez tenhas razão. E eu não sei. Mesmo. O teu abraço diz-me que me queres, o teu cheiro pôe-me louca, os teus beijos mostram que vale a pena, o calor do teu corpo faz-me sentir-te meu. Os teus olhos dizem-me que há qualquer coisa a mais. E eu simplesmente não sei. Mesmo.

Surgem os "E ses..." Surge a indefinição do que é impossível de definir. Surgem as recordações do passado. Se; Tenho medo que os ses me mudem a vida. Tenho medo de perder algo único por causa de um "E se..." E os "E se..." corroem-nos, e deixam-nos sem saber. E eu simplesmente não sei. Mesmo.

I want so much to open your eyes
´Cause I need you to look into mine
Tell me that you'll open your eyes...

(…)

Take my hand, knot your fingers through mine
And we'll walk from this dark room for the last time


sábado, 16 de junho de 2007

Roda viva

É época de frequências, certo? Certo! É época de ficar em casa tipo eremita agarrada aos livros, certo? Certo! E tu fazes isso não fazes Filipa? Errr... Não!!! Os meus fins de semana andam a ser do melhor, e eu não sei porque não faço isto à mais tempo... Na semana passada foi o Alive, bons concertos, boa companhia. Do melhor, está sem dúvida no meu Top 5 de grandes noites! Esta semana o DJ Tiësto veio ao Porto dar um concerto, e eu nem era grande apreciadora deste tipo de música, mas como era "grates", e isso diz que não custa nada então bora lá, que se não gostarmos podemos sempre bazar a qualquer altura... Saída de um exame às 21 em Lisboa, toca de correr para o comboio, e chegar à minha linda cidade à 00.30, já o senhor tocava e bem diga-se de passagem... E digo-vos, nunca eu dancei tanto como ontem, da 00.45 até às 4 e tal, lá eu estava a abanar o corpinho, e foi sem dúvida um grande espectáculo. E eu estou de parabéns porque não parei de dançar mesmo sem estar já mais pra lá do que pra cá. É que quem me conhece sabe, eu não danço!!
A minha Ribeira estava linda, cheia, e com um ambiente fenomenal!! Lindo foi quando o senhor estava a acabar o set (diz que se chama assim...) e começa a chover... Ninguém arredou pé, e dançar à chuva tornou-se uma das melhores sensações, está no meu top 3 (logo a seguir a sexo e a comer um häggen daz de Cookies...)
Foi lindo, amei, e fiquei fã. Por mim ia já hoje outra vez... Mas temos sempre o próximo fim de semana... Que diz que é S.João, e isso cá no Porto é sagrado!!!
A música do Verão 2006! =)

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Despedidas...

O tempo passa mas não o sinto. O escurecer de fim de tarde é o único índice que o dia já está a acabar. Sinto-me aérea. Queria tanto fugir. Não sei para onde, mas sei com quem. Contigo poderia encostar a cabeça no teu peito e descansar, sossegar a alma, acalmar os medos, recuperar energias. E com a cabeça no teu peito, o meu corpo bem junto ao teu, eu sei que estaria em paz comigo mesma. Que as angustias rapidamente desapareceriam.
Mas não há como fugir contigo, a única maneira que agora encontro é fugir de ti. Fazer de conta que não existes. Fazer de conta que nada se passou. Aproxima-se a hora sabes? Passou um ano desde aquela noite. O encontro, o abraço, o passeio na praia, os beijos que trocamos, o pedido, tudo me parece tão presente... Saudades de um tempo que não volta mais... Hoje choveu como chovia no nosso primeiro beijo. Deste-me a mão enquanto atravessavamos a rua. Paraste no meio do jardim e olhaste-me nos olhos. Leste-me a alma. E é assim que eu consigo precisar o momento: Apaixonei-me por ti naquele instante. Lembro-me como se fosse ontem, porque o tempo passou mas eu não dei por ele de tão embrenhada que estava em nós. Perdi-me nos entretantos da sucessão de fins de tarde, à espera de um dia melhor, perdi-me no meio da passagem das estações à espera que tudo melhorasse e não dei conta que um ano se tinha volvido desde que te encontrei, desde que me agarraste a mão, desde que te vi, e me apaixonei por ti.


Um ano depois e fica a vontade da despedida. Com a certeza de que foi até agora a melhor época da minha vida. Rica em momentos que nunca vou esquecer, repleta de estados de felicidade absoluta. Mas acho que chegou a hora de mudar a folha e começar a escrever uma nova página. Sem ti, sem o nós que tanto amo. Talvez seja altura de dizer adeus, e deixar-te seguir.

Um ano depois. E é um dia como outro qualquer...